«Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer no estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão.»
Este é o seguimento de O Fiel Defunto, o anterior livro de Germano Almeida, que tinha acabado com o assassínio do escritor pelo seu melhor amigo. Neste, a sua mulher, Mariza, vai regressar da América para executar o testamento do escritor, nomeadamente a sua cremação pública numa praça do Mindelo.
Germano de Almeida nasceu na ilha da Boavista, Cabo Verde, em 1945. Licenciou-se em Direito em Lisboa e exerce actualmente advocacia na cidade do Mindelo. Estreou-se como contista no início da década de 80, colaborando na revista Ponto & Vírgula. A sua obra de ficção representa uma nova etapa na rica história literária de Cabo Verde. Está publicada em Portugal pela Caminho e começa a despertar interesse no estrangeiro, nomeadamente o romance O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, do qual vários países compraram os direitos, encontrando-se já publicado no Brasil, na Itália e França. O filme de baseado nesta obra (O Testamento do Senhor Napumoceno) foi recentemente galardoado com o 1º Prémio do Festival de Cinema Latino-Americano de Gramado, no Brasil; foi igualmente distinguido com os prémios para o melhor filme e melhor actor no 8º Festival Internacional Cinematográfico de Assunción, no Paraguai.
tive que ler para uma cadeira de edição. mnhe. personagens seca sem profundidade, sem plot interessante, diálogo confuso, didnt care about anyone, lowkey annoying, tem muitos erros de português mas não é isso que o condena.
Romance muito desigual (uma passagem notável, a da primeira parte do testamento de Miguel e dezenas de páginas bastante frouxas), com clamorosos erros de continuidade (que uma revisão minimamente atenta não teria deixado escapar) e até com pelo menos três “antes preferir”, pleonasmo que me muito me incomoda e que teria levado a minha professora de instrução primária, dona Guilhermina, a rejeitar o livro sumariamente e à primeira; mas os tempos são outros e eu não sou a dona Guilhermina…