Ultimamente tenho lido um bocado de livros que refletem situações e questões referentes ao anti-semitismo e que causaram o Shoah (השואה), o holocausto judeu na segunda guerra mundial. O Distante Eufrates também trata dessas quesõtes e seus reflexos na vida de um grupo de pessoas de origem judaica em uma comunidade da cidade de Windsor (Ontario) no Canadá, provavelmente na década de 1980.
A história narra fatos da vida de Aryeh Alexander entre os 7 aos 17/18 anos, filho de um rabino e de uma mãe que teme por sua saúde mental (em razão de casos de saúde mental na família), e de seu crescimento pessoal e intelectual. Mas também da descoberta de sua sexualidade de uma forma sem traumas, embora em um período problemático em que optou por se recolher em seu quarto, para desespero de sua mãe.
É um livro sobre a descoberta de si, mas também do enfrentamento dos horrores do mundo, da procura de tentar conciliar a vida com a morte e com a mostruosidade praticada pelos seres humanos uns contra os outros e em muitos casos, utilizando o poder do Estado para massacrar, arrebentar, matar outros seres. Entre as monstruosidades, há as consequências dos experimentos médicos praticados pelo monstro nazista chamado Joseph Mengele, que infelizmente viveu no Brasil. Monstro, monstro, monstro 😡😡😡
No entanto, somente mais ao final somos confrontados com essas questões. Até então, o livro flue de forma que vamos nos familiarizando e criando simpatia com os seus personagens. É um livro tocante, embora a escrita por vezes aparentemente distante e seca de Stollman possa indicar o contrário.