What do you think?


Ensaios da Fundação #97
As Plantas e os Portugueses
Sabia que os primeiros colonos do território que é hoje Portugal comiam bolotas de carvalhos? Sabia que as Berlengas têm plantas únicas na Terra? Ou que fomos nós que trouxemos a laranjeira para a Europa e, por isso, em algumas línguas portokali significa laranja? Portugal tem um património muito vasto e rico de uso cultural e tradicional das plantas. Este ensaio tem como propósito revelar-nos esta herança etnobotânica, que se deseja manter, usufruir e legar. Apresenta tradições ligadas às plantas (simbologia, romarias, artesanato, lendas, culinária, literatura, música, arquitectura) e reúne informações sobre a flora autóctone, árvores monumentais, parques, jardins e protecção da natureza.
112 pages, Paperback
Published September 10, 2019
About the author
Luis Mendonça de Carvalho
6 books6 followersLUÍS MENDONÇA DE CARVALHO é licenciado em Biologia/Geologia, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (1990), Mestre em Bioquímica Vegetal, pela Universidade de Lisboa (1996) e Doutor em Sistemática e Morfologia de Plantas, pela Universidade de Coimbra (2007). É Professor Adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja, investigador do Instituto de História Contemporânea (IHC-NOVA/FCSH) e director-fundador do Museu Botânico do Instituto Politécnico de Beja. Foi Visiting Scholar na Universidade de Harvard. As suas áreas de interesses e investugação científica são a etnobotânica, a botânica económica, a museologia e a história das ciências. Coordenou o projecto Os Vitorianos e a Reinvenção do Mundo – Uma Perspectiva Botânica, acolhido pela Universidade de Évora e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/HIS-HCT/111048/2009).
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
March 19, 2023
"Nesta data, também se celebra o Dia da Espiga, que, devido à sua localização temporal, decorre no auge da Primavera, quando a natureza se revitaliza e mostra todo o seu esplendor. Nesse dia, próximo das doze horas (uma hora consagrada), colhe-se a «espiga», ou seja, um ramo constituído por espigas de trigo, ramos de oliveira, alecrim, papoilas, malmequeres brancos e amarelos, que simbolizam, respectivamente, o pão, a paz, o azeite, a saúde, o amor, a prata e o ouro. O número colhido de cada espécie também obedece a um padrão - em geral, escolhe-se cinco ou sete exemplares de cada uma. Tal como o ramo do Domingo de Ramos, sete dias antes da Páscoa, também a espiga se guarda até ao ano seguinte, na cozinha, na sala, atrás de uma porta ou junto ao oratório. O Dia da Espiga ainda é considerado, em algumas regiões rurais de Portugal, «o mais santo do ano», aquele a partir do qual as plantas têm mais virtudes, ou seja, maior poder. Esta crença aplica-se, com maior rigor, às plantas silvestres que se recolhem para usos medicinais. Algumas delas têm épocas específicas para serem colhidas, como a erva-de-são-joão, que deve ser apanhada na véspera do São João (de 23 para 24 de Junho), porque nessa noite as suas propriedades curativas são mais intensas. A crença de que alguns elementos da natureza têm mais poder em determinados dias do ano ou em algumas horas do dia estava difundida por todo o país. Por exemplo, a água do orvalho nocturno caído entre a meia-noite e a alvorada era tida como particularmente benéfica."
March 24, 2020

A "Oliveira do Mouchão" - a árvore mais antiga de Portugal com idade aproximada de 3.350 anos, situada nas Mouriscas, concelho de Abrantes.
”As Plantas e os Portugueses – Património, Tradição e Cultura” é mais uma excelente edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos - por apenas 3€.
O seu autor é Luís Mendonça de Carvalho, biólogo, mestre em Bioquímica e Fisiologia de Plantas, e doutor em Sistemática e Morfologia de Plantas (Etnobotânica) pela Universidade de Coimbra. Professor coordenador no Instituto Politécnico de Beja, onde fundou e dirige o Museu Botânico. Investigador no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) – Universidade Nova de Lisboa/Universidade de Évora. É visiting scholar na Universidade de Harvard.
Luís Mendonça de Carvalho subdivide o livro em seis capítulos: Introdução, Cultura Imaterial, Cultura Material, Considerações Finais, Para Saber Mais e Nomes Científicos das Plantas. Cada um destes Capítulos é subdivido de acordo alguma especificidade, essencialmente, na área da Botânica, da Etnobotânica, da Agricultura e da Floresta, dos Jardins Botânicos; da Cultura Imaterial incluindo, “tradições, festas, lendas, música e outros elementos abstractos partilhados por uma comunidade", e da Cultura Material incluindo dezenas de artefactos, como alguns símbolos regionais que unem sociedades contemporâneas.
A leitura de um livro sobre as temáticas agrícolas – da minha área de formação - e sobretudo as temáticas florestais – da minha área de trabalho -, fazendo parte do meu quotidiano, suscitam sempre um profundo sentido crítico e, normalmente, uma singular relevância.
A Etnobotânica tem para mim particular interesse, ”como uma área científica que estuda o resultado da interacção cultural entre os humanos e as suas plantas, ou seja, as formas como os humanos incorporam as plantas nas suas tradições culturais.” (Pág. 14)
Depois há uma abundante informação agrícola e florestal – apresentada de uma forma sucinta, mas com concreta relevância, sobre consideráveis tópicos com múltiplos destaques: Jardins Botânicos e Parques Botânicos; mas igualmente os relacionados com os Símbolos, com o Fado e o Cante, e com a Literatura Portuguesa; assim como, dezenas de artefactos directamente relacionados com as temáticas.
O magnífico livro ”As Plantas e os Portugueses – Património, Tradição e Cultura” tem cento e doze páginas de informação abreviada, diversificada e absolutamente essencial sobre um vastíssimo património Etnobotânico, seja material ou imaterial, que é imperioso que seja divulgado, defendido e preservado.
Absolutamente essencial…

AS PLANTAS E OS PORTUGUESES – TRADIÇÕES RELIGIOSAS
Artigo de Luís Mendonça de Carvalho, o autor do novo livro «As Plantas e os Portugueses», publicado na colecção de Ensaios da Fundação.
https://www.ffms.pt/blog/artigo/406/a...
DA FALTA DE CEREAIS À EXPANSÃO ULTRAMARINA, AS PLANTAS ESTÃO NO CENTRO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Excerto do livro «As Plantas e os Portugueses», de Luís Mendonça de Carvalho.
https://www.ffms.pt/blog/artigo/407/d...
March 5, 2020
Como é possível um livrinho tão pequeno conter tanta informação e esta ser tão enriquecedora?
Acabei o livro a pensar que realmente Portugal está impregnado de referências do mundo das plantas.
Já há muito tempo não sublinhava um livro (a lápis!), mas desta vez teve mesmo de ser.
Abençoados 3€ que dei por este pequeno tesouro.
Acabei o livro a pensar que realmente Portugal está impregnado de referências do mundo das plantas.
Já há muito tempo não sublinhava um livro (a lápis!), mas desta vez teve mesmo de ser.
Abençoados 3€ que dei por este pequeno tesouro.
January 11, 2020
Um pequeno grande livro sobre a relação dos portugueses com as plantas.
Veja a minha opinião em vídeo no meu canal de Booktube.
Veja a minha opinião em vídeo no meu canal de Booktube.
November 5, 2019
Um pequeno livrinho cheio de curiosidades sobre as plantas portuguesas e trazidas para Portugal, enquadrando-as nas mais diversas vertentes: tradição, religião, medicina, indústria, literatura, música, vestuário... Aprende-se muitas coisas!
March 21, 2020
Uma descrição não muito detalhada (como não poderia deixar de ser atendendo ao facto de o livro ser relativamente pequeno) do significado das plantas no património, na tradição e cultura de Portugal.
Faz uma abordagem histórica e mitológica do significado das plantas que me suscitou curiosidade, em particular a origem do nome de Freixo de Espada à Cinta.
Faz uma abordagem histórica e mitológica do significado das plantas que me suscitou curiosidade, em particular a origem do nome de Freixo de Espada à Cinta.
July 8, 2020
Como é possível um livro tão pequeno, ser tão grande em conteúdo?
Neste livro podemos ver como certas espécies se enraizaram em Portugal, como também algumas das nossas enraizaram noutros países, em como as plantas influenciam tanta coisa que, à primeira vista, não nos damos conta, tais como: religião, festas, fado, cante, lendas, arquitectura, estatuária, culinária, literatura, etc. Também em cultura material as plantas estão bem presentes no nosso país.
Este livro é sem dúvida tão enriquecedor Recomendo a quem adore plantas e quem adore história, sem dúvida um livrinho enorme em conhecimentos!
Neste livro podemos ver como certas espécies se enraizaram em Portugal, como também algumas das nossas enraizaram noutros países, em como as plantas influenciam tanta coisa que, à primeira vista, não nos damos conta, tais como: religião, festas, fado, cante, lendas, arquitectura, estatuária, culinária, literatura, etc. Também em cultura material as plantas estão bem presentes no nosso país.
Este livro é sem dúvida tão enriquecedor Recomendo a quem adore plantas e quem adore história, sem dúvida um livrinho enorme em conhecimentos!
August 7, 2022
Fascinante!
(MAIS) um excelente Ensaio da Fundação!
Um livrinho tão pequeno mas com uma densidade de informação relevante fascinante, tocando não só o aspecto botânico mas toda a amplitude geográfica, etnográfica, cultural e histórica das plantas em Portugal.
(MAIS) um excelente Ensaio da Fundação!
Um livrinho tão pequeno mas com uma densidade de informação relevante fascinante, tocando não só o aspecto botânico mas toda a amplitude geográfica, etnográfica, cultural e histórica das plantas em Portugal.
June 7, 2022
Tive o prazer de já ter assistido a palestras, visitas guiadas e cursos dados pelo Luís, que é um comunicador muito entusiasta, e que tem o dom de fazer com que não demos pelo passar do tempo.
Este livro sistematiza tudo o que fala nas suas palestras sobre Portugal, mas não esgota o assunto, porque o Luís pode falar de arte, pigmentos, materiais, especiarias ou chá com a mesma facilidade e entusiasmo com que fala de etnobotânica.
Este livro sistematiza tudo o que fala nas suas palestras sobre Portugal, mas não esgota o assunto, porque o Luís pode falar de arte, pigmentos, materiais, especiarias ou chá com a mesma facilidade e entusiasmo com que fala de etnobotânica.
January 11, 2025
Alguns factos interessantes mas não é extraordinário
January 18, 2025
Livro de ensaio sobre o património etnobotânico português. Adorei a parte dos jardins que me lembrou a minha viagem a Lisboa, quando tive o prazer de os visitar.
January 5, 2023
As plantas e os portugueses, de Luís Mendonça de Carvalho
Portugal tem um património muito vasto e rico de uso cultural e tradicional das plantas.
Pena que o conhecimento e a técnica de artífices se estejam a perder. Felizmente, neste Ensaio, o autor passa alguma informação - provavelmente no detalhe certo para atrair todo o tipo de leitores. Certamente deixando em alguns, como eu, curiosidade para saber mais.
Propõe o autor que se crie uma Lei do Património Vivo, apoiando os portugueses que mantêm vivas as técnicas e as artes tradicionais, reconhecendo-lhes, assim, o seu valor e a sua preserveranca, bem como o seu papel de inestimáveis guardiães de um património que se deseja preservar, usufruir e legar. Algo que apoiaria com empenho - tal qual japoneses que sabem respeitar a sua cultura ancestral, traduzindo-a em objecto de desejo e uso contemporâneo, nacional e internacional.
Portugal tem um património muito vasto e rico de uso cultural e tradicional das plantas.
Pena que o conhecimento e a técnica de artífices se estejam a perder. Felizmente, neste Ensaio, o autor passa alguma informação - provavelmente no detalhe certo para atrair todo o tipo de leitores. Certamente deixando em alguns, como eu, curiosidade para saber mais.
Propõe o autor que se crie uma Lei do Património Vivo, apoiando os portugueses que mantêm vivas as técnicas e as artes tradicionais, reconhecendo-lhes, assim, o seu valor e a sua preserveranca, bem como o seu papel de inestimáveis guardiães de um património que se deseja preservar, usufruir e legar. Algo que apoiaria com empenho - tal qual japoneses que sabem respeitar a sua cultura ancestral, traduzindo-a em objecto de desejo e uso contemporâneo, nacional e internacional.
December 30, 2019
Notável trabalho de recolha e divulgação do nosso património etnobotânico.
Infelizmente, com o aumento das monoculturas e da "eucaliptização" da nossa paisagem iremos perder, para além das plantas indígenas, muitos conhecimentos e tradições associados à flora nacional. Estes serão os custos directos do "petróleo verde" (eucaliptos) que os políticos impuseram à nossa agricultura em troca de supostos benefícios económicos. Na verdade, para além da desertificação acelerada de humanos, fauna e flora, os eucaliptos apenas impulsionaram a economia na vertente ligada ao combate aos incêndios e, obviamente, a corrupção e tráfico de influências ligada à indústria da celulose (ela mesma uma das principais poluidoras).
Infelizmente, com o aumento das monoculturas e da "eucaliptização" da nossa paisagem iremos perder, para além das plantas indígenas, muitos conhecimentos e tradições associados à flora nacional. Estes serão os custos directos do "petróleo verde" (eucaliptos) que os políticos impuseram à nossa agricultura em troca de supostos benefícios económicos. Na verdade, para além da desertificação acelerada de humanos, fauna e flora, os eucaliptos apenas impulsionaram a economia na vertente ligada ao combate aos incêndios e, obviamente, a corrupção e tráfico de influências ligada à indústria da celulose (ela mesma uma das principais poluidoras).
November 16, 2019
Livro interessante para quem gosta de curiosidades sobre a história, a botânica e as tradições. Leitura leve.
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
















