"Não foi acidente." A frase pintada em cartazes de protesto logo após a maior tragédia socioambiental do Brasil não estava errada. A Vale sabia dos riscos de ruptura da barragem da mina do Córrego do Feijão pelo menos desde o segundo semestre de 2017, e podia ter evitado a morte de 270 pessoas e danos à bacia do rio Paraopeba. O desastre de Brumadinho deixa um rastro documentado de negligência com a vida humana e o meio ambiente.