Pandora e Michael conhecem-se desde sempre uma vez que são primos afastados e foram os únicos a contactar com o tio abastado e dono de um património grande. Quando morre, deixa um testamento peculiar para a maioria da família (que não acha lá muita piada) e uma exigência aos dois: viverem 6 meses na casa que ambos tão bem conhecem.
Ora, como é óbvio, eles não acham muita graça a isso mas, como gostam muito da casa e não a querem perder para ninguém, entram no esquema. E pouco a pouco lá se vão tolerando, mesmo quando começam a acontecer tentativas de distúrbio. E isso dá dinâmica ao livro. Não é restringido ao romance e à passagem de uma antipatia para uma paixão intensa.
É um livro, tal como se quer ao pegar nele, descontraído, leve, bem-humorado e, acima de tudo, romântico. Existe uma interacção bem feita entre os personagens principais (e quase únicos na história) que a torna credível. Gosto que a Nora tenha colocado uma pontinha mínima de mistério ali no meio, apesar de o desfecho ser óbvio. Gostei muito!