No início, o texto parecia interessante, pelo menos para alguém que se considera feminista. A autora usou o método do “Balaio de Ideias”, muito utilizado por Jordan Peterson, que consiste em usar elementos e histórias que moldaram a civilização para embasar a ideia. Martha usou várias personagens do imaginário coletivo para ilustrar arquétipos femininos que, teoricamente, foram usados até hoje. É engraçado como ela consegue tecer elogios a diversas personagens das histórias, incluindo o demônio Lilith e várias deusas assassinas e vingativas.
No entanto, ela é incapaz de reconhecer os benefícios dos arquétipos gerados pela Virgem Maria. Assim como muitas feministas, Martha simplesmente odeia tudo o que a Virgem Maria representa. Ela enche a boca para dizer que as virtudes da Virgem foram usadas para oprimir as mulheres ao longo dos séculos e fala vários disparates sobre a Igreja Católica, como “Por que não há devoção a personagens como Judite, Juizá Debora, Rainha Ester? Por que se importam mais com a Virgem Maria Mãe de Deus?”
Poxa, por que será, Martha? Certamente você não consegue pensar na espiritualidade e moralidade das coisas além dessa baboseira de empoderamento e “óbvio que pegaram como exemplo alguém que conseguiriam oprimir as mulheres”. É importante lembrar que o feminismo nunca escondeu suas intenções anti-cristãs e anti-leis morais. Portanto, não é surpreendente que o movimento prefira reverenciar o demônio Lilith, símbolo de revolução, depravação e desobediência, em vez de uma mulher virtuosa, declarada serva de Deus e que abraçou completamente a vocação da maternidade.