Enquanto leitor curioso pela articulação literária de Mauro Iasi nesse ensaio, confesso que não chega a surpreender. A dimensão literária é instrumentalizada de maneira pobre pela retórica hegeliana e, às vezes, algo como psicanálise social. É interessante pela fronteira na qual o autor se aventura, mas talvez os mais destacados ensaístas desse gênero tenham mais sucesso pela estética que pelo rigor, e nisso o autor, ao menos neste livro, não se faz memorável.