Jean Piaget, Lev S. Vigotski e Henri Wallon são os três maiores teóricos estudados no universo da educação e da psicologia. Nesta obra, consagrada por crítica e público, Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira e Heloysa Dantas traduzem para o leitor o pensamento vivo desses autores. Analisando as ideias de Piaget, Yves de La Taille aborda conceitos como ser social, ética, autonomia, coerção versus colaboração e obediência versus justiça. Ao esclarecer os principais construtos da teoria construtivista, ele ressalta a importância da afetividade na educação. Debruçando-se sobre os contrutos de Vigotski, Marta Kohl de Oliveira destaca tópicos como linguagem, formação de conceitos e metacognição. Partindo de uma abordagem holística do ser humano, a autora analisa a fundo a abordagem sócio-histórica e as implicações da afetividade para a cognição. Já Heloysa Dantas dedica-se ao pensamento de Henry Wallon, destacando a emoção como instrumento típico da espécie humana e mostrando a interligação entre afetividade e inteligência – concluindo, como seus colegas, que a comunicação afetiva é fundamental para uma educação efetiva. Trata-se, definitivamente, de um livro fundamental na área da pedagogia. Nova edição revista.
Um passeio pelas teorias de aprendizagem, principalmente infantis, propostas por Piaget, Vigotski e Wallon. Esse livro foi uma tentativa de entender por cima do que falam, tendo em vista que eu não tinha consumido nada deles. Não é uma área que me interessa muito, mas achei interessante. O formato do livro, porém, é estranho. Parece que são trabalhos individuais juntados na obra - sem interlude, sem transição, com estilos radicalmente diferentes de escrita, notação e prosa. Mas de qualquer forma, dou nota 5 pelo que aprendi.
4.5* Gente, Teorias Psicogenéticas em Discussão é daqueles livros que fazem o professor sair da leitura com a sensação de ter ganhado novas lentes para olhar a própria prática. A obra, escrita por Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira e Heloysa Dantas, coloca lado a lado as contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon, não como teorias engessadas, mas como perspectivas vivas que se complementam e se tensionam.
O que mais me encantou foi perceber como cada abordagem amplia o repertório de quem está em sala de aula. Piaget nos lembra que o aluno é um sujeito ativo, construindo conhecimento a partir de interações e desafios; Vygotsky reforça o papel fundamental do contexto social e da mediação para o desenvolvimento; e Wallon traz a afetividade e o corpo para o centro da aprendizagem, mostrando que emoção e cognição caminham juntas.
A leitura é clara, bem estruturada e cheia de exemplos que ajudam a transpor a teoria para a prática. É impossível não se imaginar adaptando atividades, repensando estratégias e observando os alunos com um olhar mais atento e sensível. As perspectivas apresentadas não só enriquecem o conhecimento teórico, mas engrandecem o professor como mediador, pesquisador e agente de transformação dentro da escola.
Por isso, dou 4,5 estrelas: é um livro que dialoga diretamente com a realidade da educação, oferece fundamentos sólidos e inspira mudanças concretas. Para quem vive o dia a dia da sala de aula, é leitura obrigatória e um verdadeiro presente para a formação docente.
Dois excelente autores, uma com linguagem hermética.
Em que pese o fato de ser leigo, aprendi os fundamentos do pensamento de Piaget e Vigotski, com autores que sabem transmitir o que sabem em um linguajar palatável para o leigo.
Infelizmente, a autora que discorre sobre Wallon vale-se de termos técnicos que transformam em uma leitura ininteligível para quem não é da área.
Livro difícil, considero essa uma primeira leitura introdutória. Esse livro traz assuntos da área da pedagogia, psicologia e medicina. Não é fácil sua compreensão no meu ponto de vista. Ele deve ser estudado com completo de outros e de leitura mais atenta e demorada.
O livro “Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias Psicogenéticas em Discussão”, organizado por Telma Weisz e Tânia R. C. B. M. Ferreira, promove uma análise comparativa das teorias de três grandes pensadores do desenvolvimento humano: Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon. A obra discute as convergências e divergências entre suas abordagens, com foco na construção do conhecimento e na aprendizagem.
A seguir, apresento 5 principais contribuições/conclusões do livro e suas aplicações práticas na educação corporativa:
1) Aprendizagem como processo ativo (Piaget) 2) A importância do contexto social e da linguagem no desenvolvimento (Vygotsky) 3) O papel das emoções no desenvolvimento (Wallon) 4) Integração entre as dimensões biológica, social e psicológica do ser humano (Wallon) 5) A aprendizagem como processo dinâmico e não linear.
No meu contexto profissional de educação corporativa, é possível ver algumas aplicações desses conceitos, respectivamente: 1) Desenvolver programas de aprendizagem experiencial 2) Fomentar mentorias, coaching e trabalho colaborativo, aproveitando a expertise dos profissionais mais experientes para desenvolver os menos experientes e vice-versa. 3) Criar ambientes de aprendizagem emocionalmente positivos, reconhecendo que a motivação, o reconhecimento e o engajamento emocional impactam o aprendizado. 4) Projetar programas de capacitação mais holísticos, que levem em conta não apenas o conteúdo técnico. 5) Reconhecer que os profissionais aprendem de maneira diferente e em ritmos distintos. Evitar treinamentos excessivamente rígidos ou lineares. Promover trilhas de aprendizagem flexíveis, com espaços para reflexão, tentativa e erro, feedback contínuo e adaptação individual dos percursos de aprendizagem.