Escrevo há trinta anos ou mais. Publico há doze. Comecei colaborando para a Revista Orígenes e outras publicações de mídia alternativa, sem contar os roteiros de curta-metragem para a TV Comunitária, ONGs, vídeos educacionais e institucionais.
Em 2009, fui selecionada para a coletânea Solarium, da Editora Multifoco, com “X - a última incógnita”, um conto de ficção científica. Naquele mesmo ano, comecei a atuar como editora da Pressenza IPA, uma agência internacional voltada para notícias relacionadas ao tema da não violência ativa.
Desde então, publiquei meu primeiro romance de não ficção (By the Way - havia um inglês no meio do caminho, 2013, independente) e meu primeiro romance de ficção científica (Incompletos, Presságio Editora, 2017, ganhador do PROAC 2015). Colaborei com sites e revistas nacionais e internacionais como o Parada Lésbica (2009-2010), a Ninhada (2016-2017) e a VOLUP2 (2016).
Em 2014, tornei-me editora, coordenando o Núcleo de Publicação da Universidade Veiga de Almeida, editando a Revista Áquila (Qualis Capes B2/B4) e colaborando, nas áreas de ficção e não ficção, com a Presságio Editora, entre outros trabalhos independentes.
Em 2018, lancei minha própria editora, a Nua, voltada à publicação de ficção, não ficção, poesia, dramaturgia e livros educacionais cuja proposta seja inovadora em termos de lugar de fala, representatividade e/ou experimentação com linguagens.
Além disso, fui selecionada para a coletânea Novas Contistas da Literatura Brasileira (Editora Zouk), com o texto “O Piano” e publiquei o romance O Messias de Antonia na plataforma Wattpad. Lancei o e-book de prosa poética Gorda e Outros Textos, incluindo trabalhos dramatúrgicos e de poesia contada.
Em 2019, lancei o primeiro volume da Série Empoderadas – Não tô podendo, também como e-book. O livro conta a história de Clara, Ana, Paula, João e Rosy – adolescentes no terceiro ano do ensino médio – envolvidos em uma trama de leva e traz amoroso que pode acabar com sua amizade.
Voltando à ficção científica, fui selecionada para publicação de Você Unlimited, uma novela que sairá pela Coleção de Bolso da Editora Lendari. Minha última aventura está no campo dos romances experimentais: "Pervertidos", que sairá pela Mocho Edições, conta a história da família de Gabi e Rafa, que mesmo não sendo hetero, decidem adotar uma filha juntos. A pré-venda está lá no catarse.me/pervertidos
Neste perfil, pretendo criar um espaço para colaborações, troca de informações e sugestões.
Sabine cria uma história que explora a capacidade das pessoas em viver em uma sociedade sem o sentido da visão. Um tema explorado por alguns autores dentre eles o genial José Saramago em seu Ensaio sobre a Cegueira. Logicamente que a narrativa da Sabine vai para uma outra discussão e é algo muito mais intimista envolvendo duas pessoas em uma sociedade distópica. Nesse sentido eu senti falta de uma ambientação mais apurada para eu entender o que está acontecendo nesse mundo. Não precisava ser nada muito elaborado, apenas algo para me localizar e entender. Uma página, talvez uma e meia a mais teria resolvido bem.
Mas, o que chama a atenção no conto é a discussão. Um bom twist em uma velha discussão sobre natureza e criação (nature x nurture). Colocando a visão no centro da narrativa, o objetivo é mostrar o quanto uma das personagens sente falta da sua capacidade de enxergar e deseja comentar a sua amada sobre as belezas do mundo visto. Contudo, para a protagonista, o que está sendo colocado por ela é estranho e alienígena demais. Como ela nasceu sem visão, sua vida se focou em desenvolver os demais sentidos. Ela "enxerga" o mundo através da audição, do tato, do paladar e do olfato. Os valores que sua amada coloca não são compreensíveis para ela. De certa forma, a protagonista acaba cedendo como uma forma de amor; Mais tarde, acontece algo que faz ela entender o ponto de vista de sua amada e isso lhe traz saudades dos momentos em que ela descrevia as coisas com tanta paixão.
Sol Medieval é uma história singela e bonita. Faltam alguns detalhes sobre o mundo onde a narrativa se passa, mas a autora compensa com sentimento e emoção. Vale destacar também a personalidade bem estruturada de ambas as personagens que dá complexidade a ambas. Enfim, é um conto curto, mas que vale a pena a leitura e a sua atenção.