E se o cantor sertanejo Henrique voltasse para casa depois de uma temporada de shows e tivesse que aprender a lidar com o novo namorado de sua esposa? E se esse novo namorado o fizesse se sentir mais em casa do que nunca?
Maria Freitas é escritora e jornalista. Autora de Cartas para Luísa, As razões de Cris e Sempre estive aqui. É fundadora e responsável pelo Cadê LGBT, projeto de promoção e divulgação de literatura queer, e host do podcast Bi Sem Carteirinha. E atualmente está escrevendo a série de contos e novelas bissexuais Clichês em rosa, roxo e azul.
This a Brazilian short-story, so my review will be in portuguese
Gente, eu baixei todos os contos de Clichês em Rosa, Roxo e Azul por achar a ideia dessa série fofa demais, e eu acabei adorando esse primeiro conto. Apenas queria que mais páginas fossem acrescentadas porque amei esses personagens, mas ainda assim foi uma história muito leve, cheia de representatividade e com muitas referências brasileiras que sempre me fazem sentir-me em casa quando eu leio.
Esse livro foi um conto muito fofinho que eu li enquanto tomava sol, assim como pretendo fazer com os outros contos dessa série (mesmo que eu acabe virando um camarão no sol). Ele tem uma vibe bem praiana, não sei o motivo.
Recomendo esses contos para todos fãs de romance e representatividade, já estou animada para a leitura do próximo conto!
Eu ainda não tinha lido nada da Maria. Confesso que tinha expectativas altíssimas e pelo medo de me decepcionar, acabava sempre adiando ler as histórias dela. Depois de ler este conto eu me arrependo de ter demorado tanto.
Apesar de ter como protagonistas personagens de livros que eu não li (As Razões de Cris e As Razões de Henrique), o conto, em nenhum momento, se torna dependente da história desses livros de maneira a deixar o leitor perdido. Pelo contrário, a autora se certifica de detalhar os fatos importantes que aconteceram no decorrer desses livros e que são essenciais para a compreensão, o que torna possível a leitura independente do conto.
Os personagens são cativantes, a história flui muito bem (a escrita da Maria é totalmente maravilhosa) e os relacionamentos são muito bem desenvolvidos. Nós temos protagonismo gordo, negro e LGBTQIAP+, além do desenvolvimento perfeito de um poliamor. Aplaudo de pé a forma primorosa que Maria Freitas conseguiu apresentar um relacionamento entre três personagens sem deixar, em nenhum momento, algum deles de lado.
"Mas... e se?" foi um início perfeito para o projeto Clichês em Rosa, Roxo e Azul. Eu mal posso esperar pelos próximos contos.
O.b.s.: Maria Freitas a partir de agora pode lançar uma lista de supermercado que eu vou ler.
me senti muito representada com personagens no espectro ace e bissexuais. além disso tem poc e a cris é negra e gorda. simplesmente tudo pra mim, desde as referências pop (tivemos edward cullen citado, senhoras e senhores) à referências de signo. muito bom.
A história é fofa e boa de acompanhar! Me fez rir e despertou curiosidade para seguir até o fim. Em alguns momentos senti dificuldade no desenvolvimento dos relacionamentos. E talvez por ser um conto, algo que eu não costumo ler, tive dificuldades com entender a construção dos personagens.
A minha esposa tem um namorado. Essa curta história nos apresenta a vida de Henrique.
Após uma longa temporada de shows, o cantor finamente vai para casa, próximo ao Natal. Ansiando ver logo a sua esposa, Henrique só tem uma preocupação: como ele lidaria com Pedro, o namorado dela.
Henrique e Cris, tem uma relação aberta, por conta de sua constante ausência dado ao seu sucesso como cantor sertanejo e também por ele saber que ela não conseguiria conseguir escolher apenas um de ambos. O "famoso" casal evoluído, mas não é assim que eles gostam de se rotular.
Mesmo crendo que a presença do Pedro seria algo estranho a ele; quando Cris precisa resolver alguns assuntos pendentes em outra cidade, deixando a casa aos cuidados de ambos. Henrique vê florescer dentro de si um sentimento novo e puro.
Esse é o primeiro da série de contos: Clichês em rosa, roxo e azul, na qual diferentes histórias são retratadas de única. Para uma primeira experiência com a autora eu estou encantada pela escrita, com certeza voltarei para ler o resto.
"Como foi que você convenceu a Cris a te deixar plantar aqui? Ele dá de ombros. — Eu só fui plantando."
Eu nao li a história original (descobri q tinha uma depois inclusive), mas nao me fez falta nenhuma. É uma historia lindinha e super bem escrita e um romance ridiculo de fofo. Me fez tao bem ler essa nao-monogamia de forma tao natural, com o pedro só plantando no jardim e fazendo café. O maior defeito desse livro é o absurdo de alguém achar que a temporada da 13 doutora foi ruim e nao criticas todas as temporadas pessimas do 11 e do 12. Que absurdo.
Super fofo, engraçadinho, cheio de diversidade e minha melhor experiência com a autora até agora.
Essa é uma obra absolutamente NECESSÁRIA, e é muito bom vê-la no catálogo de uma autora nacional. Representatividade racial, bissexual, gorda, do espectro assexual e não-monogâmica. Encontrar tudo isso sendo retratado em cenas do cotidiano toca o coração de quem não está acostumado a se ver na mídia.
Engraçado como gostei desse conto bem mais do que achei que gostaria. É a minha primeira leitura protagonizada por um trisal e, admito, quando li que os três estavam no ramo do sertanejo, eu julguei um pouco, pois este está longe de ser meu gênero musical favorito. Porém, fui rapidamente conquistada pela dinâmica entre Cris, Henrique e Pedro, principalmente nos momentos em que Henrique e Pedro estavam se conhecendo melhor. Terminei a leitura com vontade de ler mais sobre esse trisal e empolgada para as próximas histórias dessa série de contos da Maria Freitas.
dando duas estrelas pela tensão sexual entre os dois personagens. nunca tinha lido nada sobre poliamor ou relacionamento entre 3 pessoas e achei muito vago sabe?
sei que é um conto mas se é um relacionamento entre 3 pessoas deveria existir uma conexão entre os 3 e não só entre os 2 caras.
Em dezembro de 2019, tive a alegria de ser convidada pela Maria Freitas para ler a primeira versão de "Mas... e se?", o primeiro conto de um projeto com 12 histórias protagonizadas por pessoas bissexuais. Poder dar opinião sobre um texto inédito era uma experiência nova para mim, e foi uma honra conhecer Cris, Henrique e Pedro. A versão publicada passou por algumas alterações, que melhoraram bastante o texto que eu já conhecia - e ele já era muito bom. Aqui, o cantor sertanejo Henrique volta para casa e precisa se acostumar com a presença do novo namorado de sua esposa. Henrique e Cris têm um relacionamento aberto, que não é assumido publicamente. O conto nos permite conhecer o dia-a-dia dos três e acompanhar os dilemas que envolvem não apenas esse relacionamento mas também as carreiras de Henrique e de Pedro e como o mundo do sertanejo - ainda muito machista e LGBTfóbico - especula a respeito das vidas pessoais dos dois cantores. "Mas... e se?" é uma espécie de spin-off ou final alternativo dos livros de Maria Freitas, "As razões de Cris" e "As razões de Henrique", os quais eu ainda não li. E de forma muito bem feita, Maria insere no conto o passado de seus personagens sem torná-lo cansativo ou cheio de informações. Tudo nessa história é essencial para que o leitor entenda a dinâmica desse relacionamento. Terminei a história apaixonada por Cris, Henrique e Pedro e desejando muito ler os livros da Maria.
Quando eu comecei esse conto achei que iria detestar.
Primeiro porque logo percebi que ele conto envolvia personagens de outros livros da autora que eu já tinha decidido não ler por envolver traição. E segundo porque eu tenho um problema muito sério com referências da cultura pop, costumo achar muito exagerado.
Mas eu estava errada! Eu realmente gostei da história, me tocou! (E a autora soube usar as referências de forma moderada!!!)
Não tenho ideia de qual seja o background desses três, mas a forma como a relação dos três é construída no canto foi tão bonita de ver! São três pessoas completamente diferentes, com relacionamentos entre si que não são nada parecidos e ainda assim eles funcionam perfeitamente, não importa qual a combinação. Eles simplesmente estão em sintonia!
Ver um personagem demissexual é sempre um choque e uma avalanche de emoções. É difícil colocar em palavras o que eu sinto ao me ver assim, então fica aqui registrado que eu chorei. Muito obrigada!
Eu gostei tanto que mudei de ideia e vou procurar os livros que antecedem esse conto. Quero saber mais sobre esses três, quero entender como foi a trajetória deles até esse final feliz.
Confesso que eu estava um tanto receosa de comprar esse livro. A capa me intrigava, mas eu sabia pouco sobre a história, e principalmente pouco sobre pessoas próximas que tinham lido. Foi quando eu vi que dois amigos deram 4 estrelas e eu decidi comprar na Amazon.
Foi o meu primeiro contato com a Maria, mas foi o suficiente para eu cair de amores. Sua escrita é certeira e consegue explicar muita coisa, nos trazendo um “background” sobre a história dos personagens, sem se enrolar ou fazer encheção de linguiça. Além de trazer referências brasileiras incríveis (e isso sempre faz eu me sentir em casa em um livro), a representatividade bem construída e responsável me fez feliz. A escritora trouxe o que prometeu de um jeito suficiente e ainda deixou um gostinho de quero mais.
Apesar de ser um conto, onde geralmente já não cabe muito desenvolvimento, achei o texto raso. A escrita é simples, praticamente fonética. Não é o tipo de coisa que eu gosto de ler.
Não tenho críticas, apenas o meu amor pra dar. Apesar da duração breve da história é possível captar profundidade em cada um dos personagens, sentir o quanto eles são muito mais do que é possível mostrar ali, e eu acho isso incrível. Além do mais, como não se apaixonar perdidamente pela Cris??? PERFEITA SEM DEFEITOS AMOR DA MINHA VIDA (e tudo que fez de errado eu passei pano). É muito gostoso ver a dinâmica entre os personagens ficando cada vez mais íntima e intensa, e ainda mais incrível ver como eles se relacionam e se entendem. Um conto bissexual e não-monogâmico pra deixar um quentinho duradouro no coração.
Esse é o primeiro livro que eu entro em contato com a Maria Freitas, e gostei muito! É um conto muito bem amarrado, com uma escrita que me deixou instigado a ler tudo madrugada adentro. Entendo que não aconteceu porque o formato de conto não permitiu, mas queria que a história entre os três fosse mais desenvolvida, pra que o entendimento fosse melhor. Adorei a naturalidade com todos os temas abordados, fez a história fluir muito bem e tornou tudo mais interessante, e é muito fofa a dinâmica da relação não-monogâmica, coisa que nem todo mundo está familiarizado. Talvez seja porque o nome dos dois protagonistas sejam Pedro e Henrique, mas eu me senti muito representado e me deu um quentinho no coração lendo.
Gostei da relação construída entre os personagens, apesar de achar tudo muito rápido. Um ponto interessante é naturalidade que lidam com o tema que vai ser o ponto chave da história, de fato, é preciso que tenhamos leituras diversas e múltiplas e foi bom acompanhar isso! Algumas coisas me incomodaram durante as conversas, mas nada de muito horrível, foi só um incomodo mesmo. No geral, uma história ótima para passar o tempo e acreditar no poder do amor, apostando em recomeços!
Gostei do conto, mas após saber que há todo um background por traz destes personagens comecei a sentir a 'falta' de saber o que vem antes.
A dinâmica do enredo é rápido e preciso nas informações que você precisa saber. Apesar do 'fim' ser marcado na metade do conto, o que não é ruim, a autora consegue ainda dar uma boa voltinha e entregar algo legal.
Vou ler os demais textos que envolvem esses personagens e retornar a leitura a este conto, acredito que vai funcionar diferente.
no momento em que comecei esse conto me senti uma besta por não ter lido tudo na ordem e não ter me tocado que o henrique de as razões de henrique tinha um outro conto. achei esse conto bem legal e com uma boa representatividade. meu único problema é com a história dos personagens mesmo, porque, tendo lido o conto do passado deles primeiro, sei tudo o que aconteceu e não consigo engolir o fato da cris ter voltado com o cara que traiu ela. de resto até que foi fofo
Acho que um ponto fortíssimo da escrita da Maria é o jeito que ela constrói as falas dos personagens. A linguagem que eles usam é natural, gostosa de ler, brasileiríssima. Achei o conto fofo, pra mim esse é o melhor jeito de resolver um triângulo amoroso.
foi a primeira vez lendo uma dinâmica poliamorosa e não estou desapontada. um conto curto, porém completo, cheio de boa representatividade e referências que fazem ficar melhor ainda. eu fui esperando nada e ganhei de tudo.
Não tinha lido os outros livros mas mesmo chegando sem saber nada a história se mostrou apaixonante de tal maneira que várias vezes me peguei sorrindo que nem louca olhando pro Kindle, amei esse trisal e a forma como o relacionamento entre os três foi construído.
Eu sinceramente não sabia o quanto eu precisava ler uma história sobre um relacionamento poliamoroso até ler 'Mas... E Se?' - a primeira de 12 novelas escritas por Maria Freitas, que formará a série antológica "Clichês em Rosa, Roxo e Azul". Narrado em primeira pessoa por Henrique, um astro do Sertanejo, nós vamos acompanhar a sua reação diante do novo namorado de sua esposa ao voltar para casa depois de uma longa turnê pelo país, e como vai ser o dia-a-dia dos 3, praticamente vivendo sob o mesmo teto. . Desde o princípio é revelado que esta história na verdade seria um "epílogo" alternativo para duas histórias escritas pela autora - As razões de Cris e As razões de Henrique, ambas disponíveis na Amazon (e também já presentes na minha biblioteca do Kindle). Mesmo assim, foi muito fácil me inserir na narrativa e ser cativado pelos três personagens. A escrita é simplesmente maravilhosa, fluída, e a Maria soube como contextualizar tudo o que já havia acontecido com o trisal de uma maneira simples e ainda assim sem deixar buracos. . De verdade, eu me apaixonei por Henrique e Cris e Pedro (mesmo com os podres em seu passado). Fiquei tão FELIZ com a novela que, assim que terminei esta história, eu me perguntei se queria mesmo saber o que havia acontecido em "As razões de Cris/ Henrique", pois qualquer coisa diferente do que me foi apresentado aqui seria totalmente anti-climático. E injusto com este trisal que me fisgou logo nas primeiras páginas. (Pois sim, eu sei que vou ler as outras duas histórias. Mas, por enquanto, me permita SONHAR com este desfecho). . Se eu disser qualquer outra coisa, com toda a certeza eu acabaria contando algum spoiler indesejado. Mas eu amei o universo sertanejo aonde a Maria Freitas ambientou a sua novela. Amei as piadas sobre o café ruim da Cris. Amei a empolgação do Henrique e o jeito retraído de Pedro. Amei conhecer este lado mais leve e refrescante da autora. E amei a novela. É isto.
livros em primeira pessoa me deixam com um pé atrás porque esse tipo de narração não costuma me agradar, mas eu gostei que tenha sido usada nesse conto.
há várias referências (como à música brasileira), cenas engraçadas, citações fofas, críticas à sociedade e um banho de representatividade muito bom (negra, gorda, bissexual, demissexual e não-monogâmica/poliamorosa).
no entanto, algumas partes me incomodaram:
— o fato de o henrique, o personagem bissexual, ter traído a chris quando eles namoravam na adolescência. não tenho conhecimento se, à época, ele sabia sua orientação sexual e, já que o conto é uma versão alternativa do final de outros livros, talvez eu tenha perdido algo, talvez haja algo mais por trás, mas eu percebi que isso, infelizmente, dá margem ao reforço do esteriótipo de que bissexuais são infiéis;
— a carta que o henrique escreveu aos dezessete anos (algo que eu tenho, sim, em mente) para a chris apresenta um certo ar de binarismo.
destarte, é um conto agradável com leitura simples, a qual lembra a linguagem oral, e boa representatividade, apesar de deixar a desejar em alguns pontos.
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“Mas... e se?” é um conto (ou novela?) que se passa na cabeça do Henrique, um cantor sertanejo famoso. Ele está voltando para casa depois de uma turnê e precisará lidar com Pedro, o novo namorado da sua esposa, Cris – sim, Henrique e Cris possuem um relacionamento aberto. Porém, à medida que o tempo passa, Henrique descobre que seus sentimentos precisam ser repensados, pois ele pode estar se apaixonado por Pedro...?
Para começar, eu amei intensamente ler pela primeira uma história com um relacionamento não-monogâmico e a maneira como este pode se configurar de muitas e muitas formas; fez minha cabeça abrir para um leque de coisas muito importantes de serem refletidas. Além disso, a leitura foi muito divertida desde a primeira página até a última, sem contar que trouxe à luz algo que tenho pensado bastante nesses últimos dias: o espectro da assexualidade. Os personagens são muito fofos, muito bem construídos (mesmo sendo muito curtinho) e a autora soube passar muito bem a atmosfera confortável e cativante da casa dos três.
Porém, tenho de confessar que, para mim, houve um exagero e uma certa dose forçada nos diálogos. Veja bem, eles não são ruins, na verdade são bem simples e reais, mas me pareceu que a Maria queria tanto que eles fossem reais, mas tanto, que errou a mão algumas vezes e certas passagens ficaram desnecessárias; sem contar as referências excessiva a memes que, ao meu ver, podem tornar a história um pouco obsoleta. Aliás, como o conto é um final alternativo de outro livro, algumas partes do passado dos personagens ficaram difíceis para a minha compressão, muito embora não tenha atrapalhado a leitura como um todo.
Recomendo demais! A escrita é super levinha e faz a gente passar as páginas sem sentir. No final, fiquei olhando pra tela sem entender porque tinha acabado, visto que me apeguei tanto a essa historinha. Estou muito apaixonado!