Amar, (des)amar, amar (de novo). Essa é a sua história, a minha, a de todos nós. Não há quem já não tenha sofrido a alegria de ter, a dor de perder e a dureza de recomeçar. O amor é essa montanha-russa de sensações que nos anima, assusta e nos torna tão humanos. Neste livro, você vai começar uma viagem através de tudo o que se conjuga junto ao verbo amar, e entenderá por que esse sentimento nunca vem e permanece tão facilmente quanto a gente gostaria. Então, já que amar não sai de graça, que tal descobrir como garantir um relacionamento mais saudável e feliz? É hora de você se conhecer melhor. Afinal, quando sabemos qual o nosso lugar dentro de nós mesmos, a nossa capacidade de amar se amplia, a gente se empodera e descobre que somos muito mais capazes de refazer o nosso mundo amoroso e nossas relações.Está pronto? Acomode-se no meu divã, a sua sessão vai começar.
O livro convida a refletir sobre o amor a partir de um lugar mais maduro, sem ilusões ou expectativas depositadas apenas no outro. Mesmo que algumas situações não façam parte da nossa vivência (li o livro em conjunto com meu parceiro), a leitura traz novas perspectivas que ajudam a enxergar os relacionamentos com mais consciência. A grande força da obra está em mostrar que amar é também um exercício individual: olhar para si, reconhecer limites e compreender que a construção a dois começa pelo amadurecimento interno.
Não achei que se aproxima de nenhum livro de auto ajuda. Senti que tinham temas que levaram a conversas bem legais e profundas sobre a minha relação e forma de enxergar.
Tirando o “para bebê” (risos de desespero) , achei uma leitura bem leve e válida.
Melhores trechos: "...A etapa da harmonia traz a compreensão de que '1+1=3', ou seja: você, eu e nossa relação. A relação passa a ser um terceiro elemento que permite que você seja você mesmo (ou você mesma), sem necessariamente se perder da outra pessoa nem na outra pessoa. E esse terceiro elemento (a relação) vai ser mantido com os projetos e os sonhos em comum que darão ao amor de vocês uma boa dinâmica para fazê-lo durar e prosperar. É a etapa em que o amor fica mais tranquilo, mais sereno, e em que vocês vão conviver bem com as diferenças do casal, além de estarem mais fortes para suportar os problemas que aparecerem, procurando caminhos para ultrapassá-los... Quando sentimos tesão por alguém, o que está em jogo é a fantasia que a gente coloca sobre o outro. Na verdade, a pessoa sexualmente desejada é, em grande parte, uma projeção feita por mim. Na hora H, meu inconsciente coloca tudo que eu quero que a pessoa seja, e isso é o suficiente para agitar os hormônios e provocar o desejo. O problema é que, quando estamos em um relacionamento, nada destrói mais a fantasia que a realidade. Quando você se envolve amorosa e/ou sexualmente com alguém durante muito tempo, a rotina cria uma grande convivência, a capacidade de fantasiar enfraquece e os desejos sexuais vão se transformando nos dois. Sexo com certeza deixa de ser a coisa mais importante para o casal. E, aí, você começa a perceber que a pessoa que alucinava você de tesão também ronca, peida, tem chulé, arrota, tem espinhas, ou seja, ela deixa de ser aquela figura com base na qual você conseguia fantasiar para se tornar uma criatura de carne e osso, sobretudo se os dois começam a morar juntos... Numa relação, tudo pode dar certo — menos o que não é combinado. Outro ponto importante a ser conversado é a ilusão de que na traição só existem consequências para o traidor se o outro descobrir. Isso definitivamente não é verdade. Mesmo que o outro nunca venha a saber da sua mentira, você saberá que traiu e, por isso, pagará um preço bem alto dentro da relação. E o preço será jamais conseguir confiar em quem você ama... Um dos critérios-chave que deve nortear suas escolhas dentro do relacionamento é sempre se perguntar: 'Eu estou feliz na relação com essa pessoa?', 'Essa pessoa faz de mim uma versão melhor de mim mesmo?', 'Essa pessoa com quem eu estou na cama dá certo comigo?'. Se a resposta for sim, então escute seu coração e priorize o que é dito entre vocês na relação, e não a língua dos outros... Nunca puxe uma arma se você não for capaz de atirar, porque é você que acaba morrendo. Preste atenção nisso, porque, se você sentir que ainda não vai ter forças para fazer nada com as informações que conseguir a respeito do seu relacionamento, é uma atitude psicologicamente protetora optar por viver na ignorância — pelo menos até você se sentir forte o suficiente para encarar os fatos. Então, cuidado para não tentar levantar um peso que pode esmagar você... O conhecimento sobre si mesmo (ou sobre si mesma) e sobre o que você vive é a chave do poder e da cura..."