Eu ia dar um 7,5 pelo livro, mas na medida em que eu fui me aproximando do final, fui sentindo que 7 é uma nota mais adequada.
As histórias contadas são interessantes, trazem inspiração e são divertidas de ler, mas há uma romantização imensa da história das marcas, uma crença ingênua nas historinhas emocionantes oficiais contadas pelas empresas para gerar comoção...e em alguns momentos é até incômodo como o autor exalta ideias e pessoas de ética questionável.
Isso sem contar os "ai se tal coisa horrível não tivesse acontecido, não teríamos tal coisa" que são teleologia pura. Não teríamos essa coisa mas poderíamos ter outras, ou sequer teríamos noção de poder ter algo. Entendo que a ideia é tentar tirar o melhor de todas as coisas, mas da maneira como isso é abordado no livro, chega a ser insensível. Isso sem contar a forma estereotipada como ele fala das mulheres e dos japoneses.
E o cara não se dá nem ao trabalho de corrigir os valores do dinheiro pra valores mais próximos dos de quando escreveu o livro. 4 dólares em 1908 não eram 4 dólares em 2009. Achei preguiçoso.
Por fim, este é um livro interessante como inspiração, mas tem que ser lido com um certo senso crítico para não se deixar levar pela positividade/ingenuidade/naturalização de ações questionáveis excessiva do autor.