ALBERTO S. SANTOS é licenciado em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Presidente da Câmara Municipal de Penafiel (2002-2013), Presidente da Comissão Científica da Rota do Românico/Centro de Estudos do Românico e do Território (2009-2025) e Comissário Cultural do Festival Literário "Escritaria" (2014-2025). Foi Secretário de Estado da Cultura dos XXIV e XXV Governos Constitucionais (2025-). Como escritor, afirmou-se essencialmente na ficção histórica, criada a partir de marcantes acontecimentos reais, mas pouco conhecidos do grande público. Publicou os romances A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010), O Segredo de Compostela (2013), Para lá de Bagdad (2016), Amantes de Buenos Aires (2019) e A Senhora das Índias (2024). É também autor da coletânea de contos A Arte de Caçar Destinos (2017) e participou na série de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014). Tem obra publicada na Polónia, Argentina, Espanha e, em breve, na Sérvia).
Este livro teve por base o manuscrito árabe escrito por Ahmad Ibn Fadlan, embaixador do califa abássida Al-Muqtadir para a terra dos búlgaros. No diário, do qual só existe uma versão incompleta, este emissário muçulmano do século X relata a sua viagem desde Bagdad até ao leste e norte da Europa.
Se o livro focasse apenas na jornada e na bela descrição dos locais e na veracidade de recontar os fatos talvez eu teria continuado, mas a insistência do autor de prender o personagem em situações absurdas e depois descrever o personagem perfeitamente se safando da situação, a parceira adereço me entediou rapidamente, ela está lá para ser a ajuda perfeita para todas as necessidades, ser bela e deixar o protagonista molhado. Talvez eu tente terminar o livro depois, mas por agora estou feliz de ter largado.
" (...) É um livro que acaba por proporcionar mais do que um mero prazer de leitura uma vez que nos ajuda a compreender o porquê de existirem, ainda hoje, algumas desavenças entre alguns povos. De facto ao longo da obra vamos contactando com outras religiões com rituais próprios, chegando mesmo desde o fundamentalismo Islâmico aos Vikings e à sua mitologia."
Adorei, um livro que os faz sonhar, viajar, sentir os sabores e os cheiros do oriente. Muitos povos com culturas diversificadas são- nos mostrados na sua mulifacetada riqueza.
Ajuda a compreender o porquê de os Eslavos Orientais (Russos, Ortodoxos e Maometanos) verem os Árabes (Cristãos e Maometanos), os Cazares (Judeus), os Chineses (Budistas), os Germânicos (Calvinistas, Luteranos e Pagãos) e os Iranianos-Persas (Maometanos) da forma que os vêm.