O show mais aguardado do ano! Pelo menos para Antônio, um jovem de 26 anos que não sente vergonha nenhuma em virar a madrugada na rua para conseguir comprar um ingresso para o show de retorno da sua boyband favorita. A noite está fria, os fãs são barulhentos e a calçada está longe de ser confortável, mas quando o acaso coloca Gustavo ao seu lado, passar quinze horas em uma fila não parece mais uma ideia tão ruim assim.
Escrito em algum lugar é um conto inédito de Vitor Martins, autor de "Quinze dias" e "Um milhão de finais felizes".
Vitor Martins is a writer, illustrator and translator. He lives in São Paulo, Brazil. Follow him online at vitormartins.blog and on Twitter and Instagram at @vitormrtns.
Eu acho que o que mais me fisga nos textos do Vitor é o senso de pertencimento que eles trazem: não importa se a gente é ou foi fã de boybands, se é ou não gordo, se teve ou não um ex-namorado lixo, os personagens dele são tão reais que parece que a gente está ali, no meio da ação, vendo tudo se desenrolar. É bizarro como o texto dele flui, como tem cheiro, tem som, tem humor quando você menos espera e parece te dar um abraço quando você precisa dele. Eu nunca fui fã de boybands (ok, se considerarmos que My Chemical Romance é boyband a gente pode até conversar sobre isso), mas me senti fazendo parte de um momento especial na vida de alguém que só existe no papel. Apesar de breve, os personagens têm profundidade, têm química, fluem naturalmente. E a história é linda, estruturada da maneira certa e com um desfecho que deixa a gente com a cara do emoji 'pensando aqui'.
Você conseguiu de novo, Vitor. Obrigado por essa história.
(Alerta pra uma introdução egocêntrica porque o sol tá em leão então vou começar a resenha falando sobre mim.) Eu acho incrível como o Vitor sempre escreve sobre algo com que eu me identifico DEMAIS: seja inseguranças da adolescência, inquietações da vida adulta, ou (no caso de Escrito em algum lugar) as duas coisas. Tem poucas coisas que me chateiam mais do que pessoas que te diminuem por ser fã de determinados artistas e as oportunidades que a gente perde tentando ser aceito por gente que não se importa com a gente. Nesse conto, depois de anos sendo fã do Triple J, Antônio finalmente tem a oportunidade de ir ao show do seu grupo favorito, e a fila dos ingressos acaba sendo uma experiência marcante por si só quando ele conhece Gustavo (que, assim como ele, não tem exatamente as características da maior parte do fandom do TJ – meninas adolescentes).
A história tem uma pegada do Kindred Spirits da Rainbow Rowell, mas muito mais minha cara porque em vez de se passar na fila da pré-estreia de Star Wars, se passa na fila de ingressos do show de uma boyband. O sentimento de fã da narrativa é muito familiar, nostálgico e reconfortante (inclusive, acho que sou tão rato de shows que quando o Antônio chegou no Allianz Parque para o show e foi procurar a fila pra arquibancada, logo pensei comigo mesmo "é a do portão B", porque aparentemente meu cérebro perde tempo decorando essas informações). Seja qual for sua droga de preferência: One Direction, BTS ou, como eu, Jonas Brothers, essa história vai te dar um quentinho no coração.
Sorri durante o conto todo, mas dei uma leve choradinha com essa frase da nota do autor: Cada lugar onde você deposita seu amor e sua dedicação acaba se tornando um pouquinho de quem você é.
Eu não tenho condições nenhuma de explicar o quanto esse conto me acolheu, deixou meu coração aquecido e me representou. Há tantas coisas com as quais me identifiquei, são tantas as coisas com as quais eu surtei e fiquei vomitando um arco íris imaginário, que puta que pariu, estou apaixonado.
Não é novidade pra ninguém a tranquilidade e a delicadeza que o Vitor passa em suas história, ele tem um poder extraordinário, uma escrita fluida demais, e eu não sei explicar direito o que acontece nesse conto, mas o Vitor narra de uma forma totalmente única, porque ele nos faz sentir que estamos lendo uma história de ficção, mas ao mesmo tempo sentimos que estamos stalkeando o twitter de alguém, ou até mesmo que nós estamos escrevendo no nosso próprio diário virtual. É uma história tão clichê, mas tão clichê que é brega demais, e eu amo. Espero que vocês tenham pegado a referência. É tão engraçada e romântica que vai divertir qualquer público e qualquer pessoa com um coração pulsante. Eu estou doido pra reler? Eu sou doido? É...
Esse é aquele tipo de enrendo que manda embora o peso que a vida adulta carrega, aquele esteriótipo de que precisamos deixar todos os nossos gostos da adolescência de lado e nos transformarmos em outras pessoas só porque a idade está chegando, com essa história percebemos que não estamos sozinhos nos pensamentos adolescentes que ainda temos, existem várias pessoas que compartilham deles conosco. E bom, tem tantas referências a cultura pop, e cito por exemplo as fanfics, e bom, meu coraçãozinho de ex fanfiqueiro chega a bater mais forte e os dedinhos coçam pra escrever uma agora mesmo.
Leiam, leiam e surtem com a perfeição que o Gustavo é, que infelizmente é o nome do meu ex lixo, mas que aqui é um homão da porra com quem eu queria me casar.
Um conto sem nenhum defeito. A escrita do Vitor continua maravilhosa, ri demais e me identifiquei demais com o Antônio. Acho que é uma história super simples, mas que falou comigo de um jeito bem profundo. Ela meio que me dá um senso de comunidade, espanta a solidão nessa coisa de "vida adulta" e mostra que meus sentimentos relacionados a isso não são só meus, que existem várias pessoas que compartilham deles comigo. É isso. Eu adorei demais e essa capa é perfeita! Bjs...
Leio poucas coisas em português, e menos ainda quando se trata de literatura contemporânea, mas esse conto fofíssimo me fez sorrir tanto quanto qualquer Christina Lauren da vida e repensar o americanismo/eurocentrismo das minhas leituras. Perdeu uma estrela porque tiveram exclamações repetidas algumas vezes e esse é um dos meus pet peeves literários, e eu também não sou muito fã de referências pop nos textos, mas me deixou com vontade de ler muito mais Vitor Martins e mais autores brasileiros também.
(For all the English only folks around here, Vitor Martins is a contemporary LGBT author and his first English book is coming out soon! So if you can’t read Portuguese check it out!)
Confesso que passo muito pano pra clichê quando se trata de um romance gay. Mas esse aqui é fofo demaisssss Uma história curta, emocionante e apesar de parecer uma fanfic, consegue ser real demais. Muitas falas do Antônio e do Gustavo falam sobre assuntos muito importantes e emotivos na vivência gay. É muito bom ler um romance assim e se sentir representado porque eu nunca tive isso; como ele mesmo fala, parece que a gente tem uma adolescência tardia, que só começa quando se assume como LGBTQ+. Obviamente indo atrás dos outros livros dele pra me iludir, sofrer e chorar.
Às vezes tudo o que você precisa é de uma história fofa. Eu precisava DEMAIS de uma história fofa assim.
A escrita do Vitor é maravilhosa (e também é como ler ele falando no twitter - e isso é muito bom e divertido?????). Fora que ainda tem umas reflexões sobre ser fã/vida adulta (o que é ótimo pra quem tem umas certas ansiedades sobre crescimento, vida adulta, gostar de livros jovens etc) e mostra que no final vai ficar tudo bem sabe.
Vitor Martins o que tu fez com a minha cabeça e com minhas emoções? Chorando muito e nem sei pq. E pra quem leu o conto do Vitor em Aqui quem fala é da terra !!!
Eu achava que não tava me envolvendo muito com o casal, mas quando chega a cena do beijo eu fiquei 🥰🥰🥰.
Foi muito bom ler sobre não ter vergonha das coisas que você gosta, e não deixar que as pessoas te deixem pra baixo por conta delas.
Seja em 50 ou 300 páginas o Vitor sabe escrever um casal e me deixar soft.
a nota do autor foi uma das melhores partes do conto, não pulem!!!! "Cada lugar onde você deposita seu amor e sua dedicação acaba se tornando um pouquinho de quem você é. E eu tenho certeza que a junção de tudo isso te transformou numa pessoa extraordinária!"
Alô? Eu achava que ia ler uma short fofinha de boa e não me sentir hiper conectada o inner monologue do Antonio?? RTC & BRB comprando os outros livros do autor
Also, essa é minha primeira (futura) review em português no GoodReads 🎉 Minha Mãe (No English at the dinner table Mariah, por favor) deve estar ao mesmo tempo orgulhosa de mim e envergonhada que demorei tanto haha
De novo, o Vitor acerta na prosa característica e madura, na história simples e bem estruturada e na construção incrível de personagens. Não dá vontade de parar de ler, e dei umas boas risadas sozinha.
"Eu tenho certeza de que depois que o show passar eu vou continuar ouvindo Triple J, vou continuar lendo os livros de adolescente que eu sempre leio e assistindo tudo que aparece na categoria "séries teen sobre amizade" na Netflix. Porque eu gosto disso. Porque me faz bem e me conecta com alguma parte de mim que eu não me sinto pronto para deixar morrer." me senti representada aqui. que estória linda! admito que lá pelo fim eu fiquei "vc, tá no show da sua banda favorita! esquece esse cara e aproveita isso!!" mas acho que é mt mais por eu ser a pessoa menos romântica possível em alguns aspectos. a pessoa pagar caro nesses shows e ficar gastando o tempo do show procurando outra pessoa me parece uma coisa que eu sei lá nunca faria kkkkk porém, a conclusão foi fofa. adorei esse primeiro contato com a escrita do Vitor Martins!
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SO GOOD!!! My first Brazilian romance book, yessss!
The writing was amazing, the humor was hilarious, the characters were great and the plot was super fun and sweet!
It’s not a 5 because I didn’t like the long tweets + I don’t understand what happened at the concert with the Twitter account? 😅 why did the tweets disappear?
Anyway, will read his full-length novels for sure!
Não tenho nenhuma maturidade para ler o que o Vitor escreve. Mal começa e já estou morrendo de identificação. Divido os friozinhos na barriga e as risadas e as angústias todas. E termino me sentindo menos sozinha no mundo. 🥺♥️
Nem sei se sou mais Antônio ou Gustavo, mas honestamente? Ter trinta anos e amar livremente aquilo que me definiu desde pequena nunca foi tão gostoso. ✨
Apaixonante! Terminei de ler com maior sorriso no rosto. Especialmente por lembrar de alguns momentos especiais vividos enquanto rolava um show de uma banda incrível. Lembrei também das minhas aventuras em fila de show na adolescência (e na vida adulta tbm, pq se tem algo que me faz sair de casa é show de uma banda que eu amo). E apesar de não ouvir mais algumas bandas que me fizeram enlouquecer na adolescência (McFly foi uma delas, e foi um dos shows que mais aproveitei em toda a minha vida), hoje percebo o quanto essas experiências foram valiosas. Esse conto me trouxe aquela nostalgia gostosa, sabe?!
E me identifico com tanta coisa nesse livro, especialmente a parte de se sentir meio perdido ao tentar ser adulto. “Escrito em algum lugar” me lembrou que todo mundo finge que sabe ser adulto 😉 E tá tudo bem ❤️
O maior trunfo do Vitor é a escrita. Ele pode escrever qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, de um jeito que te embala e te leva pela história aonde ele quiser. Escrito em algum lugar, assim como Quinze dias e Um milhão de finais felizes, é desse jeito — "Estrela cadente", o conto dele incluso na coletânea Aqui quem fala é da Terra, também *wink*.
Mesmo não me identificando completamente com o protagonista — fui, sim, obcecado por uma coisa na adolescência, mas nunca pude fazer tanto a respeito, e a autora ainda fez questão de me curar da obsessão com certos adendos no Twitter —, eu me envolvi com a história dele e torci pelo #CasalDaFila. E agora também quero um Moletom pra mim.
Ai, gente, só quem passa por um período de “adolescência tardia” vai se identificar com a história. Mas quem não passou por essa fase, pode se apaixonar do mesmo jeito.
É muito incrível quando você se encontra num livro e se sente representado. Você entende os personagens, sabe o que eles estão se sentindo. O sentimento de nostalgia bateu forte.
O melhor de tudo é que levanta uma “pequena” discussão sobre virar adulto e responsabilidades. Ah! E quem teve aquele momento de fã de alguma banda, cantor ou cantora, também vai se encontrar nesse conto de deixar o coração quentinho.
Eu não sei por que demorei tanto pra ler esse conto, pois já li quase tudo que o Vitor publicou e até agora não há nada que eu não tenha amado. Essa história, mesmo curtinha, é provavelmente a que mais mexeu comigo. Dei boas risadas como sempre, me emocionei com os agradecimentos e, principalmente, me identifiquei muito com os personagens por também ser uma pessoa de vinte e alguns anos que quer muito se sentir adulta, mesmo gostando de coisas adolescentes. Amei e recomendo muito!