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Conquering Peace: From the Enlightenment to the European Union

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A bold new look at war and diplomacy in Europe that traces the idea of a unified continent in attempts since the eighteenth century to engineer lasting peace.

Political peace in Europe has historically been elusive and ephemeral. Stella Ghervas shows that since the eighteenth century, European thinkers and leaders in pursuit of lasting peace fostered the idea of European unification.

Bridging intellectual and political history, Ghervas draws on the work of philosophers from Abbé de Saint-Pierre, who wrote an early eighteenth-century plan for perpetual peace, to Rousseau and Kant, as well as statesmen such as Tsar Alexander I, Woodrow Wilson, Winston Churchill, Robert Schuman, and Mikhail Gorbachev. She locates five major conflicts since 1700 that spurred such visionaries to promote systems of peace in the War of the Spanish Succession, the Napoleonic Wars, World War I, World War II, and the Cold War. Each moment generated a “spirit” of peace among monarchs, diplomats, democratic leaders, and ordinary citizens. The engineers of peace progressively constructed mechanisms and institutions designed to prevent future wars.

Arguing for continuities from the ideals of the Enlightenment, through the nineteenth-century Concert of Nations, to the institutions of the European Union and beyond, Conquering Peace illustrates how peace as a value shaped the idea of a unified Europe long before the EU came into being. Today the EU is widely criticized as an obstacle to sovereignty and for its democratic deficit. Seen in the long-range perspective of the history of peacemaking, however, this European society of states emerges as something else a step in the quest for a less violent world.

528 pages, Hardcover

Published March 30, 2021

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Stella Ghervas

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44 reviews2 followers
June 10, 2025
Um livro fascinante. por vezes dava por mim a vaguear mentalmente enquanto lia e não saía do sítio. Porquê?
A autora leva-nos numa viagem em que a Europa -e aqui começa um problema, que Europa? - tenta. a todo o custo, conquistar a paz. Começa, não pela 'Paz de Vestefália", mas pela de Utreque, uma pequena cidade lá para os Países Baixos. Tinha acabado uma das loucuras europeias. A guerra da sucessão espanhola.A já referida "Paz de Vestefália" tinha terminado com a Guerra dos Trinta Anos (1648) e , diga-se, que no direito internacional é a escolhida para sinalizar o começo das relações internacionais modernas. A autora prefere começar com a paz lá numa cidadezinha dos Países Baixos chamada ,como já indiquei, Utreque- que tinha cidadãos muito preocupados a pensar numa maneira de divertir e alimentar os congressistas.
Punha fim à Guerra da Sucessão espanhola. A guerra termina com ambas as partes exauridas e desejosas de se dedicarem a actividades mais lucrativas. Aqui surge a ideias de "Equilíbrio " isto é , simplificando, contra um país ou aliança provocadores, formar-se-ia uma outra aliança que a contrabalançava. Era a noção do Balance. Ideia que já tinha surgido na Grã-Bretanha e que esta queria manter ulteriormente para não ter que se aproximar muito da Europa continental, só em casos extremos em que fosse necessária para contrabalançar um poder marcial emergente. Assim também tinha mais tempo para o seu Império Ultrmarino. Eles sempre foram assim.
Começam a surgir ideias mais importantes como a "Paz Perpétua", cujo principal representante seria o abade de St. Pierre: o equilíbrios de poder é apenas uma trégua armada; e o equilíbrio das potências não conseguirá manter a paz.
Tentando uma síntese contrária a uma extensão abusiva deste texto, passo para a Paz de Viena e o espírito de Viena. Já recheada de ideais iluministas e ideias revolucionárias francesas. Estas últimas degeneraram em crueldade extrema, contrária aos seus princípios de Igualdade, Solidariedade e Fraternidade. Também provocando guerra e caos, a que um descontente Napoleão põe fim- de Cônsul a coroar-se imperador foi extremamente lesto. Paradoxalmente , a Europa vive uma pax Europeia. Esta paz, para a autora era o oposto de paz. Uma paz baseada em repressão e autoritarismos é, ipsum facto, um estado de guerra; a paz mora na solidariedade e reconciliação .
Temos de enunciar o contrato social de Rousseau e Kant na sua demanda racional de paz Perpétua- paz como imperativo categórico desde que seja moral, assim sendo deverá ser procurada a todo o custo.
Aqui eu vagueava, tantas guerras em tão pouco tempo, tantas que ficaram por enunciar. Como seria a vida das pessoas, a fome que se seguia inexorável; a instabilidade da propriedade privada. Pensamento medieval que as guerras eram uma demanda de propriedade do senhor feudal, em que as guerras eram um modo de vida que urgia acabar. A nação como um poder que emanava de um povo era debaixo para cima e não de cima para baixo foi decisiva. Estamos a falar em 1814-15. Em Viena a paz foi novamente forjada.
O sucessivo conhecimento produzido, formava camadas que seriam o suporte de futuro enformado do conhecimento de homens brilhantes, alguns já referidos.
Depois a Primeira Guerra, que termina com a Paz de Paris (1919) e como James Jolles diz:as pazes dos subúrbios destinada a nações menos importantes, precisamente realizadas nos subúrbios de Paris.Como o Czar Alexandre I na paz anterior, aqui também alguém fora da Europa foi determinante,o presidente Wilson, com os seus 14 pontos para a paz . A que se realizou foi desastrosa e culminou com a Balcanizaçao literal dos Balcãs e não literal com as explosões nacionalistas, com a queda de quatro Impérios. Tudo resultou de uma flagrante impreparação dos congressista-diga-se que Portugal participou, porém a comunicação com a familia real, que achou o Brasil muito agradável, era problemática, para ser generoso.
O entre guerras foi uma lástima, o tratado de Paris humilha, com a interferência direta das potências vencedoras, humilhar a Alemanha, que só em 1871 tinha sido unificada sob o pragmatico e esquivo Bismarck.
Não preciso dizer o que acontece a seguir: ideias de paz Perpétua, solidariedade e reconciliação não foram seguidas em Paris. Resultado a mais ignóbil era da história.
( recomendo "Terras Sangrentas" e "A Eropa do Pós-Guerra, de Timothy Sneyder e Tony Judt respectivamente).
Desta vez ,começando novamente com alguma humilhação com a manutenção de tropas dos Países vencedores em território alemão. A retirada de terras ricas em minério e fabricação de aço, para impedir a militarização da Alemanha. Nunca resultou um verdadeiro tratado de paz.
Com a tentativa pós Primeira Guerra da constituição da Sociedade das Nações, o famoso espírito de Genebra, enfermou desde logo de o Senado Americano não a ratificar. Uma derrota para o grande obreiro de Paris , Wilson.
Da segunda guerra temos os pactos de Ialta e Instituições de cariz americano e transatlântico como a ONU e Nato, a que se opunham as de cariz somente europeu CECA e Conselho da Europa, que procuravam contrariar a hegemonia americana.Uma vez mais os equilíbrios. As ideias continuavam, mas a Europa fechava-se , o Império Soviético submerge o leste da Europa e desce a cortina.
Com a força de pessoas como Shumann, Monnet, a União Europeia começou a tomar forma e ,pela primeira vez, implicava uma perda de soberania- a Grã Bretanha não fica feliz novamente.
As Nações Unidas enfermavam do pecado original do poder de veto do Conselho de Segurança o que a tornou ingovernável. Mas já dispunha de um tribunal internacional, porque direito sem coerção é moral, mas sem exército próprio é ineficaz.
O que é certo, com a criação da União Europeia, com os sucessivos alargamentos; queda quase toda pacifica da cortina de ferro em 1989, com um Gorbachev imprescindível e providencial seja por ingenuidade ou convicção; a reunificação alemã, tudo parecia destinado a concretizar a paz Perpétua.
Ainda assim tivemos guerra na Europa , nos Balcãs novamentee de facto horripilante e sanguinolenta. Com o alargamento a sudeste e depois a leste , Roménia e Bulgária, esta última viveu sob o jugo dos Otomanos. Parecia o "fait accompli".
Reparem nas tentativas de paz :o tempo que vivemos em paz é notável perante as constantes guerras europeias apenas,poucas,as elencadas.
Mas entrámos numa época difícil: o problema da imigração; uma Europa Fortaleza; extremismos. Novamente, em linha com todo o pensamento acumulado, deveríamos evitar a palavra guerra, e apostar novamente na reconciliação.
A alemanha vai rearmar-se, eu gosto desta europa unida em que há gerações que nunca viveram uma guerra e viajam de Lisboa a Bucareste, imbuidas do mesmo espírito. Tanto estudam em Lisboa como em Paris.
A autora acaba com uma conclusão um tanto sombria. Não esquecer o "brexit" um golpe muito duro.
Olhando de relance a tudo, parece realmente que existe um pensamento europeu, temos muitas memórias idênticas, raízes idênticas. Este último "outono dos povos" foi pacífico tal como a primavera dos povos em 1846-47.
A autora alerta que este estado de coisas, a União Europeia, pode ser ,como foram as outras tentativas de paz, apenas mais uma etapa na prossecução da Paz Perpétua. Pessoalmente espero que nao. A Europa sempre foi um campo de batalha. Cabe a nós, europeus lutar contra estas novas ameaças autocráticas, Hungria num dia Polónia noutro Holanda ainda noutro....e mais.
Estou com a autora que devemos resistir a ser,por muito tentador que seja, estados securitarios.
Um livro que merece ser lido, que nos faz pensar. Tenho 50 anos, nasci em 74 apenas 30 anos depois do fim da Segunda Guerra , 30 anos é uma pessoa jovem, em 89-91 estava quase a entrar para a faculdade, em 2002 com o Euro, tinha 27 anos.Enfim o que quero dizer é que o passado não é tão distante assim e em pouco tempo tudo pode mudar.Depende de nós.
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