No Brasil, a implantação e a implementação de políticas de ações afirmativas se deram a partir de 1990 após as recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao mesmo tempo que evidenciam um reconhecimento público das diferenças, essas políticas contribuem para o combate de desigualdades socioeconômicas entre os grupos sociais que compõem a sociedade brasileira. Utilizando uma abordagem historicista, ou seja, admitindo que as teorias e os fatos são históricos e apresentam relação entre si, esta obra procura evidenciar os motivos do surgimento e desenvolvimento do contexto sociocultural e científico que proporcionou uma educação escolar que respeita a diversidade cultural. Há, ainda, recursos que facilitam a aprendizagem, tais como sugestões de atividades e de leituras complementares.
Iniciei a matéria de relações étnico-raciais da faculdade e não me interessei a princípio. O assunto me é interessante, e justamente por isso eu, sempre que posso, tento me inteirar com amigos pertencentes à comunidade negra sobre. Mas, apesar do meu interesse sobre o assunto, acredito que ele, tamanha a sua importância, mereça coisa melhor. O livro é bastante introdutório, mas muito introdutório mesmo. Não vemos aprofundamento na maior parte dos temas. Ao mesmo tempo que os autores ressaltam a importância do diálogo para a construção de uma sociedade antirracista, apresentam aqui um conteúdo raso e desinteressante por conta da sua abordagem. Eu leria tranquilamente 500, 600 páginas de um conteúdo rico e até agradeceria por isso. O ponto positivo são as referências bibliográficas comentadas; já vou correr atrás de outros livros para aprofundar o conteúdo.
Um belo livro introdutório. Acredito que essa foi a proposta do livro e foi bem realizada, principalmente na primeira metade. Na segunda metade do livro, em algum momento, eu me perdi. Acho que faltou um pouquinho mais de detalhamento para as coisas fazerem sentido.
No mais, é uma leitura interessante, fluida, com exercícios que ajudam bastante no estudo do conteúdo e, o melhor, muitos livros de indicação para aprofundamento do assunto.
O início do livro começa muito bem, sobretudo a análise histórica brasileira.
Mas o terço final foi bem repetitivo e massante, mencionar as leis sem fazer nenhuma referência profunda, nem citar artigos.
Além de que a fórmula mágica para resolver os problemas raciais segundo o autor é "democracia e diálogo", ele fala tanto de ambiente democrático que a palavra vira apenas uma buzzword/chavão desprovido de sentido.
Acho que minha crítica se acentua pela descrença de que um ambiente democrático baste para resolver os problemas raciais, talvez uma discussão sobre direitos humanos, ética, empatia fosse mais importante do que uma mera casca de democracia.