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História da solidão e dos solitários

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A oposição entre convivência e isolamento é intensificada pelo papel das novas tecnologias de comunicação e das redes sociais. Mas esse fenômeno é apenas o ponto de chegada de uma longa história que começa na Antiguidade, quando os pensadores já haviam posto a alternativa em seus termos: o homem é um “animal social”, mas não deixa de ser amante dos encantos bucólicos do isolamento. Solidão física e psicológica, solidão voluntária e aplicada como pena criminal, refúgio e maldição: este livro retraça em detalhe a história da dubiedade dessa condição humana.

503 pages, Paperback

First published February 6, 2013

11 people are currently reading
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About the author

Georges Minois

86 books54 followers
Georges Minois est un historien français né en 1946. Ancien élève de l'École normale supérieure, il est agrégé et docteur en histoire. Il a exercé la profession de professeur d'histoire et de géographie jusqu'en 2007.

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Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Kirin171.
180 reviews38 followers
June 1, 2024
Fajne ale:
-przez 75% książka skupia się prawie wyłącznie na chrześcijaństwie, coś konkretnego zaczyna się dziać koło oświecenia i romantyzmu,
-kikikomori zamiast hikikomori ;_;
-BRAK BIBLIOGRAFII, jak tak można?!!!
Profile Image for Carlos Henrique Moura.
1 review
January 17, 2021
Reunindo visões de diversas áreas das ciências humanas e da religião, sobretudo a católica, e fartamente documentado, Georges Minois oferece ao leitor neste livro uma ampla visão da solidão na sociedade ocidental ao longo dos séculos.

O autor, porém, não se limita a refazer o percurso da solidão da antiguidade aos nossos dias. Ponto importante da obra, no último capítulo ele se lança no debate contemporâneo, ponderando diferentes posições e não se furtando a opinar, como o faz neste trecho da conclusão:

“(...) Pois a solidão é uma dimensão essencial e útil do ser humano, que tem necessidade, em certa medida, de se sentir só para encontrar, para coincidir consigo mesmo. O sentimento de solidão pode ser difuso e constante, ou só ocorrer nos momentos fortes e privilegiados, segundo os temperamentos. Mas é indispensável se queremos assumir autenticamente nossa condição humana, em vez de viver exclusivamente numa comunidade ilusória ‘ligada’, quer dizer, conectada. Aqueles que nunca experimentam o sentimento de solidão é devem ser lamentados.” (p. 489)

Trata-se, pois, de rica fonte para pesquisadores do tema, também acessível para leigos interessados e curiosos.
Profile Image for Igor Laterça.
67 reviews3 followers
January 16, 2021
Prefiro os livros ficcionais aos não ficcionais e sempre preferi. No entanto, este livro deixou tudo no mesmo patamar, dando-me até mais vontade de ler mais obras não ficcionais.
Aqui, o historiador explica as diversas concepções da solidão em diferentes períodos da história de modo bastante didático, explicado, citando pensadores da época, retirando trechos das obras desses intelectuais e sabendo organizar tudo de maneira primorosa. Ademais, o livro provoca diversas reflexões sobre o tema, todas bem válidas e que deveriam ser lidas por todo mundo.
Ótimo livro, indico para todos!
Profile Image for Carla Parreira .
2,063 reviews3 followers
Read
February 23, 2025
Com uma linguagem acessível e recheada de referências, Minois consegue abordar um tema tão complexo sem se perder em jargões técnicos, tornando a leitura tanto informativa quanto prazerosa. A obra se inicia estabelecendo a sólida base histórica da solidão, começando pela Antiguidade. Minois cita Aristóteles, que considera o ser humano como um ser social, posicionando a solidão sob uma perspectiva negativa. No entanto, ele também traz à tona a visão de Sêneca, que reconhece a solidão como um momento necessário para reflexão e estudo, uma dualidade que permeia o restante da narrativa. Essa ambivalência é um dos pontos mais intrigantes do livro, destacando a complexidade do estado de estar sozinho. Avançando na leitura, Minois explorara o conceito de solidão na Antiguidade como um tipo de punição – seja por exílio ou prisão – além de seu contraste com a socialização. Introduz-se o cristianismo e o surgimento do eremitismo, onde indivíduos buscam isolamento espiritual. O autor faz uma referência importante à obra "Vida dos Padres do Deserto", ressaltando a dicotomia entre eremitismo e cenobitismo, e como a solidão, sob a ótica religiosa medieval, se transforma em um espaço de jejuns e privações. Com o passar dos séculos, a leitura silenciosa emerge, oferecendo uma nova perspectiva sobre a solidão, onde esta se transforma em um tempo de aprimoramento pessoal. Minois nos apresenta figuras femininas, como Cristina de Pisan, que encontraram na viudez um espaço para estudo e autodescoberta, sinalizando assim uma evolução do papel da mulher na busca pelo conhecimento. A Reforma Protestante e a invenção da imprensa também são destacados como fatores que ampliaram a solidão como um retiro intelectual. Minois discute obras literárias emblemáticas, como "Robinson Crusoé", para evidenciar a evolução do tema da solidão na literatura, mostrando como a ficção reflete e molda a compreensão cultural da solidão. No contexto das artes, Minois analisa a representação da solidão em pinturas que retratam a leitura solitária, além de se debruçar sobre a vida dos idosos e as complexas interações familiares que trazem à tona questões de solidão na velhice, uma realidade frequentemente ignorada. Ao chegar ao século XIX, o autor ressalta uma nova perspectiva que emerge sobre a solidão e o individualismo, em contraposição à era das massas. Essa reflexão crítica sobre o sucesso e a solidão se mostra extremamente pertinente no contexto contemporâneo, tocando em temas universais que permanecem relevantes. Minois não se esquiva de incluir uma perspectiva psicanalítica em sua análise, discutindo as concepções de Freud sobre solidão e reconhecimento, e oferecendo uma análise filosófica mais profunda com referenciais como Nietzsche e Rousseau. Essa dualidade, a necessidade de socialização versus o desejo de isolamento, ressoa através de todos os capítulos da obra. O desfecho do livro faz uma potente crítica ao impacto da modernidade e à confusão dos papéis na sociedade atual, propondo uma reflexão provocativa sobre a natureza da hipercomunicação e do consumo, que contrasta com a solidão experienciada por muitos na contemporaneidade. Em suma, "História da Solidão e dos Solitários" é uma obra rica em insights e provocações, que desafia a maneira como percebemos a solidão em diferentes contextos históricos e sociais. Georges Minois não apenas ilumina as múltiplas facetas da solidão, mas também convida o leitor a uma introspecção sobre sua própria relação com esse estado.
Profile Image for Raquel Rezende.
49 reviews
January 10, 2026
Muito arrastado. Muito chato. Dá uma animada no final. Fiquei sem entender que tipo de pessoa é o Georges Minois, mas o que me preocupa mesmo é que tenho mais 4 livros dele aqui em casa. Nunca mais comprar tantos livros de um autor sem lê-lo antes.
Profile Image for Christian.
148 reviews1 follower
February 28, 2023
Começa a ficar realmente interessante a partir do sétimo capítulo. Até chegar lá, são cerca de 270 páginas com exemplos e pequenas biografias de eremitas e um capítulo totalmente inútil sobre os solitários da corte de Luis XIV.
Aliás, um dos maiores problemas do livro é ser extremamente eurocêntrico. Quantos eremitas e sábios solitários não devem ter existido na Pérsia, China, Oriente Médio, e que não mereceram uma menção sequer?
O autor deixa também passar a possibilidade de uma análise aprofundada sobre as consequências da solidão na idade média e a relação que as doenças decorrentes dessa solidão tiveram com a inquisição. Certamente muitas pessoas foram queimadas na fogueira por causa de distúrbios psicólogos devido ao isolamento religioso imposto, traduzido como possessão pelos inquisidores.
Mas isso não faz com que o livro seja ruim. Muito pelo contrário, principalmente pelos últimos 5 capítulos, que são excelentes, devido à análise psicológica e filosófica da solidão.
Profile Image for Vítor Rodrigues.
6 reviews
Read
September 17, 2022
Editora Unesp deixou muito a desejar na revisão dessa edição, com erros constantes que tiram a atenção da leitura.
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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