O jogo do Homem-Aranha em seu Gamerverse da Marvel foi muitissimo elogiado não apenas pelo seu roteiro, mas pela possibilidade dos jogadores de se balançarem pelos arranha-céus da cidade de Nova York de uma maneira bastante realista. Esta história em quadrinhos adapta a história dos videogames por Dennis "Hopeless" Hallum e pela nova estrela da Marvel, a desenhista (ou seria o desenhista?) italiana/o Michele Bandini. O interessante destas narrativa é que cada uma das seis edições e, portanto dos seis capítulos da história, são contados do ponto de vista de um personagem diferente: Peter Parker, Mary Jane, Miles Morales, Tia May, Dutor Octopus, Norman Osborn, e assim vai. Além da arte primorosa, lembrando os traços de mangás, mas não sua narrativa, Dennis Hallum oferece um vislumbre diferente da relação entre Peter Parker e Miles Morales, em um universo em que suas origens estão realmente conectadas, diferente do que aconteceu no Universo 616 e Universo Ultimate, em que os dois participavam de realidades diferentes. Um quadrinho bastante bem feitinho e divertido, mostrando que quasdrinhos de games podem ser interessantes sim, basta encarregar bons artífices para desenvolvê-los. Assim como Injustiça: Deuses Entre Nós, Homem-Aranha: Gamerverse tem esse dom.