O homem contemporâneo está doente, talvez gravemente. E a origem do "mal-estar da civilização" deve ser buscada, sobretudo no niilismo que, no final do século passado, Nietzsche expressou tão fortemente. Diante da ausência de sentido que o acompanha em cada passo da sujeição técnico-científica do mundo, depois de ter experimentado tristes desilusões, angústias e medos, o niilismo dirigiu o olhar para o passado "remoto", com o desejo de voltar a suas próprias raízes culturais. Redescobriu assim a sabedoria dos gregos, que novamente se impõe como um inquestionável ponto de referência para quem pretende construir a própria identidade.
Reale was born in Candia Lomellina, Pavia. He attended the Gymnasium and the Liceo classico of Casale Monferrato, and was then educated at the Università Cattolica del Sacro Cuore of Milan, where he graduated. He later continued his studies in Marburg an der Lahn and Munich. After a period of teaching in high schools, he won a professorship at the University of Parma, where he taught courses in moral philosophy and the history of philosophy. He then returned to the Università Cattolica del Sacro Cuore of Milan, where he was professor of the history of ancient philosophy for many years, and where he also founded the Centro di Ricerche di Metafisica. In 2005 he moved to teach at the new faculty of philosophy at Vita-Salute San Raffaele University of Milan.
Não é preciso ser um gênio para constatar que o homem moderno tem como dinâmica de vida algo bem diferente dos seus semelhantes de épocas passadas. Contudo, esse contexto atual acaba se tornando um berço de aflições e incertezas, coisa perceptível dentre as ideias ventiladas na grande máquina cultural que nos cerca desde o final da década de 1950.
Dentre outras coisas, é para apontar uma direção alternativa das palestras de coaching e grupos de yoga que o autor Giovanni Reale traz de volta conceitos esquecidos pela modernidade, principalmente no que se refere ao conhecimento da metafísica, outrora tão apreciado pelos sábios e estudiosos. Para essa exposição Reale conta com dez tópicos onde são expostos diferentes sintomas do problema e suas causas, que, segundo o autor, teriam como raiz a herança do pensamento niilista onde a perda de sentido impera e a verdade não possui lugar cativo mas tornar-se-á uma mera conjectura do intelecto, e muito frágil pois segundo Nietzsche e Cia. logo que essa seria uma coleção de abstrações recolhidas por um intelecto confuso sujeito a enganação dos sentidos. Algo distante do concreto.
Críticas ao tecnicismo, ideologias, educação e comportamento também se encontram no escopo dos dez capítulos, para o autor, a chaga de nossos tempos pós-modernos é grande, salienta-se também que a solução passaria por uma recristianizarão da sociedade. Ainda que a ideia não passe da sugestão de um parágrafo, essa conjuntura no contexto do livro pareceu uma consequência lógica de acordo com o caminho traçado por Reale ao longo do texto.
Nesta obra, Giovanni propõe um olhar sério à filosofia clássica como via de aprendizagem diante dos inúmeros problemas do pensamento moderno. A filosofia moderna, ao privilegiar a fragmentação do saber, o subjetivismo e a separação entre teoria e vida, acabou gerando problemas que ela mesma não consegue resolver.
Nesse contexto, Giovanni sugere que muitos dos impasses modernos; como a perda de sentido, a dificuldade em integrar razão, ética e existência concreta, já haviam sido enfrentados e, em certa medida, solucionados pelos filósofos clássicos. A filosofia clássica é apresentada como um modo de vida, no qual o conhecimento está diretamente ligado à formação do caráter e à busca da verdade.
O “remédio” para os problemas modernos parte do resgate de uma sabedoria que precede a modernidade. Giovanni indica que aquilo que hoje se tenta reconstruir já estava presente na tradição filosófica antiga, ainda que tenha sido progressivamente obscurecido ao longo do desenvolvimento da filosofia moderna.
Entretanto, me incomoda um pouco a meneira como o autor simplifica as questões de Forma e Belo. É compreensível que, por se tratar de uma reflexão voltada a um público não academizado, o livro opte por uma linguagem acessível e esquemática. Ainda assim, essa simplificação pode gerar confusões conceituais relevantes. Ao reduzir termos filosóficos densos a explicações excessivamente simplórias, corre-se o risco de desvirtuar o significado tradicional de arte, para alguns leitores nao familiarizados com o tema. Inclusive é comum presenciar tais corrupções terminológicas sendo reproduzidas em discursos contemporâneos sobre estética em meios conservadores.
it's a pleasant book to read, you don't need to be a philosophy major to be able to understand it, it doesn't use any complex terminology and that makes it more reader-friendly.
although i liked it, at the same time i differ from the author's intention since i dont see human beings with such an idealized and utopian approach, the nihilism that he plans to fight is nothing more than the manifestation of our modern society and denying it makes no sense, i dont see the world with the same positivism that he does, but it was still a nice book.
Talvez seja este o livro mais necessário para o século XXI. O filósofo italiano Giovanni Reale descreve pontualmente os maiores problemas do mundo atual, e como todos eles são ramificações do espírito niilista. E, claro, ele mostra o caminho que acredita para a terapia desse mal do espírito de nossos tempos.
Ótima introdução à um problema essencial da modernidade: o esquecimento do saber sagrado, que pode ser redescoberto a partir do estudo das grandes obras antigas.