O inspetor de homicídios Pedro Oliveira investiga a morte de uma adolescente enquanto a sua parceira inspetora Filipa Santos está nos cuidados intensivos após perder a sua filha num acidente onde ambas estavam envolvidas. Nessa investigação conhece Amílcar, um psicólogo conceituado com uma habilidade extraordinária em lidar com o sofrimento emocional humano. Após analisar o relatório de autópsia, o Inspetor Oliveira liga Amílcar ao crime, no entanto sem provas conclusivas.
Estando ele também a lutar com fantasmas do passado que ainda lhe assombram o presente, Oliveira, na procura por respostas objetivas, torna-se amigo e paciente do próprio Dr. Amílcar.
Juntando ciências exatas à espiritualidade, Amílcar aplica a cada paciente a sua teoria sobre o que será a resolução para todos os problemas de cada um de nós, cabendo ao Inspetor Oliveira lutar contra o tempo para impedir que mais mortes ocorram, inclusive a da sua parceira.
B. S. Ferreira, por vezes George Parker, nasceu em Portugal no ano de 1987 numa quarta feira chuvosa. Um dia lindo, portanto.
Quase se tornou Padre, mas as hormonas falaram mais alto e renunciou ao voto de castidade. Contudo, nunca deixou de partilhar o amor ao próximo de outras formas.
A leitura e a escrita tornara-se a sua religião e, acreditem, ele reza todos os dias.
Quando lhe apetece, ele também vai à faculdade assistir às aulas do curso superior de Ciência Política e Relações Internacionais.
Com um percurso de vida que o levou a partilhar o amor em cidades como Lisboa, Hamburgo e Londres, decidiu dar o passo de elevar a sua escrita a outro patamar, escrevendo um romance. E assim nasceu "Assinado, Morte"; o primeiro livro de uma triologia que desafia o raciocício lógico dos comuns mortais.
O amor por contar histórias foi influenciado pelo grande Stephen King e o seu sarcasmo advém das horas passadas com Charles Bukowski... com os seus livros, claro, porque até 1994 (ano da morte de Bukowski), B. S. Ferreira não tinha idade suficiente para perceber que a vida de adulto é uma merda.
Na escrita de Ferreira, poderá também encontrar influências daquele gajo do corvo, que usava bigode... como se chama mesmo? Já sei! Allan Poe. É esse o seu nome.
Quando lerem B. S Ferreira (ou George Parker), podem também vir a sentir um subtil aroma a Lovecraft, H. P. - Agora percebem a razão do seu nome real aparecer apenas como "B. S. Ferreira". Ele notou que ninguém quer saber do nosso primeiro nome, ou mesmo do nome do meio. Na verdade, ninguém quer saber de nós. É ele que diz.
Quem mais pode ter influenciado B. S. Ferreira? Todos. Todos os que se cruzaram na vida dele fizeram dele O B. S. Ferreira. Especialmente os que tentaram foder a sua vida. (Vocês sentiram um pouco do Bukowski agora, não sentiram?)
O horror, a ficção,os monstros e os humanos descritos nas histórias de B. S. Ferreira são nada mais, nada menos que a realidade eufemizada em personagens que ele mata, apunhalando-as com a tinta da sua caneta.
Mas há uma peculidariedade neste autor que fez com que ele começasse a retirar os seus manuscritos da prateleira do seu quarto e os publicasse. Às vezes ele tem fome. É uma chatice ter que comer todos os dias, eu sei, mas ele tem que comer para não morrer. Se sobrar dinheiro para álcool, ele também bebe. Mas primeiro, a comida.
Por isso, não se acanhem, apertem os cintos, ajudem o autor a poder ter uma refeição e desfrutem da viagem pela literatura e mente de B. S. Ferreira com as suas publicações regulares de contos e, brevemente, a continuação de "Assinado, Morte".
Cuidem-se!
Ah! Quase me esquecia! A aquisição de qualquer obra de B. S. Ferreira é totalmente segura pois ele já tomou a vacina para a COVID-19!
3.5⭐ Thriller de autor português, que é de leitura fácil e envolvente. Deixou-me com vontade de ler mais e mais na ânsia de descobrir o final, que foi bom e imprevisível. No entanto, gosto de livros um pouco maiores e mais desenvolvidos. Além disso, o livro merecia uma revisão, pois tem vários erros e gralhas. No entanto, gostei e aconselho.
Não tenho ainda palavras para descrever as reviravoltas deste livro. Já passaram algumas horas desde que acabei de ler e a minha mente ainda está lá numa explosão de ideias🤯. Tive que me conter bastante para não o ler todo de uma vez.
Este livro tem uma particularidade, é narrado pela Morte...é verdade, nunca vi um livro logo a começar por esta abordagem tão peculiar e só com esse pormenor já me prendeu à leitura. Depois a intensidade da narrativa conseguir variar de forma tão bonita... Vai do oito ao oitenta, é calmo quando tem que ser, é forte demais quando quer chocar o leitor com a complexidade da mente humana. Abordou uma temática que, sem ser em livros de cientistas que o autor citou, nunca vi ser abordado num livro deste género, muito menos num livro português. Essa pesquisa intensa, a forma como essa peça chave se juntou à narrativa foi tão bem conseguido na minha opinião! As reviravoltas nem vou comentar porque ainda não superei o final! Não estava nada à espera. Consegui mesmo ver pensamentos de pessoas reais nas personagens, principalmente na personagem do Inspector Oliveira. Quero tanto ler mais deste autor!
O livro Assinado, morte é apresentado de forma muito serena e com uma escrita, acabei por perceber, bastante característica do autor. Foi o primeiro livro que li narrado pela própria morte e esta particularidade tornou a história bastante peculiar. Ainda que fosse expectável que não gostasse desta personagem por razões óbvias, a verdade é que gostei muito dela. Mesmo muito. Conhecem aquela sensação de saber que se vai fazer asneira mas que não há outra forma para as coisas acontecerem? Foi isso que senti com esta personagem. Isso e um enorme gozo e ironia por parte dela, que me causavam um friozinho na barriga sempre que percebia que a personagem estava presente ou a rondar a situação. Adorei. Inevitavelmente fez das suas e essa realidade acabou por se ligar com a investigação de ocorrências enigmáticas, levadas a cabo por outras personagens que também se encontravam no centro da ação.
Gostei muito de acompanhar a investigação de tudo o que ia ocorrendo, nomeadamente todos os passos do Inspetor Oliveira para trazer a verdade ao de cima, e de conhecer o que tornava a sua vida, de certa forma, sombria e triste.
Um dos grandes focos do livro era-me desconhecido, nunca tinha lido nada referente ao mesmo. É algo que transcende o que a mente humana compreende à partida, algo que não tem respostas. Ou será que tem? Para além disto, o livro realça bastante a questão da perda e da culpa. Foi muito interessante a forma como a história incorporou estes aspetos, surpreendeu-me muito.
Este livro é composto por voltas e reviravoltas completamente imprevisíveis. O final foi isso mesmo, imprevisível. Quando tudo parecia estar a dirigir-se para um caminho com uma resolução à vista, as voltas foram todas trocadas. Pessoalmente não sou fã de finais como este (não a questão das reviravoltas, falo do final em si), mas neste caso fez todo o sentido. Para além de ser lógico, deixa algo em aberto que necessita sem sombra de dúvidas de explicações. Estou bastante curiosa para ler a sequela desta obra.
Assinado, Morte é o livro de estreia de B. S. Ferreira. Parti para esta leitura só com a sinopse e a abundância de opiniões muito positivas que andavam a circular.
A história prende-nos desde o início, e os capítulos curtos ajudam a que rapidamente se torne numa leitura muito rápida.
Temos duas vozes narrativas: uma na terceira pessoa, e, a que mais gostei, a Morte, que nos vai presenteando com comentários pessoais.
As personagens estão bem construídas, tendo cada uma características definidoras bastante marcadas, e personalidades distintas e complexas, que vamos descobrindo ao longo da leitura e que nos fazem cair o queixo. A escrita por vezes inclui linguagem muito crua e algo bruta, o que, por um lado ajuda a acrescentar credibilidade e visualizar a cena, mas que, por outro, pode ser algo chocante.
O livro, que inicialmente pensei ser um thriller, ganha outros contornos. São abordadas temáticas complexas, que confrontam o leitor com possíveis cenários para os quais pode não estar desperto. No entanto, pela complexidade do assunto, penso que a abordagem destas temáticas foi algo superficial, e que requeria mais explicações. Mas, uma vez que não é um standalone, o escritor poderá ter como objetivo aprofundar estas explicações nos volumes seguintes.
O que também senti que foi algo apressado foi o romance. Apesar de considerar que faz sentido no arco narrativo, que permite a redescoberta e o renascimento das personagens envolvidas, poderia ter sido algo mais lento e não tão "atirado à nossa cara".
A maior falha do livro, para mim, é a área dos cuidados de saúde, que necessitava de maior pesquisa para ser apresentada de forma correta. Alguns dos problemas que notei foram: incongruência dos locais de internamento das personagens com a condição que apresentam e o tempo de permanência na instituição, e uma incorrecção profissional, visto que um psicólogo não é prescritor, logo, nunca poderia decidir terapêutica dos seus pacientes.
O final é algo ao mesmo tempo inesperado e que poderia não ser tão surpreendente, tendo em conta que temos tudo diante dos nossos olhos. Normalmente não sou fã de finais abertos, mas neste livro, e sabendo que há continuação, só me aguçou a curiosidade.
Quero começar por agradecer ao autor por me ter fornecido o livro para eu fazer a minha honesta review e foi, de facto, difícil analisar o livro pois foi uma das primeiras vezes que li um livro com esse propósito, mas como o autor não espera nada mais que honestidade da minha parte... Aqui vai!
Resumindo ao máximo a premissa do livro, seguimos um investigador da Polícia Judiciária enquanto tenta resolver um homicídio, com um narrador extra muito interessante que é a Morte. Nesta opinião, tendo em conta que tentei analisar mais a fundo o livro, esta review vai ter alguns spoilers. Quem quiser ler a opinião toda basta selecionar o texto todo para ficar todo visível. Além disso, como li este livro numa leitura conjunta, em que o trio é extremamente diverso em não só literatura como experiências pessoais e background profissional, foram apontadas outras falhas, além das que vou mencionar no meu post, mas isso deixo para vocês verem na review da Words À La Carte.
Relativamente ao livro, acho que a narrativa é extremamente fluída, às vezes até demasiado. Eu não acredito que estou a dizer isto, mas este livro carece de palha. Estão a ver aquele intermédio onde sabemos mais das personagens, dos sítios, das relações, da história... pois, disso, este livro tem pouco. O que não é necessariamente mau para quem quer ler algo com um desenvolvimento rápido e uma escrita leve. Contudo, o tema do livro está longe dessa leveza, mas como dizia Jack The Ripper, vamos por partes.
Uma das minhas críticas é, de facto, algumas incoerências. A parte em que o autor coloca medicina à mistura, torci um bocado o nariz. Se isso aconteceu por eu ser enfermeira há quase uma década? Talvez, mas empancou-me algumas vezes. Um exemplo, é entrar em detalhe do porquê da dificuldade no parto de uma das personagens, que eu ainda aceitava, mas os termos técnicos eram desnecessários tendo em conta que o autor não explica o porquê da sua gravidade. Outra situação, é todo um coma diabético que os termos técnicos de nada servem, pois, a situação é um bocado irrelevante para a história. Além, claro, da estadia de uma das personagens num hospital, em serviços errados para a condição do doente, recuperação demasiado miraculosa, entre outras. Quando numas situações temos a procura de termos técnicos, noutras temos como que um desconhecimento do funcionamento de um hospital. É deste tipo de incoerências que eu estou a falar.
Algo no livro que me fez rir um pouco, é o facto de que se eu não soubesse quem era o autor, eu iria saber automaticamente que era um homem, LoL. Há certas e determinadas cenas mais de cariz sexual que uma mulher pode padecer de revirar um pouco os olhos. Não tenho pudor nenhum em ler cenas de sexo, erótica... Gente, eu fui a pessoa que desafiou meio mundo a ler Dino Erotica! O meu problema com as cenas deste livro, é que mesmo que eu não soubesse quem é o autor, ia saber logo aí que é um homem. Aliás, quando falei com o autor, criei todo um desafio (que seria como que um exercício de escrita) de escrever uma dessas cenas na perspectiva da mulher. Se calhar poderiam dizer que as cenas de sexo seriam dispensáveis? Não concordo, o autor colocou-as com um propósito claro e isso nota-se. Apesar do livro não ser nem de longe nem de perto erótica, acho que acabou por alienar muita gente. Apenas tem que trabalhar um pouco essas descrições, mas, como em tudo o que estou a dizer, é a minha modesta opinião.
Outra crítica que faria é o facto de não haver diferença no diálogo. Isto é, no nosso dia-a-dia temos um diálogo diferente quando nos dirigimos a um colega de profissão e quando nos dirigimos ao nosso(a) companheiro(a). Não notei diferenças no diálogo, é como que se o autor mantivesse tudo na mesma linha sem haver variações, o que por si só torna difícil de criar empatia com as personagens. Contudo após falar com o autor, este referiu que o fez com um propósito, por isso anseio ver o que advém daí!
Um reparo que gostaria fazer é por exemplo na cena final, quando efectivamente encurralamos o Amílcar, existe todo um momento clichê/típico/batido de “monólogo de vilão que explica tudo aos heróis para fechar a história com um lacinho”, que não corresponde, de todo, à personalidade apresentada durante o livro.
Até então, a nossa percepção do Amílcar é a de um psicopata com traços narcisistas, portanto, com estes traços, seria mesmo muito improvável um narcisista se suicidar com uma arma. Ele iria arranjar maneira de se suicidar sendo culpa de outra pessoa, por exemplo, "cop suicide" mas ele tomando essa atitude, sai um bocado do carácter.
Uma coisa que gostei do livro foi o facto de haver dois narradores, o típico narrador omnipresente e... a Morte. Acho que neste campo o autor até podia ter aproveitado ainda mais a ideia e dar asas à sua imaginação. Ter mais comentários da Morte ou análises, incluindo visualmente uma estrutura de texto diferente (em termos de design) ou tipo de letra diferente para o leitor saltar de um narrador para o outro sem quaisquer confusões ou perdas de ritmo de leitura. Ou seja, a meu ver, é todo um elemento do livro que pode e deve ser explorado.
Para dar um exemplo do que o autor podia ter feito, é usar a Morte como alguém que aponta o que está errado com a sociedade, ou até mesmo verdades duras da vida. Exemplo prático: aquando a descrição de Filipa como mulher de carreira e mãe solteira, a Morte poderia aprofundar o pequeno comentário de que uma mãe solteira é considerada algo danificado ou com demasiada bagagem, além, claro, das dificuldades que passam. Resumindo, como disse, aquelas verdades que às vezes custam a ouvir ou a ler, mas a Morte pode dizer isso e muito mais pois "in the end, nothing else matters".
Apesar das falhas apresentadas/vistas/mencionadas, que me impediram de me sentir completamente satisfeita com o livro, a realidade é que tanto o autor como o livro, têm imenso potencial.
O tema em si, a premissa do homicídio, o "truque de magia" do facto de não ser quem pensávamos quem era, a junção de teologia com ciência, o multiverso e realidades alternativas, a Morte como uma entidade e em parte narradora. Até mesmo as pequenas expressões em latim (que para o leigo ou pessoa não tão conhecedora desta língua, ficaria bem ao autor, colocar uma nota de rodapé ou então colocar uma personagem traduzir para o leitor não se perder na narrativa)!
Em suma, este livro ainda está muito verde: a premissa é boa, a ideia por trás tem imenso potencial mas as descrições falham, o que leva a personagens unidimensionais e a linha temporal não é respeitada.
Quanto à premissa achei que a teoria do multiverso foi bem inserida, com algum fundamento até pois após a conversa com o autor, notei que tinha mesmo lido certos artigos e obras, o que até seria interessante listar durante o livro ou no final em termo de curiosidade para o leitor. Gostei, também, por o autor envolver alguma teologia, dando luz à batalha titânica "ciência vs. religião" que divide mundos quando na realidade tudo poderá estar envolvido, gosto mesmo muito desse tema.
Por isso, acredito piamente que se o autor corrigir estas lacunas que tem, efectivamente, uma grande história! Pois mesmo com estas falhas conseguiu prender-me na sua narrativa tão fácil.
Esta obra fez-me, na forma como o narrador se apresenta, lembrar-me do livro "A Rapariga que Roubava Livros" de Markus Zusak.
A história começa de uma forma lenta mas deliciosa, aguçando-nos a curiosidade à medida que o passo da investigação acelera.
Ao início, a história parece-se um pouco mórbida, por só se tratar de testemunhar mortes, mas no instante que o propósito dos mesmos é revelado, o interesse pela resolução dos casos mantém-se até ao final do livro, que nos reserva um punhado de plot twists fascinantes e bem conseguidos.
Cheio de personagens cativantes, humanas e um génio que, com a sua pitada loucura, traz a este policial uma brisa de paranormal ao estilo da série televisiva "Stranger Things".
O final desta obra fez-me querer ler mais livros deste autor, também ele com uma história de vida interessante, sendo que o mesmo já anunciou a preparação para a publicação da sequela desta sua obra de estreia com "P.S. Morte". Já estou ansiosa!
Quando a morte é espectadora e é possível imaginá-la a comer pipocas enquanto nos observa!!
Ora esta era uma obra que já se encontrava na minha wishlist há uns tempos e, graças a um giveaway do próprio autor, foi-me possível atacar agora e comprovar o que falavam da mesma!!
Em primeiro, e antes que possam discordar da classificação de 4⭐ em vez de 5, a razão da mesma passa pela forma de escrita em si pois creio que precisa de algum refinamento e nada mais!! Porque a história em si merece de facto 5⭐!!
Mas vamos ao que interessa!!
Assinado, Morte é uma obra que me faz lembrar A Rapariga que Roubava Livros no sentido em que o narrador da mesma é a morte em si e onde a mesma faz alguns comentários pessoais sobre as situações, chegando mesmo a opinar nas várias situações que atravessa!! Gosto desta abordagem que, embora não seja novidade, dá um ar místico à história e diria até que arrepiante!!
A obra em si, diria que é um policial!! Temos agentes da PJ a investigar acontecimentos estranhos e acidentes que deixam a dúvida se serão acidentes!! No entanto, e sem deixar spoilers, quando chegarem ao fim poderão ter de acrescentar um outro género literário ao lado de Policial!! E nada mais digo...
Como caracterizar esta obra?? Fácil... É uma montanha russa!! Temos vários capítulos que sentimos que estamos naquela descida alucinante, onde tudo é tão rápido que se torna overwhelming e depois rapidamente chegamos a uma zona calma e onde voltamos à subida lenta e passada, a história torna-se mais lenta, mais pesarosa, mais melancólica só para depois de repente estarmos novamente numa descida alucinante de acontecimentos!!
Por um lado adorei isto desta forma confesso!! No entanto, há secções mais lentas que talvez cheguem a se tornam algo paradas e que acabam por tirar algum do ritmo à história!! Felizmente são poucas as situações e rapidamente se ganha a passada anterior!!
Os temas são muitos e muito fortes, sendo que, para mim, o mais presente é a fragilidade do ser humano perante a desgraça!! O livro aborda perda e da mesma forma a nossa própria perda perante algo tão terrível!! Desespero, depressão e fragilidade!! O livro em si tem todo um ar muito negro ao longo das páginas, pausando para algo mais alegre com a interacção entre um novo amor que floresce no meio de tudo!!
O final meus seguidores.... Parece previsível até ao ponto em que nos tiram o tapete debaixo dos pés e perdemos noção de tudo!! Não esperava minimamente o que chegou e em 2 capítulos conseguiu destruir a minha noção do que iria acontecer!!
Ao autor, os meus parabéns!! Está uma obra muito bem conseguida e que deixa um leitor como eu com vontade de saber o que acontece agora!!
Um livro viciante, com uma história brutal, narrado pela própria morte, algo que eu nunca tinha lido antes. Aborda assuntos da ciência, misturado com a realidade. Ao ler este livro visualizava as próprias personagens em carne e osso, algo que nem todos os autores conseguem fazer. Este livro prendeu-me até à última página e ainda continuo às voltas com ele. Espero brevemente ler mais deste autor!
Temos aqui um Thriller Policial de grande Qualidade! A história anda em volta de um Inspector de Homicídios que investiga a morte de uma Adolescente que perece em condições bastante grotescas. Inspector Pedro Oliveira vê-se sem saídas na procura de pistas que o levem a um potencial assassino e ao encerramento do caso. Pelo caminho acompanha o sofrimento da sua colega de trabalho que está hospitalizada após perder a sua filha num incidente que ela própria terá provocado. 💀 Marcada para toda a vida física e psicologicamente Filipa Colega do Inspector Oliveira, recebe no Hospital as consultas de Amílcar um Psicólogo que tem como histórico a ajuda a algumas famílias que perderam seus filhos, ou que sofrem de algum problema psicológico e que a tentará ajudar a ultrapassar o momento actual e viver o resto da sua vida, ou então não! 🖤 O Inspector Oliveira vai começando a juntar algumas peças do puzzle, terá de lutar contra Fantasmas do passado mas bem presentes na sua vida e também ele a certa altura poderá colocar em causa a sua sanidade mental. Vamos verificar várias mudanças ao longo da narrativa, essa que é feita algumas vezes pela filha da pu*a da própria Morte. 💀 Também seremos confrontados com uma teoria antiga por parte do Psicólogo Amílcar(Teoria do Multiverso), algo que nos colocará questões na mente, será que há vida para lá da Morte? Será que existe um Deus que nos dará vida Eterna? 🖤 Muito Bourbon vai rolar neste trama policial cheio de suspense, romance, cenas picantes, violência, mortes e passagens para lá da vida Mundana. 💀 Um livro que apresenta duas narrativas! Uma delas já mencionada á Morte e outra na terceira pessoa. O Autor apresenta-nos uma escrita fluída sem grandes momentos parados, e não anda ali a encher balões é bastante objectivo algo que pessoalmente adoro num Escritor. Mete-nos a pensar na essência da vida e de como a vivemos, coloca na mesa questões relacionadas com a morte e o que temos para lá dela.
3,75* Em geral gostei do livro. A escrita do autor é direta e por vezes agressiva mas faz sentido para o tom da historia e eu gostei muito da escrita. Sei que a editora dá pouco apoio por isso dou os parabens ao autor por o livro estar praticamente livre de erros. A historia é interessante e apesar de ter previsto algumas coisas - talvez por já ler trillers a mais -, outras apanharam-me de supresa. O livro tem cenas de sexo bastante explicitas e descritivas e isso é algo que pessoalmente não gosto e fico incomodada, mas é algo que pode não incomodar as outras pessoas. O amor é muito insta e algumas coisas são deixadas em aberto e fiquei com muitas questoes (como abordagem do multiverso), mas ao saber que será uma trilogia creio que o autor vai explorar ter oportunidade de explorar isso. Em geral é um livro que gostei e recomendo, achei que não foi perfeito, mas para primeiro livro do autor acho que está de parabéns e é um começo para uma serie :)
Pedro Oliveira, inspetor da Judiciária, lida diariamente com a Morte. Quando uma criança pequena morre por afogamento, esta morte desencadeia uma sucessão de acontecimentos que vão mudar a vida deste inspetor e da sua parceira Filipa Santos. Durante as investigações, Pedro conhece o conceituado psicólogo Dr. Amílcar. A trama torna-se mais densa quando passado e presente se cruzam e novas hipóteses surgem. Serão loucura ou genialidade? Gostei bastante da escrita, fluída e com uma narrativa que nos deixa presos ao texto. Houve partes do romance que não gostei tanto porque senti que precisavam de mais trabalho. Adorei o narrador que vai surgindo, omnipresente e omnisciente, a Morte. Espero que o autor lance mais obras brevemente.
Este foi dos livros mais originais que li nos últimos tempos. É cru, é frio, é insensível, é revoltante mas, ao mesmo tempo, consegue passar-nos uma mensagem de tranquilidade e esperança pois o fim… pode ser apenas o começo. É tão estranho que acaba por ser surpreendentemente bom.
Nesta história, narrada pela morte, vamos acompanhar o sofrimento de muitas personagens provindo dos mais variados cenários e das mais variadas causas que culminaram no término de vida. Em relação aos que partiram, cabe a Pedro Oliveira, inspector da polícia Judiciária, investigar as circunstâncias e resolver/arquivar os casos e, em relação aos que ficam, cabe ao Dr. Amílcar, psicólogo conceituado com especial habilidade para lidar com emoções, dar acompanhamento psicológico para evitar que aqueles que não saibam lidar com a dor acabem dentro de uma pasta na secretária do inspector.
Ambos se conheceram durante a mais recente investigação de Pedro, uma adolescente vítima de violação e estrangulamento, que após uma autópsia mais cuidada atira o psicólogo para a lista de suspeitos. Poderia ele ser capaz de tal acto desumano? Apesar de a relação entre ambos ter surgido por motivos profissionais, esta saltou para a vida pessoal quando Pedro decidiu procurar apoio para conseguir, de uma vez por todas, ultrapassar o assombro que era o seu passado.
Enquanto isso, Filipa Santos, parceira de trabalho do inspector, encontra-se nos cuidados intensivos em recuperação após ter perdido a filha e quase a sua vida também, para um terrível incêndio. Derivado a tamanha perda, esta passa também para paciente do Dr. Amílcar e este apresenta-lhe a teoria que irá salvá-la do desgosto. A ela e a tantas outras pessoas.
Entre visitas do presente e do passado, cabe a Pedro Oliveira descobrir o culpado do crime e lutar contra o tempo para que mais vidas não sejam perdidas nas mãos de um lunático, especialmente a vida daquela que mais ama. A morte não tira férias.
Quero fazer uma chamada de atenção já que este é um livro carregado de gatilhos; não o aconselho para as pessoas mais sensíveis. Neste livro a morte é uma autêntica montanha russa, pois nuns momentos conseguimos vê-la como a coisa mais obscura que poderá acontecer e noutros como uma forma de libertação. Além disso, neste livro temos uma personagem que pode ser vista por alguns como um insano e por outros como um génio à frente do seu tempo. Aliando a física quântica à espiritualidade, chega até a ser intrigante a forma como o escritor expõe uma ideologia bastante lógica num panorama que muitos consideram impossível. Afinal, poderá existir algo mais depois da morte? Recomendo vivamente para quem se interessa pelo tema ou procura algo diferente. É livro muito cativante e viciante! Aguardo ansiosamente pelo seguinte!
Devo dizer que tinha expetativas elevadas para este Livro, já que ouvi falar tão bem dele. Fiquei completamente desiludida. Tive imensos problemas com este livro apesar da premissa principal ser boa. Esta opinião vai incluir spoilers, por isso se ainda querem ler este livro não leiam o post a partir daqui.
Começando por falar nas coisas boas gostei da ideia principal da história e da parte da própria morte a narrar alguns momentos da mesma. Embora ache que quanto à apresentação destas partes narradas pela morte deviam ser destacadas no texto de alguma forma (talvez colocar em itálico ou num tipo de letra diferente). Gostei também muito do final, deu um bom twist na história.
Falando nas coisas que não gostei. Logo desde o início do livro que o autor nos presenteia com descrições médicas detalhadas utilizando alguns termos tecnicos ate. Que a meu ver, não só contêm imensos erros como são completamente desnecessárias e irrelevantes para a história. Dei por mim a revirar os olhos a tantos erros médicos presentes neste livro. Permanencia de personagens em serviços errados para a sua condição. Uma arteria femoral cortada e magicamente a pessoa sobrevive. Dinâmica hospitalar completamente oposta ao que acontece na vida real. Estatisticas médicas redondamente erradas. Sendo eu profissional de saúde não consegui não olhar para todos estes erros, que acabaram por me dificultar bastante leitura.
O romance foi abrupto e irrealista. De repente uma pessoa entra em coma. Acorda e a primeira coisa que faz é iniciar um romance com o parceiro de trabalho, que sempre foi frio e distante. Não gostei muito da rapidez em fazer este romance acontecer.
As cenas eroticas também super irrealistas do ponto de Vista da mulher.
Quanto ao resto do livro muitas situações me deixaram a revirar os olhos. Coisas que duvido que sejam assim na vida real do ponto de Vista de psicologia e do ponto de Vista policial. Uma das cenas que me incomodou bastante é quando o Sr. Policia finalmente tem mandanto para apanhar o seu suspeito, tem de correr para ele não escapar. Mas decide ir fazer amor com a sua querida mesmo antes de ir apanhar o bad guy. Para mim foi uma cena sem sentido nenhum.
Acabei por dar 2⭐. Apesar da ideia principal ser boa todas as coisas que mencionei acima dificultaram me bastante a leitura.
This entire review has been hidden because of spoilers.
ASSINADO, MORTE - Do autor B. S. Ferreira, trago-vos uma recomendação literária para as férias. Inicialmente pensei tratar-se de um romance policial, no entanto face ao encadeamento dos acontecimentos, o livro tornou-se num thriller psicológico. A originalidade da obra está no narrador ser a própria morte, esta desempenha a sua função como estando a cumprir o destino individual. O Inspector Oliveira, da Polícia Judiciária, assume a personagem principal, pois tem de investigar uma série de casos. É uma figura que facilmente nos conquista pelo seu lado humano e também pelo seu empenho como investigador e que gostaríamos de acompanhar noutro livro, com outras investigações ... O autor apresenta algumas reflexões sobre o amor, a dor, a loucura humana, a física quântica, os universos paralelos e tudo isto contribuirá para um final da história aparentemente óbvio, mas logo de seguida claramente surpreendente... . Agradeço ao autor B. S. Ferreira, @orapazdaparker e também à @faith.strange pela simpatia e gentileza desta magnífica oferta, ainda por mais com uma dedicatória e autógrafo personalizado, que certamente ocupará lugar entre os meus mais de três mil e quinhentos livros ... . Parece interessante o tema ? . Leiam este livro e deixem comentários no IG @1001percursos !!! .
Adorei este livro! Deu uma reviravolta inesperada e muito boa. Sou fã de ficcão científica, contudo não estava nada à espera de encontrar isso neste livro! Surpreendeu-me mesmo muito. Eu a pensar que era um simples livro de crime e revelou-se muito mais que isso! Espero ansiosamente pelo 2°. 😵 O que me chamou a atenção para este livro, foi uma notícia que li, acerca dum suicídio onde era referido uma possível correlação com esta história. Claro que despertou a minha curiosidade. Vejo como pode levar uma pessoa a certas crenças, contudo não considero que seja culpa ou objectivo do autor ter despertado tal ideia. Surpreendida pela positiva.
Eu adorei este livro, ou melhor, eu devorei este livro! Fiquei de tal maneira envolvida na história, que o li em poucas horas. A escrita do autor é muito envolvente, está sempre a acontecer alguma coisa que nos agarra ao livro, onde queremos saber mais e mais. A personagem que mais gostei foi a Filipa, inicialmente uma mulher impulsiva, age sem pensar, muito humana, onde tenta ver sempre o lado bom das pessoas, depois da morte da filha podia-se dar à fragilidade da situação, mas não, ela dá a volta por cima, recupera e ainda consegue ajudar Oliveira a resolver este caso e a lutar com os fantasmas do passado.
O que mais posso dizer de um livro que me fez contar as horas para poder ler mais umas páginas? Que me fez sentir o que os mestres do thriller nos fazem sentir? . A morte é a narradora, aquela presença cruel e fria que nos acompanha durante a leitura e, confesso que às vezes olhava mesmo para o lado a imaginar "e se fosse mesmo assim? E se a morte nos observasse a cada momento ... à espera? É um livro que prende do início ao fim, e com uma sucessão de acontecimentos tão bem interligados entre si, onde cada peça se encaixa perfeitamente, num puzzle de emoções! Parabéns ao autor pela sua escrita tão fluida e direta, crua mesmo, em alguns momentos, mas tão cativante! E o fim? ... deixa respostas ou mais perguntas? Terão que ler ... Que venha o próximo!!
Neste livro onde a própria Morte nos vai ajudando a compreender todas as suas facetas ficamos a conhecer o inspetor Pedro Oliveira. Pedro é um homem fechado e dedicado ao trabalho que tenta lidar com os fantasmas do passado à medida que eles vão reentrando na sua vida aquando da investigação de um homicídio. Este não é um género que costume ler como bem sabem, mas tenho cada vez mais curiosidade em ver as obras dos nossos portugueses! Além disso foi uma surpresa agradável
Foi um livro que me deu Imenso gozo, ler. Adorei a forma como a história foi contada e a perspectiva do físico e do divino foi bastante expectante.... Só posso dizer que aguardo ansiosamente o próximo...
matematicamente tudo é possível, bem como o seu contrário, contudo não existe certificação científica ou, pelo menos empírica: bom enredo, bem estruturado.
Neste livro o autor apresenta-nos o inspector Oliveira que investiga algumas mortes enquanto Filipa, a sua colega de trabalho, está internada no hospital depois de um trágico acidente. Paralelamente também conhece o Dr. Amílcar, psicólogo que acompanha a família das vítimas, inclusive Filipa. E passo a passo tudo se vai relacionando, enquanto a morte conversa connosco.
Que surpresa maravilhosa este livro, foi um não parar de virar páginas e ler, ler, ler... Parece à primeira vista um simples thriller mas pelas voltas do que o enredo dá e as surpresas que nos trás, torna-se algo excecional e muito cativante.
Livro 📚: Assinado, morte ⠀ ⠀ Opinião: 4,5/5⭐️ ⠀ ⠀ O inspetor de homicídios Pedro Oliveira investiga a morte de uma adolescente enquanto a sua parceira inspetora Filipa Santos está nos cuidados intensivos após perder a sua filha num acidente onde ambas estavam envolvidas. Nessa investigação conhece Amílcar, um psicólogo conceituado com uma habilidade extraordinária em lidar com o sofrimento emocional humano. Após analisar o relatório de autópsia, o Inspetor Oliveira liga Amílcar ao crime, no entanto sem provas conclusivas. ⠀ ⠀ Estando ele também a lutar com fantasmas do passado que ainda lhe assombram o presente, Oliveira, na procura por respostas objetivas, torna-se amigo e paciente do próprio Dr. Amílcar. ⠀ Juntando ciências exatas à espiritualidade, Amílcar aplica a cada paciente a sua teoria sobre o que será a resolução para todos os problemas de cada um de nós, cabendo ao Inspetor Oliveira lutar contra o tempo para impedir que mais mortes ocorram, inclusive a da sua parceira.⠀ ⠀ Primeiramente gostaria de agradecer ao escritor @orapazdaparker por me ter cedido o exemplar deste livro! ☺️⠀⠀ ⠀ Bem, quando li a sinopse deste livro pensava que ia ser uma coisa para ultrapassou completamente as minhas expectativas! 🤯 ⠀ É uma história empolgante e mantém nos presos de início ao fim! Fiquei completamente rendida e é um livro que se lê super bem, com uma escrita super fluida! 😊 ⠀ Ao início estava com uma ideia depois no capítulo seguinte confirmava a minha teoria, mas na realidade não era bem a teoria que eu julgava que era, uma teoria completamente ao lado! 🤯 ⠀ Para ser sincera estava a espera de outro final porque começar a amar o romance todo envolvido naquela história mas apesar disso foi um final bonito! ☺️⠀ ⠀ Já ouvi dizer que vai haver um segundo livro e não poderia estar mais ansiosa para o ler quando sair! 🤩⠀ ⠀ Recomendo mesmo que leiam este livro! 🤩 ⠀ ⠀ Quem já leu esta maravilha? 🥰
Devorei o livro todo em 3 horas! A forma como é narrado pela morte, o crescimento do inspetor, a forma como trata assuntos que chocam sem taboos, deixou-me completamente vidrado! A escrita está apelativa e o fim que deixou num turbilhão de emoções! De inicio desconfiei do Amílcar mas não pensei que todas estas reviravoltas viessem a acontecer inclusive parei 2 minutos a tentar interiorizar a confissão do André! E o fim!? Não estava de todo à espera, ainda não consegui superar!! Parabéns pelo excelente trabalho e dedicação na escrita, espero vir a ler mais trabalhos!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Adorei este livro. Tem romance, no meio de uma história policial, que nos prende do inicio ao fim. Não é possível parar, ou só com muito esforço, depois de começar. Há muitas reviravoltas pelo meio e queremos saber sempre o que vai acontecer a seguir, se estamos certos. Tem a particularidade de ser narrado pela morte o que é muito interessante e diferente. É uma leitura muito fácil e agradável. Não estava á espera do final e quanto a mim é o único inconveniente que tem, queremos ter logo o seguinte para saber o que vai acontecer. 😁