é um romance póstumo o que explica algumas quebras na narrativa e até alguma contradições na história.
Mas está muito completo, se calhar só faltou mesmo revisão final
Numa aldeia o Dr Moreira quer instalar uma fábrica de ferro mostra da evolução industrial nacional. Isso contraria a tradicional aldeia , mas só mesmo um aldeão, o Zé Lérias, inicialmente se opõe intransigentemente, não vendendo a sua leira, mas depois acaba por a vender. A fábrica é o progresso, porque dá emprego, mas sente-se a exploração dois operários e os males como a poluição, os acidentes, a insegurança. O problema é que se está no tempo da guerra, o carvão falta, a fábrica fecha a miséria instala-se. O povo inicialmente quer virar-se contra a fábrica mas um operário, figura até aí mal quista do autor e dos leitores, o "Fariseu" consegue desviá-los de tal destruição em nome de um dia, voltar a laborar e dar-lhes pão. Outas personagens: Os engenheiros franceses, Henri e Machin e o René, fogareiro. O engenheiro Cruz, substituto de diretor, o capataz Mateus - o Lãzudo, Amaro (empregado de escritório vindo do Porto), que namora a Gracinda, mas que fechada a fábrica esquece suas promessas de amor; o Robalo, irmão de gracinda que fica coxo no rebentamento de uma mina; O Manel chibarro que morreu tuberculoso em Lisboa por causa das poeiras e das cinzas; Ti Paulino o dono da velha tasca e o Merceeiro Borges e seu novo estabelecimento. os parelhos de rádio. E outros, nomeadamente as personagens femininas.