Eu sou a minha poesia reúne uma selecção feita por Maria Teresa Horta dos poemas que considera serem os essenciais da sua obra. Um longo percurso poético, iniciado em 1960, que se mantém vivo e cuja actualidade e ousadia a colocam na vanguarda da poesia portuguesa. De cunho marcadamente feminista e erótico, uma poesia de intervenção e desobediência, que dá voz ao imaginário e ao desejo da mulher. Uma obra literária ímpar que é um grito de coragem e uma afirmação de liberdade.
Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros was a Portuguese feminist poet, journalist and activist. She is one of the authors of the book Novas Cartas Portuguesas (New Portuguese Letters), together with Maria Isabel Barreno and Maria Velho da Costa. The authors, known as the "Three Marias," were arrested, jailed and prosecuted under Portuguese censorship laws in 1972, during the last years of the Estado Novo dictatorship. The book and their trial inspired protests in Portugal and attracted international attention from European and American women's liberation groups in the years leading up to the Carnation Revolution.
Se pudesse explicar com um desenho o que este livro significou para mim, faria uma espécie de gráfico que começa em baixo, vai até acima, devagar, depois volta para baixo, sempre na esperança de regressar ao topo. É que realmente não me surpreendeu pela positiva. Esperava demais, talvez. Mas, identifiquei-me com poucos poemas.