A vida, a alegria, rebeldia e carreira de Zé Pedro, um dos mais importantes nomes do rock português.
Do primeiro concerto dos Xutos & Pontapés onde a banda tocou seis músicas em cinco minutos, ao concerto numa prisão em Macau, à consagração da banda com o disco Circo de Feras, passando pela morte da mãe de Zé Pedro, o afastamento e reaproximação dos Xutos, e o famoso bar Johnny Guitar - episódios contados pelos amigos e família do guitarrista.
Em Setembro de 2007, fui com uns amigos a um concerto dos Xutos & Pontapés nos Jardins da Torre de Belém, em Lisboa, e no fim do mesmo, uma das raparigas do grupo e que era super-fã do Zé Pedro, por qualquer razão, tinha os contactos certos, que nos "abriram" as portas do backstage... Demos por nós a cumprimentar o Zé Pedro e a trocar dois ou três dedos de conversa com ele. E é um facto que a ideia com que fiquei foi exactamente a mesma que o autor desta simples biografia trasmite: que era "generoso, educado, atencioso, verdadeiramente preocupado com as pessoas".
Acabei por gostar bastante deste livro, pois a verdade é que pouco sabia da vida de Zé Pedro. Não fazia ideia que ele tinha estado envolvido como sócio em alguns clubes nocturnos de Lisboa, ou que tinha feito um pacto de sangue com o Pedro Ayres Magalhães (mais punk que isso seria difícil!), ou até mesmo a nível pessoal, que tinha vivido 10 anos com a Xana (vocalista dos Rádio Macau). Este é um livro infanto-juvenil (na onda, de resto, das outras biografias desta colecção), pelo que quando alguém a lê, tem de ir de mente aberta e compreender que esta não é uma biografia exaustiva. Por isso mesmo, penso que para ter uma ideia genérica sobre a vida de Zé Pedro, vale a pena ler este livro!
“O Zé Pedro morreu no dia 30 de novembro de 2017. Aos 61 anos, deixou um país de luto e um vazio na música portuguesa. Há uma canção dos Xutos & Pontapés chamada “Para Sempre”. Foi a última que o Coliseu escutou da guitarra do Zé Pedro, abafada pelas vozes afinadas do público, tocada sabe-se lá como pelos companheiros da vida inteira. O momento foi eterno e o refrão ainda hoje se escuta: brilhará para sempre”.
Um livro de leitura fácil. No entanto, o Zé Pedro merecia mais. Pouco explorada no meu entender.
Aconselhado pelo PNL, é uma boa biografia para ser lida entre os leitores 15/18 anos. Não é profunda, pois está escrita em novela gráfica, por isso está bem delineada.