Who makes the Fash is a compelling analysis of the relationships between art and fascism. Originating from the desire of conceptualising an antifascist artistic practice, this book investigates fascism in Italy and its relationships with futurism and neoliberalism. When seen in a historical context, the aesthetic appeal of the 'new', glamorous fascism is unmasked as a media-sponsored strategy of smoke and mirrors, functional to the preservation of a racist and patriarchal capitalism disguised as anti-systemic and innovative; from CasaPound, to the 5 Star Movement in Italy, to Elon Musk (hopefully soon in space). What role can the arts have in this scenario? The assumption that this field is a stronghold of the left can not be held true anymore: if as artists we want to counter the making of fascist hegemony, we must embrace a responsibility that goes beyond our practice. This book offers an accessible historical overview, political analysis and a passionate call to radicalise the politics and practices of arts and culture around an outspokenly antifascist praxis.
uma análise introdutória que surpreende pelo quão sucintamente resume a origem do fascismo, a sua resiliência e renascimento ao longo do último século e a relação basilar que tem com o neoliberalismo actual. por outro lado o que mais me interessou foi a ligação que Carboni faz entre o aspecto moderno do fascismo e a participação e responsabilidade que a indústria artística contemporânea teve e continua a ter na sua expressão cultural. o apontamento do futurismo como tendo servido de ponto de partida para o estabelecimento cultural do fascismo - a obsessão pelo progresso, o frenético fascínio pelo avanço da tecnologia a todo custo, o questionar, romper e corromper dos limites do corpo humano - alerta para a quantidade desse futurismo que hoje é reavivado nas artes através de movimentos como o vaporwave. a qualidade camaleónica que o neoliberalismo oferece ao fascismo permite-lhe a liberdade para se ocultar em plena vista sem ser questionado que fará destruído ou, no mínimo, desconstruído. onde este ensaio desilude, a meu ver, é em não conseguir sugerir estratégias concretas no sentido de produzir arte antifascista capaz de fazer frente às correntes culturais fascistas que claramente têm vindo, sem qualquer tipo de oposição, a apoderar-se da sociedade ocidental. o mais perto que Carboni chega a propor é que um artista tem a responsabilidade social de, antes de mais nada, participar na resistência aos sistemas em vigor. só através desse conhecimento prático, desse contacto empírico com a opressão do estado e a repressão capitalista, só assim será possível imaginar e criar arte capaz de se recuperar a si mesma. fica por dizer o que isso significa em termos materiais, ficando tal proposta à mercê da interpretação des artistas que a levem a sério.