«Juntei, no Caderno de Encargos Sentimentais, os pensamentos e reflexões do quotidiano que fui acumulando no FB. São pequenas observações, algumas com música, onde cabem muitos de vocês.»
Inês Meneses (Lisboa, 1971) é uma comunicadora, jornalista e radialista portuguesa. Com mais de 30 anos de carreira, ela é conhecida por seu programa de entrevistas "Fala com Ela", no ar desde 2005.
Não consegui entender o fenómeno deste Caderno de Encargos Sentimentais. Emprestaram-me este livro, quis entender porque me fartava de ver fotografias deste livro nas redes sociais e não é difícil: tem frases feitas, ideais para pessoas que não querem perder muito tempo, que ficam bem no Instagram.
As duas estrelas são pela edição em si do livro porque o conteúdo é dos mais clichê que vi na minha vida.
As palavras da Inês tocam no coração, até de tão simples que são. «Não vale a pena vendermos ao outro a ideia de que somos fortes, quando somos uma coisa e outra: manhã e noite, tempestade e claridade. Somos fracos e fortes, sim. Vamos sê-lo muitas vezes, todos os dias.»
A genialidade de colocar textos intercalados com banda sonora para ser ouvida em cada etapa do livro. Como disse o livreiro quando fui buscar outro livro de Inês Meneses e incluindo este também nessa classificação: "um pequeno grande livro"
4 estrelas por comparação com a máquina a que dei 5 estrelas Mas podiam ser 5 também. Gostei da play list Se tivesse comigo post-it gastaria um bloco quase todo de certeza. É preciso rir, fazer rir, gostar de quem nos faz rir, amar rir amar fazer rir e amar quem.nos faz rir As gargalhadas libertam endorfinas, fazem-nos bem....
4.5. É um livro agradável, com passagens interessantes e com sugestões musicais espalhadas pelas páginas. No entanto pelo preço penso que seja um pouco pequeno e de certo modo simplista, não deixando de ser um agregado de pequenos pensamentos e histórias.
Pensamentos acompanhados por banda sonora. Porque a vida de cada um de nós tem sempre uma banda sonora. E porque a música salva vidas. Adorei o título, a capa e as cores vivas das páginas! Li o exemplar 293/300 da edição de autor.
Em tempos conturbados com a humanidade confinada, é bom vê-la à solta nas palavras da Inês, relembrando-nos que ela existe nos súbitos devaneios de uma pessoa, nos gestos dos dia-a-dia, na observação de estranhos, e nos pequenos momentos que valem uma vida toda. E na música. Sempre na música.
Inês Meneses tornou-se um nome familiar, mas sem ser próximo. Aliás, foi só com o seu podcast que percebi que queria ler tudo o que fosse da sua autoria.
Caderno de Encargos Sentimentais foi a minha paragem inaugural e arrebatou-me na primeira página: porque a própria estrutura e organização do livro se destaca e, claro, porque aquilo que escreve é poesia pura, ainda que se manifeste em prosa.
Há lugar para vários assuntos, para as reflexões mais profundas ou, até, para os lugares comuns. Sobretudo, há espaço para ser - e sem ser tudo demasiado polido. Além disso, a ponte que estabelece com a música torna a caminhada mais entusiasmante, única. Neste híbrido, que reúne tantos géneros e tantas memórias, fala-nos ao coração
"Há um gesto pequenino, repetitivo, esquecido na pressa dos dias, que na verdade podia resumir-nos enquanto gente: é aquela coisa simples de esquecer quem vem atrás de nós e deixar a porta bater, indiferente à presença do outro. A mim assustam-me sempre as pessoas que o fazem: seguem em frente, esbaforidas, quando na verdade o horizonte é sempre o mesmo para todos. Para quê a pressa?"
Estava há demasiado tempo para comprar este livro desde que peguei nele numa livraria e numa vista de olhos vi o que tinha por alto. Comprei-o há pouco tempo e desconfiava que a Inês Meneses não era um gasto, confirmo que é um investimento. Num conjunto de versos e textos soltos somos convidados a refletir sobre o mundo, sobre as mudanças que vivemos e sobre coisas que nunca mudarão independentemente da época ou da altura do ano.
Um livro que nos agarra e nos consome. Valter Hugo Mãe, com o seu imenso talento nas palavras, escreve o prefácio dizendo «A Inês é a mais perigosa das mulheres. Fica-nos com o coração.» e tem toda a razão. Um livro que se lê numa tarde, mas que leva para sempre. O coração vai agora ficar na estante, para ser revisitado sempre que seja necessário um caderno de encargos.
Livro que podemos ler como leitura leve. Mas se pararmos para refletir sobre os pensamentos mais a fundo vemos tantas “verdades” tão óbvias é que mesmo assim continua tudo igual. Tem bonitas mensagens de apreço sobre diversas pessoas, sejam elas alguém em concreto ou classes profissionais. A leitura deste livro é um par de horas bem passado.
Quero muito que a Inês Meneses escreva um romance, porque acho que conseguia viver dentro da escrita dela. No entanto, este tipo de livros não é para mim. Vou guardar alguns dos pensamentos dela, de tão bonitos e acutilantes que são, mas não sou fã destas montagens em livros de publicações feitas em tempos nas redes sociais. Não me enchem as medidas.
«Não te esqueças: pergunta as vezes que te forem necessárias se foi mesmo amor ou teimosia. Às vezes foi só teimosia.» Caderno de Encargos Sentimentais , Inês Maria Meneses, 2ª ed. (2020)
Interesse/comoção: 3 Escrita e estrutura: 3 Aprendizagem: 3
Pensamentos e comentários avulso, cheios de constatações, mas não mais do que isso. As sugestões musicais que acompanham alguns trechos tornam a experiência interessante.
Gostei muito dos pensamentos deste livro, acredito que alguns deles eu também teria, Inês Meneses escreveu-os de forma muito cuidada e colocou-os num livro aconchegante e convidativo.
Foi uma pequena experiência interessante e valiosa.
Frases bonitas e pensamentos bonitos, mas não revolucionam. A ideia de atribuir canções a pensamentos e momentos é gira, mas ao longo do livro vai-se tornando mais escassa. É um livro de pensamentos do Facebook da Inês… mas com páginas coloridas.
Este livro é uma delícia! Acompanhado de um bom copo de vinho e uns fones para intercalar com a banda sonora sugerida (óptima como não poderia deixar de ser) foi das coisas que me deu mais gozo ler/ ouvir nos últimos tempos!