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Sermões de Quarta-Feira de Cinza

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Em três sermões de Quarta-feira de Cinza, data que marca o início do período quaresmal no calendário católico, o jesuíta português Antonio Vieira (1608-1697) tratou da morte como cerne da consciência cristã, como objeto de temor que orienta as práticas da existência e ainda como forma última do desejo. Em seu conjunto, os argumentos relativos à eternidade, à hora da morte e às misérias da vida e dos vivos compõem uma dialética afetiva de temor e consolação que está na base de uma surpreendente arte de morrer.

200 pages, Paperback

Published January 1, 2016

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António Vieira

436 books57 followers
Notável prosador e o mais conhecido orador religioso português, o Padre António Vieira nasceu em 1608, em Lisboa, e faleceu na Baía em 1697. Aos seis anos vai para o Brasil com os pais e fixa-se na Baía.

Em 1623 inicia o noviciado na Companhia de Jesus. Ordena-se sacerdote em 1635, exerce as funções de pregador nas aldeias baianas e começa a granjear notoriedade como pregador.

Os primeiros sermões já reflectem as preocupações sócio-políticas de Vieira porquanto a colónia da Baía lutava contra as invasões dos holandeses. Em 1641, restaurada a independência, regressa a Portugal e cativa o favor de D. João IV. Por isso, inicia em 1646 missões diplomáticas na Europa. Volta ao Brasil em 1653, para o estado do Maranhão, depois de se envolver em questões relacionadas com a Companhia de Jesus.

Aí toma um papel muito activo nos conflitos entre jesuítas e colonos, como paladino dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas. No ano seguinte prega o " Sermão de Santo António aos Peixes ". É expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressa a Lisboa. Em 1665 é preso em Coimbra pelo Tribunal do Santo Ofício sob a acusação de acreditar nas profecias do poeta Bandarra. Três anos depois é amnistiado e retoma as pregações em Lisboa.

Em 1669 parte para Roma e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Regressa a Portugal em 1675; mas, agora sem apoios políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que tanto defendera), retira-se de vez para a Baía em 1681 onde se entrega ao trabalho de compor e editar os seus Sermões.

A sua prosa é vista como um modelo de estilo vigoroso e lógico, onde a construção frásica ultrapassa o mero virtuosismo barroco. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os efeitos persuasivos que ainda hoje exercem influência no leitor, a sedução dos seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável.

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Profile Image for Bruna Araújo.
7 reviews
October 20, 2020
Achei interessante as várias referências a filósofos. O texto introdutório permitiu entender um pouco da persona António e sua relação com a morte mas, no geral, foi um grande desprazer ler esse livro. Estou só o pó.
7 reviews
March 12, 2021
Do pó vem e pro pó vai que é de onde veio e é para onde vai. Portanto, do pó vem e do pó vai então é pó enquanto vai e não vai
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