Da mesma forma que o grande épico O tempo e o vento de Érico Veríssimo constrói a saga da formação do Rio Grande do Sul, as Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro, de Márcio Souza, reconstroem a destruição de um projeto de nação e a violenta anexação de um vasto território ao Império do Brasil. REVOLTA, terceiro livro da tetralogia, mostra como o povo do Grão-Pará toma nas mãos o próprio destino e, em 1835, sai para as ruas em um levante que em pouco tempo se espalha por toda a região.
Márcio Gonçalves Bentes de Souza (Manaus, 4 de março 1946) era um jornalista, dramaturgo, editor, diretor de teatro e ópera, roteirista e romancista brasileiro.
Estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo e escreveu críticas de cinema e artigos em diversos jornais e revistas brasileiras, como Senhor, Status, Folha de S.Paulo e A Crítica. Em 1976, lançou seu primeiro romance, Galvez: imperador do Acre, sucesso de crítica e de vendas. Como administrador, foi diretor de planejamento da Fundação Cultural do Amazonas, diretor da Biblioteca Nacional e presidente da Funarte. Foi professor assistente na Universidade de Berkeley e escritor residente nas universidades de Stanford, Austin e Dartmouth. Dirigiu o Teatro Experimental do Sesc (Tesc) do Amazonas.
Enquanto os dois primeiros foram mais focados na história propriamente dita, achei esse enfoque priápico do terceiro volume da série Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro destoante. Continua interessante, mas a história do Maurício Vilaça me pareceu distante dos acontecimentos da Belém do Pará daquela época.