Reúnem-se aqui alguns dos textos em que Plutarco versa sobre a educação das crianças e a formação dos jovens, os progressos do aspirante a filósofo e a dinâmica mesma da psicologia humana. Esses textos, que compõem a chamada "Moralia" de Plutarco, escritos no século I d.C., são surpreendentemente atuais, chegando a parecer, às vezes, verdadeiros retratos dos dias de hoje. Neles podemos ver o autor — filósofo, sacerdote, cidadão e pai — revelar-se com uma intimidade rara entre os gregos antigos. Nós o vemos, sobretudo, como um professor; alguém que, no curso de uma vida dedicada à sua vocação, foi menor que poucos professores da época, menor apenas, talvez, do que o mestre que escolhera, Platão. Em "Sobre a educação dos filhos", o pedagogo grego dá as diretrizes para o cuidado das crianças desde antes do nascimento até a primeira educação geral; em "Como o jovem deve ler poesia", resolve com muita justiça a questão, debatida até hoje, dos problemas morais relacionados à formação literária e à leitura de ficção pelos jovens; em "Como escutar", dá instruções muito precisas sobre as disposições físicas e psicológicas que um aluno deve ter para melhor aproveitar uma aula ou uma palestra, e em "Como perceber os próprios progressos na virtude", sobre as perguntas que o estudante deve fazer a si mesmo e as mudanças que deve observar para saber se está se aproximando da virtude e da sabedoria. Nos dois últimos, "Se a virtude pode ser ensinada" e "Sobre a virtude moral", Plutarco apresenta, apoiado nos ensinamentos de Platão e Aristóteles, a estrutura da alma humana e os fundamentos da educação, sempre com a mesma lucidez e a inigualável sensibilidade psicológica do biógrafo das "Vidas paralelas".
Plutarch (later named, upon becoming a Roman citizen, Lucius Mestrius Plutarchus; AD 46–AD 120) was a Greek historian, biographer, and essayist, known primarily for his Parallel Lives and Moralia. He is classified as a Middle Platonist. Plutarch's surviving works were written in Greek, but intended for both Greek and Roman readers.
"Sobre a educação dos filhos" "Como o jovem deve ler poesia" Esses dois primeiros textos são interessantes como introdutórios dos temas mas muito do que apresentam está mais aprofundado logo nos primeiros livros da "Instituição Oratória" do Quintiliano. Escolha de um bom mestre, de boas obras introdutórias, repreensão de valores e atitudes não virtuosas de personagens nas narrativas.
"Como escutar" Bom mas curto. Audição é o sentido mais sensível, capaz de produzir sobressaltos, perturbações e emoções como se apodera-se da alma ao ser atingida. Ouvir e esperar se algo mais será acrescentado, contestar de imediato é dos que não escutam e nem são escutados.
"Como perceber os próprios progressos na virtude" "Se a virtude pode ser ensinada" "Sobre a virtude moral" Melhor parte do livro, uma pena que seja tão curto. Valorização da filosofia é percebida quando nos vemos afastados dela. Reconhecer os pequenos passos na virtude, o transformar de vícios em paixões moderadas. Último texto, o mais profundo, discute temas sobre tripartição/bipartição da alma em Platão e Aristóteles, o justo como meio termo de extremos, o que existe em absoluto(Contemplativo) e o que existe em relação conosco(Deliberativo).