Jump to ratings and reviews
Rate this book

Sobre o politicamente correcto

Rate this book
Manuel Monteiro, autor do aclamado Por Amor à Língua, vira a sua atenção para um tema que muita tinta tem feito correr nos media e nas redes sociais: o Politicamente Correcto e a linguagem a ele associada.
O cuidado e o respeito na forma como nos dirigimos ao outro e descrevemos o que nos rodeia são considerados, pela maioria, formas básicas de educação essenciais à boa convivência. A língua evolui com os tempos e ajusta-se a novas realidades, diferentes formas de olhar o mundo, algo natural no processo de transformação civilizacional e social. Mas deverá este processo ser forçado? Serão todas as suas propostas positivas e igualmente defensáveis?
Estará o Politicamente Correcto a impor uma visão do mundo, em vez de nela participar? Será possível — ou desejável — mudar mentalidades por decreto?
Argumentos de ambos os lados são pesados com a ponderação e o humor característicos do autor acerca de um assunto mais complexo do que aparenta e que mexe com o mais profundo da identidade de cada um: o modo como nos expressamos.

240 pages, Paperback

First published January 1, 2020

8 people are currently reading
153 people want to read

About the author

Manuel Monteiro

10 books28 followers
Manuel Monteiro é autor, revisor linguístico e director da Escola da Língua.
Em 1999, venceu o concurso literário do SOS Racismo e, em 2012, o programa Novos Talentos Fnac Literatura.
É autor, entre outros livros, do Dicionário de Erros Frequentes da Língua e, mais recentemente, de Por Amor à Língua (2018) e Sobre o Politicamente Correcto (2020), ambos recebidos entusiasticamente pela crítica.
Exerceu, durante muitos anos, o ofício de jornalista, escrevendo ainda hoje para jornais.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
24 (25%)
4 stars
52 (54%)
3 stars
15 (15%)
2 stars
3 (3%)
1 star
2 (2%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Carla Coelho.
Author 4 books28 followers
March 11, 2020
Começou por ser uma forma de expurgar a linguagem de preconceitos. Mas, hoje, o politicamente correcto transformou-se não numa forma de expressão, mas num modo de pensamento. Este facto e as suas consequências no espaço público (e mesmo privado) são analisados pelos autor com detalhe, documentação e objectividade, sem fugir à apresentação da sua visão sobre os problemas que levanta. A dificuldade em estruturar um discurso público para aqueles que não pretendem ferir susceptibilidades, mas querem debater os assuntos em profundidade, o nonsense de algumas nomenclaturas, a apropriação cultural e o impacto dos estudos revisionistas são alguns dos tópicos desenvolvidos. Um livro que nos põe a pensar sobre o modo como falamos e o que se esconde para além das palavras que escolhemos ou não dizer.
Profile Image for Ana Sousa Amorim.
6 reviews23 followers
April 26, 2020
Excelente livro. O autor faz uma reflexão muito coerente, bem estruturada e ponderada sobre a origem, crescimento e exagero do politicamente correto. Funciona também como uma colectânea das opiniões mais importantes sobre a matéria. Também gostei especialmente da parte para beatos da gramática e sobre linguagem inclusiva (revi-me muito na posição do autor, que não entra em histerismos a favor ou contra, limita-se a constatar as dificuldades e assinalar o que a mim me parece óbvio). Recomendo mesmo.
Profile Image for Antonio Coelho.
333 reviews5 followers
April 22, 2020
Importante livro de consulta acerca do tema da liberdade de expressão e de como certos grupos de presão a estão a por em risco. Livro muito atual que merece ser lido.
Profile Image for Ana.
108 reviews2 followers
September 29, 2020
A primeira parte do livro incide sobre o que é o politicamente correto e como ele se manifesta. O autor usa vários exemplos ao longo do seu texto para ilustrar os seus argumentos.

É clara a posição de MM, mesmo que o politicamente correto possa ter boas intenções, ou, no início, teria, hoje em dia, degenerou e não passa de uma forma de censura, comummente utilizada pela esquerda de modo a censurar opiniões dissidentes. É este o abuso do PC, embora os seus defensores digam que é importante vigiar o que se diz para não se espezinhar nos que durante tanto tempo foram oprimidos, na verdade, ele é usado de forma paternalista. Como se negros, gays, pessoas trans e mulheres não se conseguissem defender de algo tão simples como um termo ligeiramente mais ofensivo.

Esta é a ligação à língua: a contínua mudança de palavras para designar membros de diversos grupos, de forma a não ferir susceptibilidades, que roçam o ridículo, como o muito usado em inglês "differently abled". Até porque, o que é obviamente inevitável é que esgotaremos vocabulário antes de esgotarmos os estereótipos negativos. Negro ou preto? Não interessa, um racista pode usar o termo mais aceitável e continuar a ser racista. Um racista pode nunca ter dito e nunca vir a dizer nigga/nigger. Não deixará de ser racista por isso. E uma pessoa que cante uma canção de RAP e cabe por proferir nigga não se transformará, no imediato momento em que profere a palavra, num irremediável racista. Sendo as n-words o exemplo máximo da censura PC.

O autor passa por temas como a liberdade de expressão e como é importante que o debate de ideias aconteça, pois podemos derrotar ideias através da argumentação, mas a censura só criará mártires do PC, dando-lhes assim acesso a mais apoio. Não esquecemos que quando Trump ainda não tinha sido eleito já muitos diziam que gostavam como ele dizia as verdades e não tinha medo dos meios de comunicação. Tentar censurar Trump só cimentou este sentimento nas pessoas, pois, por muito que discorde de Trump, nunca aceitarei que o tentem censurar.

O segundo e terceiros capítulos analisam a língua portuguesa. No segundo o autor corrige alguns erros mais comuns no que toca ao género e número de algumas palavras. No terceiro o autor dá alguns exemplos de casos em que o PC tenta modificar a língua. O ponto mais interessante prende-se com o "terceiro género". O português partiu do latim, que tinha três géneros, mas o neutro foi suprimido, permanecendo o masculino e feminino. O autor detalha como seria praticamente impossível (ou, pelo menos, uma grande dor de cabeça) a criação de um terceiro género para englobar pessoas que não se identificam no binário. Não só teríamos um longo caminho de criação e mudança gramatical (que se assemelha à criação de uma nova língua), como, em português, as palavra no género masculino englobam todos os géneros. Como o autor argumenta, algumas batalhas do PC ou não trazem qualquer mudança significativa contra a opressão, ou não são práticas.

Mas o que mais admirei neste livro foi o seu último capítulo. Nele MM traz-nos uma seleção de textos, de vozes portuguesas e estrangeiras, cujos argumentos variam. Textos a favor e contra o PC para que o leitor se possa inteirar da amplitude de opiniões acerca do assunto. Independentemente de concordarmos ou não com MM, ele dá-nos a oportunidade de podermos procurar as diferentes vozes e chegarmos às nossas próprias conclusões.
Profile Image for Manuel Godinho.
3 reviews
August 2, 2020
Urgente! O autor oferece-nos um espectro de argumentos muito ponderados e devidamente pesquisados sobre o tema do Politicamente Correto. Mais importante ainda, este livro oferece-nos matéria para refletir. O tema do Politicamente Correto tem-se mostrado exímio em polarizar as opiniões das pessoas. Este livro oferece um lugar na "zona cinzenta" para os que estão dispostos a ponderar.
Profile Image for Margarida Belo.
101 reviews8 followers
January 3, 2021
“O policiamento da opinião, da ideologia, sob a tutela do Estado, com ameaças de bancos de réus, é um poder que me incomoda, além de ter muitas, muitas dúvidas de que está seja a melhor forma de se conquistar o Outro para as batalhas da igualdade.”

“ ‘Pelo direito à indiferença’.
É esse o estádio supremo da ausência do preconceito.”
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.