Vinte e cinco anos depois do incêndio que quase o destruiu, o Chiado volta a ser marcado pela tragédia. Quem é o assassino que anda a matar em nome de Fernando Pessoa?
Nos primeiros dias de Agosto, um homem é encontrado assassinado junto à estátua de Fernando Pessoa, na Brasileira do Chiado.
Num dos seus bolsos há um postal com uma citação do Livro de Desassossego; no outro, a mão esquerda do morto com os dedos decepados e envoltos em sal...
Um policial bem esgalhado, construído sobre a zona do Chiado e as suas memórias, nomeadamente a do grande incêndio que destruiu a zona, e sobre o universo de Fernando Pessoa e os seus heterónimos. No entanto, achei a história um pouco forçada, nomeadamente no que respeita à psicologia das personagens e às suas motivações. Seja como for, uma bela leitura para o mês de Agosto.
Foi uma compra inesperada, mais uma para quem é fã do género. A sinopse prometia um bom enredo, um assassino no Chiado e Fernando Pessoa como inspiração. Um bom título, também. Li rapidamente o livro, envolvi-me nesta trama e neste Daniel Vilar. Um homem com um passado pesado, que também é um dos mistérios do livro. Os jantares com o amigo, os diálogos entre ambos e os pensamentos de todos os personagens sempre tão crus e sinceros. Sem artifícios, sem super heróis. Os vilões acidentais, vidas imperfeitas - como todas. Adoraria ler mais livros com este detective. Como gostei de ler este livro.
Um policial para ser lido no verão. Com sabor a Agosto no Chiado. Adorei. Bem escrito e ir até ao final a tentar descobrir quem era efetivamente o criminoso. E o final ser algo que não esperava!
Decidi ler "O Agosto do Desassossego" depois de ouvir o Pedro Boucherie falar sobre o este seu livro num dos episódios do podcast "Pop Up" e soube logo que tinha de o ler. A mistura entre Lisboa, literatura e crime prometia — e cumpriu!
Desde cedo percebi que esta não era apenas uma história policial, mas também um retrato intenso de Lisboa e das suas feridas.
Um thriller policial que começa com um crime misterioso junto à estátua de Fernando Pessoa. A vítima é encontrada com sinais de um ritual perturbador e uma citação do Livro do Desassossego no bolso, dando início a uma investigação marcada por rituais estranhos, memórias da cidade e ecos da nossa História.
O inspetor Daniel Vilar conduz-nos pelas ruas de Lisboa, enquanto mais mortes acontecem e o mistério se adensa. Lisboa não é apenas cenário, mas personagem viva — com os seus fantasmas, feridas e lembranças. A narrativa evoca também o incêndio do Chiado, memória dolorosa da cidade, que aqui regressa como fantasma e metáfora.
Pedro Boucherie Mendes mistura o policial com a literatura, criando um enredo denso, intrigante e envolvente, que me prendeu até à última página. O final deixou uma brecha em aberto, quase como um convite a que cada leitor crie o seu próprio último capítulo.
Gostei muito: um livro que revela, sem máscaras, o lado imperfeito das vidas.