José Policarpo de Azevedo, criado de um dos fidalgos mais poderosos do reino, condiciona involuntariamente os mais dramáticos acontecimentos, que mudaram Portugal no século XVIII. D. José reina, mas delega todas as decisões no omnipotente marquês de Pombal, que trava uma guerra de morte com a velha nobreza e os padres jesuítas.
O terramoto que arrasa Lisboa, a revolta dos índios brasileiros e o atentado contra o rei são oportunidades históricas aproveitadas com exímia mestria política pelo maquiavélico marquês de Pombal para ganhar definitivamente o poder.
Mas, a todo o momento, a obscura figura de José Policarpo de Azevedo intromete-se nos planos do homem forte do reino, que inicia uma longa e implacável perseguição para o capturar e executar. O destino do único e misterioso sobrevivente do massacre dos Távora, mantido em segredo durante séculos, é finalmente revelado.
Baseado em factos verídicos A Maldição do Marquês é uma descrição imparável das intrigas palacianas e das lutas pelo poder; dos casamentos, das traições e das luxúrias na Corte de D. José; e também uma secreta e improvável história de amor capaz de sobreviver a todas as provações.
Tiago Rebelo é um dos romancistas mais brilhantes das letras portuguesas. Na última década manteve uma produção literária constante e os seus livros tornaram-se há muito presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. Com títulos disponíveis em diversos países, desde o Brasil a Angola e Moçambique, foi igualmente editado em Itália e na Argentina. Depois dos enormes sucessos aplaudidos pelo público e pela crítica, O Tempo dos Amores Perfeitos e O Último Ano em Luanda, o seu útlimo romance, O Homem Que Sonhava Ser Hitler, editado em 2010 pela ASA, é um magistral e absorvente relato de uma face desconhecida da sociedade actual. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem já uma longa carreira de jornalista, sendo actualmente editor executivo na TVI.
Este é o género de livros do Tiago Rebelo que eu gosto. Sigo a escrita deste autor há já algum tempo, e se por vezes os seus romances são do tipo básico, outras o autor surpreende os leitores com estes enredos brilhantes. Gosto muito mais dos seus romances históricos do que dos seus romances. Baseado em factos verídicos, este livro, vai revisitar a vida de José Policarpo de Azevedo, criado de um dos fidalgos mais poderosos do reino, e um dos intervenientes no atentado ao rei D. José, revelando o destino do único e misterioso sobrevivente do massacre dos Távora, mantido em segredo durante séculos. Com intrigas palacianas, lutas pelo poder, casamentos, traições e luxúria, há de tudo um pouco nesta narrativa.
Uma verdadeira lição de História. É agradável reviver uma fase da nossa história que não é tão conhecida e que o autor descreve com real entusiasmo. No meio de tudo uma boa história, muito bem contada. Obrigado, Tiago Rebelo.
"A propósito, o filósofo francês Voltaire, figura de proa do Iluminismo, escreveu que o excesso do horror só foi vencido pelo excesso do ridículo".
Este livro foi, em grande parte, bastante difícil de ler. Não por conta da escrita do autor, que é francamente boa, mas porque os eventos descritos neste livro são horrorosos, dignos de livro de terror e, pior, baseados numa história verídica. O terror que aconteceu mesmo.
Neste livro conhecemos outra faceta do Marquês de Pombal, um homem cruel, cínico, psicopata e egocêntrico. Que apesar de todo o mal que plantou na corte portuguesa, de todas as vidas que mandou matar injustamente, ficou lembrado como herói e lenda da História de Portugal.
Sou fã de História! E particularmente esta parte da nossa História. Onde vemos um rei (D. José I) que não se comportava como tal; uma antiga nobreza que se viu injustiçada e perseguida (o Julgamento dos Távoras, por exemplo); e um Marquês de Pombal que queria conquistar o mundo fosse de que maneira fosse... Um livro que nos mostra como era a vida no século XVIII, principalmente na época do terramoto e o pós. Transporta-nos para lá! Com descrições que nos levam a uma Lisboa pobre e muito rural. Por momentos eu vivi no século XVIII e garanto-vos que não gostava nada de lá viver. Mas adorei o livro e recomendo!
Leitura agradável sobre uma época da nossa história verdadeiramente interessante. E sempre bom "passear" pelo nosso passado e agradecer não ter vivido nesses tempos.
A Maldição do Marquês é um livro que retrata o Portugal desde o terramoto de 1 de novembro de 1755 até ao final do reinado de D. José I. É um livro extenso que se debruça sobre as consequências do terramoto, o papel do Marquês de Pombal neste período histórico e a execução dos Távoras. Estes pontos despertam o meu interesse, contudo achei que foram demasiado acontecimentos para um livro só. Cada um deles tem informação suficiente para protagonizarem um único livro. Senti que o escritor, ao querer abordar tudo, não foi suficientemente profundo na sua análise. Mais, a diversidade de acontecimentos conduziu a uma diversidade de personagens. Foram muitas pessoas, muitos acontecimentos cruzados e isto dificultou-me a leitura.
This book is good to learn more about the role of Marquis of Pombal in Portugal after the 1755 earthquake that completely destroyed the city. Although the book covers the main historic events and the gigantic importance of Marquis of Pombal in the Lisbon city's comeback and all the economic and social reforms of the country, the writer also portraits Marquis of Pombal as a clear villain in the novel, the mastermind behind all the attrocities that happened in that time (for example, the massacre of the Távora family). Although we can maybe infer from history that Marquis of Pombal had a strong personality, we could question if he was as bad as portrayed in the book. What was clear was that the reigning king during his time (i.e., D. José I) was a useless, lazy and womanizer bastard.
Achei o livro um pouco repetitivo em algumas partes e, sinceramente, foi desgastante passar o livro todo a ler inúmeras vezes o nome completo do marquês de pombal. No entanto, é um romance histórico muito bem conseguido. Na minha opinião, tem mais história do que ficção propriamente. Conhecia razoavelmente a história da época do terramoto e a parte da "obra feita" pelo Marques de Pombal, não conhecia tanto a parte das intrigas da corte. Fiquei muito curiosa por ler mais sobre o marquês e também sobre a familia dos Távoras! Será certamente uma das próximas leituras.
É um romance agradável, historicamente honesto. Mas adere demasiado às imagens do Marquês de Pombal despótico, um rei D. José a fingir e uma rainha Dona Maria vingativa e beata, herdadas de Camilo Castelo Branco. A premissa é estimulante e verdadeira: o romance segue um plebeu, José Policarpo de Azevedo, criado do Duque de Aveiro, o único a escapar ao «massacre dos Távora». Mas a narrativa dispersa-se muito, e o autor quer contar demasiadas coisas ao mesmo tempo.
Adorei! Gosto muito do tema e gosto muito de Tiago Rebelo quando romaceia vivências da história de Portugal. Lesse muito bem e o enredo e a história são muito bem escritos.
Desde O Último Ano em Luanda que me tornei fã de Tiago Rebelo. Gosto bastante da sua prosa, apelativa, que agarra à leitura sem se tornar popularucho como sucede com outros actores portugueses de grande sucesso. Infelizmente, o Tiago tem dedicado algum do seu tempo e capacidade criativa a temáticas menos apelativas, para mim, com títulos a remeterem para o meu imaginário de literatura de cordel.
Por outro lado, quando pende para o outro lado saem grandes livros como este A Maldição do Marquês. Uma grande lição de história de Portugal dada com uma ligeireza disfarçada. Porque de facto ao longo das suas quase 600 páginas o leitor terá acesso a uma narrativa detalhada de tudo o que mais importante sucedeu no nosso país durante um período de décadas, o período do mandato do famoso Marquês de Pombal. E o melhor é que tudo isto nos é passado de uma forma que nos faz constantemente passar a página, tornando um tema que para muitos é potencialmente entediante numa história empolgante.
Pela negativa, não sei se a introdução dos elementos fictícios terá sido bem conseguida. Parece-me um pouco como uma união entre azeite e água, senti uma incompatibilidade entre a narrativa dos factos e as peripécias do José Policarpo e dos outros. Como se houvesse um mudar de canal na TV entre o Canal História e o AXN. Ou se estava num modo ou noutro.
Adicionalmente, talvez ligado com o defeito que senti, há uma ligeireza nas diversas histórias pessoais que são largadas ao longo do livro. As personagens aparecem para logo desaparecerem para sempre, deixada a sua indelével marca.
Fico a aguardar com expectativa o próximo trabalho do autor.