Preciso de fogos de artifício, uma banda marcial e um desfile cívico, pois finalmente alcancei a minha meta de leitura para 2015! Este ano eu tinha planejado desacelerar o ritmo, visando mais a experiência que os livros me proporcionam do que a quantidade - e posso dizer com tranquilidade que este ano está INFINITAMENTE melhor do que o passado. E, para completar este ciclo com chave de ouro, nada melhor do que um livro que me mergulhou em um oceano poderoso de nostalgia.
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Conheci a trilogia de Erick L'Homme no ensino médio, li os dois primeiros volumes na biblioteca da escola, mas como lá não tinha o último volume, eu não finalizei a série. Exatos DEZ anos depois, me deparo com o último na Bienal, em promoção, então era lógico que ele iria furar todas as filas... Retornar para o universo do País de Ys e do Mundo Incerto foi mágico. O universo criado pelo autor é literalmente fantástico, e ele conseguiu desenvolver em 260 páginas o que muitos levariam no mínimo 400 para contar. Sem enrolação, sem furos na trama. Tudo amarrado, não só com relação a história do terceiro volume como também aos livros anteriores. Coeso, conciso, e nem um pouco paternalista com o seu leitor - muito pelo contrário. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores Infanto-Juvenis que já li.