Em uma terra onde os fortes oprimem os fracos com a justificativa de protegê-los, elfas e humanas são mantidas escravas nos haréns dos minotauros. Assim determina a lei do império, concebida conforme a lei divina do Touro em Chamas.
Ninguém se opõe. Nem os senhores, satisfeitos com o poder acumulado, nem os servos, doutrinados a obedecer. Os outros reinos, temerosos das legiões táuricas, se acovardam. Os deuses, indolentes, apenas assistem à miséria dos mortais.
Todos fecham os olhos para a perversidade da escravidão. Chegou a hora de fazer algo a respeito.
Em “A Deusa no Labirinto”, Karen Soarele (“A Joia da Alma”) aborda a mais controversa das sociedades de Arton. Um farol de paz e progresso em um mundo selvagem, a civilização táurica alcançou a glória, mas a um custo terrível. Quando uma elfa decide agir contra este regime, desencadeia eventos que irão mudar para sempre o Império de Tauron, o Reinado de Arton e o próprio Panteão.
It's a difficult review for me to write. I almost dropped this one, although I'm a fan of the "Tormenta" books, this started so slow, so boring, following only one person with a handful of background characters around, nothing much happening to move the story. I do understand the point that the protagonist was playing a very passive role on purpose, but it was really boring reading it until halfway through the Colosseum, then the story really started, then it became a "Tormenta" book. Truthfully, I only persisted because I like the Tormenta world, otherwise I'd dropped it after some 50 or so pages, now I'm glad I persisted but still.
Another point is that I kind of guessed to where the story was going, like how the protagonist is going to end, how her lover is going to end. And this usually is not the case, it's quite rare for me to guess these things, even some obvious ones, but in this book it was very much obvious to me how the protagonist was going to end. I still enjoyed the book tho, after the Colosseum I couldn't stop reading.
Now I want to know what will happen to the gods and Arton, after those changes.
Livro interessante, acho que deixa a desejar comparado a antiga trilogia da tormenta do Caldela. Mas talvez tenha sido apenas o Leonel que tenha deixado a barra muito alta. No demais é um livro que aborda certas questões interessantes. Levando em consideração que é um livro de fantasia é algo bem notável. Por fim, me diverti bastante.
Karen Soarele tem um domínio ímpar da narrativa. Ela faz o leitor imergir no texto e no mundo que ela descreve como poucos, porque o leitor não apenas observa a narração, mas entra dentro daquele ambiente, passeando por personagens e situações que te apresenta um mundo novo e ainda inexplorado. As cenas vão se sucedendo em um misto de descrição, construção do ambiente e construção dos personagens ao tempo em que desenvolve o enredo. Não posso deixar de comentar a incrível capacidade de organização da autora em retomar todos os pontos e pontas apresentadas, retomar ideias, situações e personagens. Nada no texto da Karen está gratuitamente apresentado, tudo tem seu espaço, seu peso e sua importância. Na questão da escrita, cabe ainda salientar sua capacidade de mimetizar a escatologia e loucura das descrições da tormenta, transitando da delicadeza das observações psicológicas dos personagens à dureza da chuva rubra. E aí entra a temática. Uma premissa aparentemente simples e bastante explorada que é a relação escravizado x escravizador é extrapolada em uma série de complexidades poucas vezes vista em ficção e quase nunca no gênero Fantasia. E se esse é o motor da trama principal, ele também perpassa as demais camadas narrativas e interpretativas do texto. Começamos vendo a escravização dos elfos e humanos pelos Minotauros, mas esse é apenas um dos aspectos dessa subjugação. Tem muitos mais aspectos a serem analisados e entendidos, antes da resolução da trama e para além dela. É daqueles livros que continuam sendo lidos após o final da leitura. É um livro para agradar desde o fã mais enciclopédico da Tormenta até o leitor casual de Fantasia, desde quem quer uma aventura divertida e muito bem contada até pensar profundamente sobre um tema tão pesado quanto a escravização. Por fim, fica minha sincera inveja de você que ainda não leu e vai poder ter contato pela primeira vez com essa obra prima da Fantasia Brasileira de altíssima qualidade.
Uma das maravilhas de fazer parte do um clube de leitura é conhecer obras e autores que você jamais teria a chance de conhecer. Isso te tira da zona de conforto. Te força a explorar mundos e a descobrir novos gostos. O Clube da Oficina Literária já me proporcionou experiências incríveis, e ler, em grupo, A Deusa do Labirinto, foi uma delas.
Karen Soarele é uma escritora que todo brasileiro fã de fantasia deveria acompanhar.
Deusa do Labirinto se passa no universo da Tormenta, um conhecido sistema de RPG brasileiro. Conta a história de um grupo de aventureiros que se vêm engolidos por um trama densa, que discute escravidão, propósito individual e papel de gêneros. Uma alta fantasia que não tem medo de falar sobre temas espinhentos e de fazer paralelos com o mundo real. O maior achado, porém, é a autora. Soarele escreve como uma mestra. Uma escritora que valoriza o material que tem.
Pontos positivos e negativos:
+ Escrita cinematográfica; + Personagens divertidos e curiosos; + Uma alta fantasia que propõe a reflexão; + Reviravoltas impactantes; - As lutas e as batalhas se tornam um pouco maçantes no terço final do livro.
Recomendo?
Sem dúvida. A Deusa do Labirinto oferece o melhor do RPG e da alta fantasia, sem abrir mão da boa prosa.
A capa colorida e bonita realmente engana o conteúdo violento que o livro possui hahhaa Mas foi uma leitura muito agradável, em certos momentos havia enrolação demais para algo que não havia necessidade. Porém, o livro é muito bem escrito e gostei bastante dos personagens, mesmo que não tivessem muitos capítulos com eles para a gente se sentir apegado a eles. Gostei bastante do mundo da Tormenta e adoraria que tivéssemos mais livros com os personagens que aqui aparecem, continuando a aventura após os acontecimentos daqui.
A escrita da Karen melhorou absurdamente em todos os aspectos, o enredo é mais complexo, profundo e melhor elaborado te prendendo na história do início ao fim.
O tema principal do livro gera algumas discussões bem interessantes tbm sendo até um pouco surpreendente até q ponto ela aborda alguns dos tópicos.
Em suma, um excelente livro, creio q o melhor do universo de tormenta (ao menos até agora).
Aqui temos uma continuação, não continuação de a Joia da Alma. Os mesmos personagens retornam, agora mais poderosos depois de anos de aventuras e experiência. Em A Deusa do Labirinto, acompanhamos Gwen, a elfa clérigo, em sua tarefa para se infiltrar na sociedade escravagista de Tapista a fim de se unir a rebelião que pretende libertar todos os escravos dos minotauros. Temos uma visão mais profunda do horror que a escravidão proporciona aos indivíduos, transformando-os em meras “coisas” de seus proprietários. A doentia sociedade taurica ainda defende que os escravos são sortudos por terem um dono que cuide deles, do contrário estariam na mais abjeta miséria. Esse livro ainda lida com a polêmica questão das escravas sexuais. Como os minotauros não possuem fêmeas da raça, eles se reproduzem com escravas especialmente férteis que dão à luz a filhos minotauros ou filhas da raça da mãe. Mais horrível que a própria Tormenta, a mãe é estuprada pelo proprietário e mal tem o direito de acompanhar o filho, sendo tratada por eles como escravas normais. No final do livro vemos a destruição da capital do Império de Tauron, marcando uma nova era do cenário. Na primeira parte do livro a elfa vive com a família do senador Gaius, um minotauro abastado e vemos a dicotomia da sociedade taurica. Gwen se infiltra como escrava que seria dada a Aurakar, o Imperador do Império de Tauron, enquanto Cristian e Veronica tentam salvá-la. Ichabod ajuda a elfa em sua infiltração, mas não pode fazer muita coisa por ela. Os escravos são bem tratados, recebem proteção e boa alimentação como manda a doutrina de Tauron, mas também são castigados preventivamente para manter a disciplica. O grupo rebelde que Gwen pretende ajudar está treinando um exército no subterrâneo da capital Tiberius. Eles acreditam que um menino elfo que nasceu de uma escrava é o escolhido de Glorien para libertá-los, só que o menino está profundamente doente e em estado de coma. Muitas coisas acontecem até Gwen finalmente curar o menino (ela perde os poderes divinos e precisa recuperá-los descobrindo qual dos dois lados da Gerra Artonia o Império de Tauron vai ajudar). Quando finalmente o menino é curada, revela-se que ele era uma espécie de avatar de Glorien, a deusa dos elfos absorve a fé e a vida de todos os elfos no subterrâneo, sacrificando seus filhos para ganhar poder. Nesse momento ela avança sobre Tiberius e começa uma revolta de escravos na cidade. Barcos com centenas de soldados élficos chegam à cidade para reforçar os revoltosos. O Senado faz um ritual que invoca o avatar de Tauron para ajudar a lutar contra os escravos revoltosos. A batalha começa a pender para o lado dos minotauros até que o pior acontece, a Tormenta chega em Tiberius. O próprio Aharadak aparece q destrói o avatar de Tauron. A destruição eleva-se de nível. Glorien cria uma retoma de proteção e convoca dos os elfos do mundo para encontrar com ela lá. O próprio Aharadak aparece q destrói o avatar de Tauron. Próximo ao final do livro, Tauron ignora a lei dos deuses e vem para Arton em sua forma verdadeira. Ele enfrenta Aharadak em um combate titânico mas o deus menor da Tormenta consegue fazer frente ao líder do panteão. Em dado momento Tauron imobilzia a aberração e pede para que Glorien finalize o combate com uma flechada certeira. Repleta de poder divino dos sacrifícios e adoração, Glorien puxa uma flecha divina, mas acerta em Tauron. Aharadak mata o líder do Panteão, a deus dos elfos se entrega para a Tormenta e manda que todos os elfos do mundo façam o mesmo. Diversos escravos em Tiberius eram cultista da Tormenta escondidos, eles se sacrificam para O Devorador e ele ascende como o Deus Maior da Tormenta. Enquanto isso acontece, Cristian, Veronica e Bok ajudam os refugiados de Tiberius a escaparem dos lefeu. Ichabod e Gwen vão até a redoma de Glorien e lá assistem a traição e transformação da deusa. Ichabod usa uma ultima magia para proteger Gwen e acaba absorvido pela Tormenta que vivia dentro dele. Gwen consegue com um ultimo esforço canalizar sua magia através de Glorien para avisar a todos os elfos sobre a traição da deusa. Eles então abandonam a fé em sua mãe. Glorien simplesmente perde seus poderes divinos e vira uma mortal. Tiberius é engolida pela Tormenta, mas Cristian consegue salvar Gwen com o grifo Ferrugem que agora está crescido. A elfa passa a ser adorada pelos ex-escravos e se torna a Deusa Menor da Liberdade. Esse é um livro com uma temática mais pesada e madura, muito melhor que a Joia de Alma. Apesar de eu achar a escrita de Karen excessivamente verborrágica, aqui vemos o quanto a escritora evolui de uma obra para a outra. A escolha dela para ser a escritora de um tema tão polêmico não podia ser mais acertada. Karen tratou com delicadeza e seriedade esse tema tão polêmico e deu um excelente desfecho para o assunto. Além de uma grande evolução na meta-história do cenário de RPG.
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Mais um romance no cenário Tormenta, este me parece ser mais dependente do conhecimento do cenário. Isto pois muitos comentários ficam muito perdidos sem informações sobre o panteão e eventos anteriores à história. De modo geral gostei da leitura e achei interessante terem sido reaproveitados personagens do romance A Joia da Alma. De qualquer modo, este não vem como uma continuação. Os dois livros são profundamente desconectados, poderíamos inclusive ver aqui personagens completamente novos em ação sem grande perda.
O grande tema é liberdade (do princípio ao fim) e uma sociedade naturalmente escravagista. O contexto do cenário permite explorar isso de modo único (afinal, os minotauros só podem ter filhos com fêmeas de outras raças pois não existe minotauro-fêmea). Detalhe, a trama acaba saindo completamente do controle dos personagens em certo momento e toma dimensões gigantescas. O que evoluía para ser um livro sobre uma luta de baixo para cima por liberdade se torna uma história sobre deuses.
Me parece que algumas coisas ficaram um pouco em aberto e sem uma explicação clara.