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Diário - Volume XVI

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203 pages, Paperback

Published December 1, 1993

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Miguel Torga

121 books214 followers
Miguel Torga, pseudonym of Adolfo Correia da Rocha was one of the greatest Portuguese writers of the 20th century. He wrote poetry, short stories, theater and a 16 volume diary.

He was born in a village in Trás-os-Montes, northern Portugal, to small-time farmer parents. After a short spell as student in a catholic seminary in Lamego, also in Trás-os-Montes, in 1920 his father sent him to Brazil where he worked on the coffee plantation of an uncle who, finding him to be a clever student, paid his high school there and afterwards his medicine graduation (1933) at the University of Coimbra, in Portugal (to where he returns in 1925).

After graduation he worked in his village and in other places in the country, publishing his books from his own pocket for a number of years. In 1941, he established himself as an otolaryngologist physician in Coimbra.
His agnostic beliefs seems to reflect in his work, that deals mainly with the nobility of the human condition in a beautiful but ruthless world where God is absent or is nothing but a passive and silent, indiferent creator.

After the value of his work was being recognized, he went on to receive several awards, as the Prémio Camões in 1989 and the Montaigne award in 1981. He was several times nominated for the Nobel Prize of Literature, being the last one in 1994, but he never won.

Source: http://en.wikipedia.org/wiki/Miguel_T...

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Profile Image for Ana.
750 reviews114 followers
December 31, 2025
Com este volume, cheguei ao final (com algumas falhas pelo meio, que pretendo colmatar) da longa série de diários de Torga, que se estendem de 1941 a 1993, cinquenta e dois anos! Este volume termina em dezembro de 1993, pouco mais de um ano antes da morte de Torga, que viria a acontecer em janeiro de 1995. Muitas entradas dão precisamente conta da consciência do fim que se aproxima,e do desalento resultante da progressiva deterioração da saúde.

Ainda assim, Miguel Torga manteve-se atento ao mundo e sempre crítico dos acontecimentos do seu tempo, muitos dos quais não parecem ter mudado, decorridos mais de 30 anos.

"Coimbra, 6 de Dezembro de 1990 - Frente a frente televisivo dos dois principais candidatos presidenciais. Um espetáculo triste (...) Tempo virá em que dialogar cortesmente será um acto natural de todos os homens civilizados, mesmo a disputar o poder, que será uma maneira plebiscitada de melhor servir, e não trampolim de nenhuma megalomania ou ambição inconfessada.”

"Queremos, queremos, queremos. E os abnegados senhores do progresso fabricam, fabricam. Saturam, diligentes, os mercados do útil e do inútil. Atravancam o planeta das suas sedutoras mercadorias. Para tanto, esventram-no, derrubam-lhe as florestas, empestam-lhe os rios, os mares e os ares."
Profile Image for Paulo Bugalho.
Author 2 books71 followers
June 18, 2024
Como sempre, não há modo de separar a visão do mundo da visão do corpo. Não é que Torga tenha passado por fases boas, mas este tomo é muito negro e particularmente renitente em filtrar o que parte de dores próprias daquilo que é uma visão muito crítica do país (muitos pensamentos anti-Maastrich, muitos lamentos sobre perda de independência, etc). Era 93 e quem escrevia o diário escrevia o último volume sabendo que era o último. O desespero justificava-se, a confusão entre país, amor-próprio e procura de um lugar na história (esta ideia do poeta mortificado, humilde e o eco disso na ideia de um médico mortificado, humilde, etc) fazem muito mais sentido neste fim de vida do que em muitos outros passos do diário. O Torga tem um estilo claro e trabalhado que funciona bem e resiste, neste último volume, às dores do corpo.
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