Por que, no Brasil, os cidadãos desconfiam dos políticos e, ao mesmo tempo, estão prontos a seguir um líder carismático? Que tipo de cidadania existe no Brasil? Ou melhor, como neste país se construiu um conceito de cidadania e uma experiência de democracia? Este livro examina tais questões, apontando que a cidadania no Brasil passa pela questão dos direitos sociais e pela luta pela extensão da participação política, o que envolve, necessariamente, a formação da classe trabalhadora e suas relações com o Estado.
É mestra e doutora em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj) e pesquisadora A1 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). É professora titular de história do Brasil do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi professora e pesquisadora sênior do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro. É organizadora e autora de livros, entre os quais Burguesia e trabalho (1979), A invenção do trabalhismo (2005), História e historiadores (1996), Essa gente do Rio... (1998), Cidadania e direitos do trabalho (2002), Leituras críticas sobre Boris Fausto (2008) e A República, a história e o IHGB (2009), e também de diversos capítulos de livros e artigos em periódicos científicos.
Comecei a ler para uma apresentação da faculdade e pretendia ler o resto já que já me foi exigido ler quase metade do livro, mas não consegui nem isso. O tema é interessante o suficiente e os ângulos de exploração são pertinentes mas a abordagem é profundamente enfadonha com foco redobrado em um número de uns poucos atores sociais de relevância incerta e um excesso de nomes sem elaboração que deixa difícil entender o que é ponto-chave e o que é exemplificação do tópico em si. O que fica parecendo é uma investigação sistemática de um conjunto de fontes disfarçada de examinação do tema em grande escala, então o livro não é muito bom nem em introduzir o tema a um público leigo nem em introduzir um novo entendimento baseado nas fontes estudadas ao entendimento prévio de um público com maior discernimento.