El presente libro reúne los 154 textos escritos por Álvaro Siza entre 1963 y 2008. Dichos textos se ocupan de una temática variada, que cabe englobar en los siguientes 21 conceptos (en orden alfabético): Arquitectura, Arte, Bibliotecas, Casas, Ciudades, Design, Dibujo, Discurso, Diversos, Enseñanza, Exposiciones, Familia, Homenaje, Muebles, Museos, Otros Arquitectos, Pedagogía, Poética, Presentación, Reflexión y Viajes.
ÁLVARO SIZA VIEIRA nasceu em Matosinhos em 25 de Junho de 1933. De 1945 a 1955 estudou na Escola de Belas Artes do Porto. De 1955 a 1958 trabalhou com o arquitecto Fernando Távora. Foi Professor Visitante em diversas universidades de todo o mundo e também na Faculdade de Arquitectura do Porto (ESBAP). O seu trabalho é internacionalmente conhecido e admirado, tendo recebido inúmeros prémios.
Além de um grande arquitecto, Álvaro Siza é um excelente escritor e um pensador bastante original. Uma colecção de livros, são 3, fulcral para quem quer conhecer Siza para além da arquitectura, embora sempre encolvido nela.
estas foram algumas frases que acabei por deixar sublinhadas:
“Haverá melhor do que sentar numa esplanada, em Roma, ao fim da tarde, experimentando o anonimato e uma bebida de cor esquisita - monumentos e monumentos por ver e a preguiça avançando docemente?”
“A ideia que tenho de uma casa é a de uma máquina complicada.”
“Convido frequentemente os estudantes a viajar e a observarem com atenção. Aprender a ver é fundamental para um arquitecto, existe uma bagagem de conhecimentos aos quais inevitavelmente recorremos, de modo que nada de quanto façamos é absolutamente novo.”
“Viajar com olhos e ouvidos atentos enforma o utensílio essencial do arquitecto: a cultura que consciente e inconscientemente anima os seus desenhos, e que tem raízes, e que tem os longuíssimos braços dos ramos.”
“Desenho é projecto, desejo, libertação, registo e forma de comunicar, dúvida e descoberta, reflexo e criação, gesto contido e utopia.”
Siza Vieira é um deus vivo, queiram ou não. Um mestre absoluto. Envergonha muitos escritores ou poetas postiços. Além de conterrâneo, é um génio absoluto com uma pena sublime. Mesmo poemas, a que não chama poemas, absolutamente esmagadores. Fará 90 anos em 2023. Era bom que ficasse connosco para lá dos 110. E é um fumador. Desconcertante e profundo a cada página dos quatro volumes.