Issue Two builds a kaleidoscopic view of humanity’s ever-evolving blueprint with thirty-one electric pieces, from age & death to growing up with machines. It’s 256 pages thick, beautifully typeset and shipped straight to your door.
Inside Issue Two: 10 micro fictions written by M. John Harrison 7 essays on science & technology, from Don Norman to BBC R&D 13 short stories, from Robert Silverberg to Tom Offland The second and final half of a classic novel in translation A limited edition print of a story by M. John Harrison
Já fui leitor mais assíduo de revistas literárias de ficção científica. Tenho uma razoável coleção de Asimovs, Analogs e Interzones. Deixei de as ler em parte por falta de tempo (promessa de férias: despachar algumas Analogs de 2016 e 2017 que estão na estante da vergonha), mas também porque nem sempre a nova ficção que traziam era surpreendente. Já para não dizer que nem sempre as encontrava por Lisboa. Eu sei, assinaturas e online e tal, mas gosto do prazer de entrar numa loja e sair de lá com publicações. Cenas old school.
Suspeito que pela Visions abro exceção. Esta revista ficou definitivamente no meu radar. Não é de publicação regular, o que é uma vantagem para quem tem de gerir bem o equilibrio entre leituras e tempo livre. E, o pormenor que me deixou interessado, é uma revista temática. Em vez de contos soltos, há uma curadoria temática nas edições. Cruza ficção de novos autores com clássicos, ensaios e ilustração de excelente qualidade. Acaba por funcionar mais como antologia temática do que revista clássica, mas não tem o peso literário deste formato. A leitura convida à reflexão. Este segundo número olha para a humanidade. A ficção traz-nos visões especulativas do cruzamento entre ciência, tecnologia e humanismo, enquanto os ensaios vão do futuro da saúde aos impactos da inteligência artificial, passando pelo potencial libertador da tipografia (leram bem, e é um ensaio que vale a pena ler, iniciando com a tipografia clássica e terminando nos emoji).
Continuo a ter um soft spot pela Asimov (que deixou de chegar a Portugal), pela Analog (inincontrável, deste que a Tema fechou) e a Interzone (de vez em quando dou com ela na Bertrand do Chiado). Mas a Visions traz algo diferente, raro nestas edições. Só a consigo comparar ao projeto de vida curta Arc Magazine, que também cruzava ficção nova e clássica, ensaio e design cuidado no desafio a ler e meditar, para quem compreende a Ficção Científica como literatura de ideias. Tenho a agradecer esta bela descoberta ao João Campos, cujo defunto Viagem a Andrómeda é para mim uma das grandes referências críticas na blogoesfera portuguesa sobre literatura de ficção científica.
Another beautifully designed and curated package -- I love this mag and look forward to seeing what Volume 2 will hold, whenever we're lucky enough to get it. I will say that this issue felt a little more nebulous, a little less clear than the first one. The prompt, I think, was wider and as such there was more room to run... but then in the curation, they had to whittle down and so it ended up feeling like a loosely AI-related issue, not so much a 'humanity' issue. Still, these are small nitpicks. I love this, I love everything about it, I want it to come out twice a year and get all the funding in the universe.
Idk what to think - it was interesting for sure, and kinda hit or miss? It got me more interested in literary magazines, so I guess it was pretty alright.