Neste livro, a historiadora e professora Ana Caroline Campagnolo revê a trajetória do feminismo, confrontando as alegadas motivações e supostas conquistas do movimento com suas reais conseqüências na história cultural do Ocidente e, em especial, do Brasil. Em vez de adotar a periodização consagrada que divide a história do feminismo em três "ondas", Campagnolo identifica cinco fases que marcaram o desenrolar desse movimento de traços ideológicos. Essas etapas remontam ao século XV e se estendem até os nossos dias, "em que se vê ameaçada a civilização que nossos antepassados levantaram a peso e ouro e esforço de sangue".
A pesquisa histórica é interessante, a parte sobre Sartre e Simone Beauvoir é excelente, muita gente desconhece esse preâmbulo doentil.
Sabia que seria um livro que teria um viés contra o feminismo, porém estava errada sobre o contexto da crítica. Acreditei que abordaria como o movimento tem, por vezes, mais representado interesses político partidários em detrimento da proteção e apoio às escolhas de, nós, mulheres! No mundo polarizado que vivemos, não é incomum vermos que quando uma mulher resolve sair do discurso padrão, ou discordar do pacote que te obrigam a abraçar em conjunto ao pensamento feminista, ela deixa de ser mulher, de ser parte do grupo e é excluída, ou o termo mais novo -> cancelada.
Porém a autora critica o movimento tentando desvalidar qualquer conquista com base nos pensamentos extremos das feminista de vanguarda ou trazendo bases religiosas e morais particulares ao discurso. Criticar um movimento pelos extremos é, com perdão da frase horrorosa, chutar cachorro morto.. extremos ideológico não devem ser levados à regra (nunca!), devem ser avaliados sob visão extremamente crítica. Mas, querer reduzir o movimento feminista ao extremo parece mais ressentimento do que racionalidade. Não sou contra a família, religião e a moral, pelo contrário, muito me identifico! Porém de forma alguma considero esse meu pensamento como obrigatório; minha visão de família como única; minhas crenças como soberanas ou a minha moral como A VERDADEIRA. Respeito a diversidade de pensamentos, as escolhas das pessoas em viverem a sua vida como bem entendem, contanto que permitam que eu também viva a minha. Então, criticar o feminismo com bases nesses preceitos pessoais podem dialogar com várias pessoas que pensam como a autora e respeito as escolhas delas, mas não dialogou em NADA comigo.
Apesar do esforço da autora, o livro não convence. Falta rigor metodológico, enfrentamento dialético, esforço histórico, pesquisa, isenção, profundidade. Em algumas partes, lembra mais uma revista de fofoca (e, como tal, com informações duvidosas ou sensacionalistas).
Serve, contudo, para alguma reflexão sobre o tema e - em pontos bastante específicos - apresenta argumentos interessantes.
Espetacular. Bem pesquisado, bem escrito, contém informações importantíssimas que todos deveriam ler. Precisamos urgentemente combater as manipulações ideológicas.
O feminismo em uma visão conservadora e antifeminista
O livro de Ana Caroline Campagnolo traça a história do feminismo e o desenvolve como culpa (basicamente) de tudo que há de negativo na sociedade atual. Dentre as separações de capítulos, a única que se destacou positivamente, para mim, foi o que trata de Simone e Sartre, por retratar uma parte da história deles que todos preferimos manter debaixo do tapete. Aqui, há uma grande comparação pelo que é "defendido" pelo feminismo, e o que é defendido pelo cristianismo, julgando, dessa forma, o feminismo como um movimento extremamente prejudicial para a sociedade e para as mulheres. A autora tenta, de todas as maneiras possíveis, afirmar que todos os "feitos" do feminismo vieram a partir dos homens e que tudo que foi conquistado não passa de uma farsa para corromper as mulheres kkkk e, ainda por cima, tenta mostrar a maneira como, na realidade, o sexo oprimido é o masculino. Ela traz referências de espectros totalmente distintos do movimento feminista apenas para reforçar sua opinião preconceituosa e machista. Ela, inclusive, ameaça o leitor quando escreveu "se tudo que foi escrito nesse texto [...] não conseguem convencer o leitor do caráter sumariamente anticristão do movimento feminista, é certo que o leitor entendeu tudo de feminismo, mas nada de cristianismo. [...]Perversamente continuar nesse caminho, a partir de agora, é uma escolha consciente pelo anticristianismo, pelo ódio aos homens e à cultura ocidental". Com isso, posso dizer que, pessoalmente, entendo de feminismo, entendo de cristianismo, estudo sobre a cultura e, ainda assim, não deixo de ser uma feminista não-perversa. Sou apenas uma feminista sensata.
Esse livro é incrível!! Muito bem fundamentado, ele balança suas crenças e te faz questionar a realidade de uma forma que você não questionava antes. Comecei a ficar atenta a inúmeras coisas ao meu redor, como comportamentos das pessoas, programas televisivos, filmes, músicas e etc. Ana Campagnolo escreve de uma forma suave e super acessível. Recomendo muito para todas as pessoas, feministas, não feministas, indiferentes ou indecisas. Dê uma chance para as belas palavras da Ana. Questione, procure além do que te dizem. E vai se achar assim como eu, louca querendo ler mais livros (que ela fez a caridade de recomendar)
A autora fez uma análise histórica do movimento feminista e detalhou todos os impactos desse na sociedade. Bem detalhado e com muitas citações e referências. Achei que seria um livro pesado, mas foi muito gostoso de ler. Indico para todos lerem e conhecerem a fundo o movimento feminista e suas consequências.
Não fosse pelo capítulo cristão que compõe a justificativa para um embate contra esse feminismo que hoje enfrentamos, eu daria 5 estrelas. Vale super a pena!
Que livro!!! Muito enriquecedor e com grande conteúdo sobre o tema. Valeu cada página, dá até vontade de ler novamente. Nunca li um livro que tivesse feito tantas marcações de trechos, anotações, etc.
Esse livro é um almanaque sobre a questão central do feminismo. Óbvio que já conhecia bem o pensamento da Ana sobre feminismo e sua função histórica de disrupção dos costumes mais patriarcais que consolidaram a nossa civilização. Mas o ponto alto desse livro é o como a Ana expõe a hipocrisia desse movimento e o como, por mais que muitas defendem diversos tipos de feminismo, ela detalha o fundamento desse movimento, e que por mais que hajam ramificações, elas bebem da mesma fonte. E de fato ela comprova através de uma bibliografia muito bem feita o quanto esse movimento é doentio e o quanto ele está ligado a eugenismo, pedofilia, perversão sexual, e por aí vai.
UM FAVORITO!!! abriu minha mente para situações cotidianas onde o feminismo se inseriu perversamente. tenho minhas dúvidas para algumas questões, mas me deu mais vontade de estudar esse tema.