This classic work remains one of the most incisive contributions to dependency theory in the Latin American context. While agreeing with other dependency theorists that underdevelopment on the Latin America periphery was structurally connected to the accumulation of capital in the advanced economies at the core of the global capitalist system, Furtado went further and argued that the very idea of development in the periphery is a myth, deceiving countries into focusing on narrow economic factors such as the rate of investment and the volume of exports to the detriment of their human well-being. Moreover, the costs of development in terms of environmental destruction would be catastrophic for the planet: the idea that the poor in Latin America and elsewhere might someday enjoy the livelihoods of today's rich people is unrealizable in practice, and any attempt to generalize the lifestyles of the world's well-off would lead to the collapse of civilization. Adhering to the ideas of development and progress is not only misleading: it is also a form of cultural domination that stifles creativity and blocks the imagination of alternative life forms that would be better aligned to the conditions of life in Latin America and elsewhere.
This prescient analysis of economic development and underdevelopment in Latin America retains its relevance today and will be of interest to anyone concerned with issues of political economy and culture in the Global South, as well as students and scholars in political economy, development studies, Latin American Studies and critical theory.
Oitavo ocupante da Cadeira 11 , eleito em 7 de agosto de 1997, em sucessão a Darcy Ribeiro e recebido pelo Acadêmico Eduardo Portella em 31 de outubro de 1997.
Filho de Maurício de Medeiros Furtado, de família de magistrados, e de Maria Alice Monteiro Furtado, de família de proprietários de terra. Foi casado com a jornalista Rosa Freire d`Aguiar.
Estudos secundários no Liceu Paraibano, em João Pessoa, e no Ginásio Pernambucano, no Recife. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1944), Doutor em Economia (1948) pela Universidade de Paris (Sorbonne). Estudos de pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King`s College. Participou da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Técnico de Administração do Governo Brasileiro (1944-45). Economista da Fundação Getúlio Vargas (1948-49);
Como Diretor da Divisão de Desenvolvimento da CEPAL (1949-57), contribuiu de forma decisiva, ao lado do economista argentino Raúl Prebish, para a formulação do enfoque estruturalista da realidade socioeconômica da América Latina;
Diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) (1958-59);
No Governo de Juscelino Kubitschek, elaborou o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que deu lugar à criação da SUDENE, órgão que dirigiu por cinco anos (1959-64);
No Governo João Goulart, foi o primeiro titular do Ministério do Planejamento (1962-63); Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos, dedicando-se então à pesquisa e ao ensino da Economia do Desenvolvimento e da Economia da América Latina em diversas universidades como as de Yale (EUA, 1964-65), Sorbonne (França, 1965-85), American University (EUA, 1972), Cambridge (“Cátedra Simon Bolívar”- Inglaterra, 1973-74), Columbia (EUA, 1976-77);
Com a redemocratização, foi embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia (1985-86), em Bruxelas, e Ministro da Cultura do Governo Sarney (1986-88), quando elaborou a primeira legislação de incentivos fiscais e fez a defesa da identidade cultural brasileira.
Quando você começa a se perder na teoria, nada melhor que um choque de realidade. Poréns: a leitura é um pouco pesada e penso que faltou um pouco de coerência do autor quando afirma logo no começo da dificuldade de se traçar um cenário de longo prazo dada a escassez de conhecimento e de dados para traçar cenários de longo prazo para a economia, sendo que para questão ambiental ele afirma com todas as letras que haverá um colapso.
O mito do desenvolvimento econômico do Celso Furtado foi uma das minhas leituras para um seminário que precisava apresentar sobre a teoria da dependência do autor e devo dizer que foi uma das melhores leituras que já fiz da faculdade até agora! Cada vez mais reforço minha vontade de fazer meu TCC falando de desenvolvimento econômico brasileira e ligando isso com o tema de desindustrialização no nosso país. Celso Fustado é muito sóbrio na maneira que ele visualiza as relações de dependência dos países periféricos em relação aos países cêntricos. Tô louca para ler muito mais do Furtado :)
Algumas citações que ajudaram no seminário eu adorei desenvolver com os meus amigos da faculdade:
“Que acontecerá se o desenvolvimento econômico, para qual estão sendo mobilizados todos os povos da terra, chega efetivamente a concretizar-se, isto é, se as atuais formas de vida dos povos ricos chegam efetivamente a universalizar-se? A resposta a essa pergunta é clara, sem ambiguidades: se tal acontecesse, a pressão sobre os recursos não-renováveis e a poluição do meio ambiente seriam de tal ordem (ou, alternativamente, o custo do controle da poluição seria tão elevado) que o sistema econômico mundial entraria necessariamente em colapso.” pg 17
“Parece inegável que a periferia terá crescente importância nessa evolução, não só porque os países cêntricos serão cada vez mais dependentes de recursos naturais não-reprodutíveis por ela fornecidos, mas também porque as grandes empresas encontrarão na exploração de sua mão-de-obra barata um dos principais pontos de apoio para firmar-se no conjunto do sistema.” pg 59
“[...] o estilo de vida criado pelo capitalismo industrial sempre será o privilégio de uma minoria. O custo, em termos de depredação do mundo físico, desse estilo de vida é de tal forma elevado que toda tentativa de generalizá-lo levaria inexoravelmente ao colapso de toda uma civilização, pondo em risco as possibilidades de sobrevivência da espécie humana. Temos assim a prova definitiva de que o desenvolvimento econômico - a idéia de que os povos pobres podem algum dia desfrutar das formas de vida dos atuais povos ricos - é simplesmente irrealizável. Sabemos agora de forma irrefutável que as economias da periferia nunca serão desenvolvidas, no sentido de similares às economias que formam o atual centro capitalista.” pg 74
“O comportamento dos grupos que se apropriam do excedente, condicionado que é pela situação de dependência cultural em que se encontram, tende a agravar as desigualdades sociais, em função do avanço na acumulação. Assim, a reprodução das formas sociais, que identificamos com o subdesenvolvimento, está ligada a formas de comportamento condicionados pela dependência.” pg 82
“Toda economia subdesenvolvida é necessariamente dependente, pois o subdesenvolvimento é uma criação da situação de dependência. Mas nem sempre a dependência criou as formações sociais sem as quais é difícil caracterizar um país como subdesenvolvido. Mais ainda: a transição do subdesenvolvimento para o desenvolvimento é dificilmente concebível, no quadro da dependência.” pg 87
“O fenômeno da dependência se manifesta inicialmente sob a forma da imposição externa de padrões de consumo que somente podem ser mantidos mediante a geração de um excedente criado no comércio exterior. É a rápida diversificação desse setor do consumo que transforma a dependência em algo dificilmente reversível.” pg 87
também li esse pra faculdade e estou encantada com o celso furtado. já tinha lido alguns ensaios dele, mas nada muito concreto, essa foi minha primeira interação sólida com ele e amei. a teoria que ele traz no livro é muito interessante e contrasta bastante com as teorias que estudo dentro da minhas disciplinas. abriu minha mente.