Madrastas. Rainhas más. Princesas injustiçadas. Mulheres traídas. Vilãs nos acompanham desde os primeiros contos-de-fadas, destinadas à derrota para que os heróis possam triunfar.
Agora, vamos conhecer as versões delas. De maçãs envenenadas a vinganças de feiticeiras traídas, a antologia VILÃS desperta o lado mais obscuro da fantasia.
Vilãs é uma antologia muito boa, com muitas vozes diferentes mas isso não é algo negativo. Ao meu ver, isso só enriquece a experiência da leitura. No início, não parece que elas têm muito em comum, mas, quanto mais se lê, mais e mais vai ficando evidente que isso é um equívoco passageiro. Mesmo que não sejam fruto de vozes iguais, cada história, de uma maneira ou de outra, mostra que todo mundo é o protagonista da própria história e que termos como antagonista, vilão, vilã, mocinha, heroína, dependem bastante do ponto de vista. Ou de quem conta ou escreve a história, nesse caso. Somos levados por diferentes caminhos, cada vez mais para dentro da "zona cinza" entre o "bom" e o "mau", que nos ajudam a questionar quem realmente são as "vilãs" e quem são as" mocinhas". E cada vez mais a nos identificar, em diferentes momentos, com ambas.
Não sabia muito bem o que esperar, tive uma surpresa agradável. Numa mistura entre recontos de personagens clássicas e histórias originais, o contexto do que torna alguém "vilã" é bastante questionável e no geral depende do ponto de vista. Alguns contos foram mais memoráveis que outros, mas todos são bons.
"A antologia reúne dez contos de dez autoras sob a premissa de dar voz a mulheres tipologicamente vilãs, seja de criação original, seja recontagem ou reinterpretação de contos já conhecidos. Sendo uma leitura interessante no seu geral, é natural que uns contos se tenham destacado mais que outros, por diversas razões. Como habitual seguem as opiniões individuais a cada conto. (...)"
“Vilãs” é uma antologia com 11 contos, todos escritor por mulheres, sobre personagens femininas que, cada uma a seu modo, tornaram-se vilãs. Os contos são muito diversos, indo de releituras de clássicos a universos completamente novos, cada um com uma personalidade única e marcante.
Uma das piores leituras desse ano. Sabe eu tinha algumas expectativas para esse livro, pois amo recontos só que Vilãs conseguiu a proeza de fazer uma coletânea apenas com histórias medíocres. Sabe esse livro não é apenas ruim, é pavoroso. Eu realmente apenas terminei ele pensando que teria ao menos um continho que salvasse e para escrever esse resenha aqui. Como são muitos contos vou falar brevemente da maioria e destacar apenas alguns.
Quando se fala em uma coletânea a expectativa é que o primeiro conto seja o melhor para prender a leitura. Não foi o que ocorreu com "Abandonada" a autora aparentemente quis criar uma protagonista toda feministona, mas só criou uma amargurada que acha que é "cool" por ODIAR crianças. É um conto repleto de frases do Quebrando o Tabu e uma mistura porca de feminismo radical com liberal, já que a protagonista só sabia chamar homens de "macho". E é no mínimo irônico ela criticando os crentes como se fosse melhor que eles (spoiler: ela definitivamente é pior).
O conto "A Mais Bela" é apenas chato. A premissa é interessante só que acaba caindo na mesmice o que torna todos os eventos que deviam ser emocionantes entediantes. Em "A Face da Inocência" a historia é bem mais ou menos, é divertida um conto 3 estrelas (se eu tivesse lido só esse) até porquê a escrita da autora é boa. Sem contar que há uma representação pcd (o marido da protagonista). Em "Bendita seja a criação, maldita é a criatura" é uma história que também tem uma premissa legal, mas ficou HORRÍVEL sendo um conto pois é tudo muito confuso e sem sentido. Se fosse um livro único ia dar para desenvolver melhor. Uma coisa que me chamou a atenção é que ele foi o único conto de uma coletânea inteira a fazer uma menção a um relacionamento sáfico... Pode parecer surpresa, mas não existem apenas mulheres allocishet. Só ter mulher não significa que é uma coletânea diversa. Em "Mal de Ojo" achei interessante a história só que teve o mesmo problema da anterior: muito apressado. É apenas jogado uma série de acontecimentos sem sentido que deviam provocar alguma emoção ao leitor. E o final ser aberto é normal, mas ele ser extremamente confuso é um erro das escolhas de palavras da autora. Em "Marcada" é apresentado a primeira protagonista racializada de toda a coletânea (são apenas 3 de 10) e tem potencial só que tem muito personagem tornando tudo confuso. Em "Os sois de Maria" a protagonista também é poc e a história é meio ??? só que é legal também. Em "A Assassina do Príncipe" a forma como a história é contada é bacana até só que foi tirado o elemento surpresa do final que é a Assassina ser uma criança porquê já tem uma ilustração da aparência dela no início. Em "Ouvi os sussurros da morte etc" a protagonista é asiática (que eu quase achei que fosse o Aang de atla) e é mais uma história que seria ótima se fosse um livro solo e não um conto. Também achei que a autora se inspirou bastante em filhas das trevas para escrever esse. E por fim em "A natureza das minhas intenções" é um dos menos piores já que a história é bem contada só uma cena dele que é bastante patética da principal dizer que não aceita ser chamada de tirana só porque é mulher...
Concluindo: essa coletânea é cheia de histórias cansativas, apressadas ou mal desenvolvidas mesmo. Muitos desses plots seriam muito melhores se não fossem contos e não estivessem nela. Essa coletânea também me ensinou a fugir de livros com a premissa meio "Girl Power" até porquê como disse Boca Rosa "Aí mimimi Girl Power. O quê é isso? Um filme". E a única coisa que me impediu de dar 1 estrela para esse livro foram as ilustrações belíssimas.
Eu tive a oportunidade de financiar esse livro fantástico pelo Catarse, então tenho ele impresso em minhas mãos. Todos os contos são bem fieis à proposta do livro: retratar mulheres que, por óticas diferentes, são comumente consideradas vilãs nas mais diversas histórias. Nem todos os contos são de fácil leitura -- não porque sejam difíceis de engolir ou porque trazem gatilhos, mas sim porque a escrita é complexa e muito bem elaborada. Meu conto favorito foi "A viúva do mar" escrito por Clara Madriagano, mas também gostei muito da proposta do conto "Bendita seja a criação, maldita é a criatura" da Geovanna Ferreira. Uma coisa muito legal do livro é que cada conto tem uma música tema que você pode ouvir enquanto lê. Descobri várias artistas assim. 4 estrelas.
O livro é uma antologia de contos que são escritos por mulheres e sobre personagens femininos. Os textos são muito diversos, indo de releituras de clássicos a universos completamente novos, cada um com uma personalidade única e marcante. Gosto do tom que o livro deu para a variedade de temas abordados, foi interessante a construção de como as vilãs se tornaram vilãs.
Eu esperava que seriam os contos de fadas em si e contando a história na perspectiva das vilãs mas acabei recebendo outro tipo de histórias, mais originais. Teve contos muito bons e outros nem tanto.