Jorge Vassallo nasceu em Lisboa, mas cresceu e viveu em Sintra, rodeado de magia e nevoeiro, a ouvir histórias da Índia portuguesa, a ver filmes do Indiana Jones, a ler as aventuras de Júlio Verne e os livros de Salman Rushdie. Gosta de histórias, de personagens, de cenários e das relações entre uns e outros. E gosta de pôr todos os sentidos à prova - a curiosidade é a grande força que o leva a viajar. Licenciado em Marketing e Publicidade, fez também um curso de Escrita Criativa e, nos anos em que trabalhou como copywriter em publicidade, lançou-se em aventuras várias pela Europa... e estreou-se na Ásia em 2001. Foi amor à primeira vista. Depois de vários anos a viajar exclusivamente na Ásia, em 2008, foi até ao Senegal com apenas mil euros, um amigo e duas bicicletas - um projecto que mereceu o prémio de Melhor Blog do Ano, foi transformado em livro e serviu de "desculpa" para a agência de viagens Nomad o convidar a liderar pequenos grupos de viajantes no Sudeste Asiático. Desde então, já acompanhou mais de 40 grupos - quase 30 na Indochina. Em 2014, deu uma palestra sobre Angkor Wat e o Império Kmer, na Fundação Oriente. Em 2015, atravessou a Índia numa vespa. E, em 2016, seleccionou algumas das suas memórias da Indochina, escrevendo um livro com o mesmo nome.
Para quem gosta de livros sobre viagens, este segundo da trilogia é maravilhoso. Além de nos pôr a par da sua primeira viagem pela Índia, em 2003, Jorge Vassalo fala também da penúltima, em 2019, num balanço entre o que mudou no país - e nele - nos entretantos. A aguardar pelo terceiro!
O Jorge tem uma forma de ver a viagem que me cativa imenso. Sinto que sou eu que estou a viver, há muito a ideia de romancear a viagem, já que vamos, já que estamos a pagar, tem que ser perfeito, idílico e não podemos revelar nada do que correu mal, mas isso não é viajar. Como diria o Bourdain “viajar às vezes pode partir nos o coração”. É este lado tão real da Índia em quem nem tudo são rosas que me cativa nos seus livros. Esta sinceridade.
A forma como consegue tornar um simples facto, em algo digno de ser escrito e lido é sublime. Em relação ao primeiro volume achei que, desta vez, o autor utilizou demasiadas expressões e interjeições em inglês, o que na minha modesta opinião corta um pouco o andamento da leitura. Fico a aguardar o terceiro livro da, lá está, prometida trilogia.
After the first one called "De Vespa na Índia", here it is the second volume of the series. Once again, a lot of adventures and a humorist description of the happenings. A book that is full of genuineness.