Com momentos tocantes, tensos e também divertidos, Histórias lindas de morrer nos relembra a importância das relações humanas e do respeito ao outro.
Como médica paliativa, Ana Claudia Quintana Arantes cuida de pacientes terminais há mais de vinte anos, em contato íntimo com os momentos de maior vulnerabilidade do ser humano.
Uma das principais vozes na tentativa de quebrar o tabu sobre a morte no Brasil, ela nos traz uma coleção de emocionantes histórias reais colhidas em sua prática diária, em que a proximidade do fim nos revela em toda a nossa profundidade.
São pessoas de variadas idades, crenças e origens, que nos deixam de herança lições de vida. Você vai conhecer A.M. e R., que mostram, cada um à sua maneira, que a comunicação humana vai muito além do que imaginamos.
Vai se emocionar com M., que recebeu em vida o perdão incondicional pelos maus-tratos dispensados à filha. Vai torcer pelo morador de rua F. em sua tentativa de reencontrar a mãe para se despedir.
Ana Claudia exerce uma medicina que dá aos sentimentos e à história dos pacientes a mesma atenção que dedica aos sintomas e desconfortos físicos. Mas como será, no dia a dia, alcançar as camadas mais profundas das pessoas justo antes de elas partirem?
Com momentos tocantes, tensos e também divertidos, estas histórias nos relembram a importância das relações humanas e do respeito ao outro. O medo da morte é o medo do não vivido, mas nunca é tarde para se envolver com a própria história.
"Todos os pacientes moribundos sabem que vão morrer. Não se trata de lhe perguntar: 'Será que lhe contamos?' ou 'Será que ele já sabe?' A única pergunta que se deve fazer é: 'Será que posso escutar o que ele tem a dizer?'" (Elisabeth Kübler-Ross)
É isto que a médica brasileira de cuidados paliativos procura fazer todos os dias. Um livro repleto de histórias verídicas cheias de emoção, amor, cuidado. É um livro sobre a kalotanásia, a morte bela que faz sentido na história de cada pessoa, individualmente. Gostava de ter uma Ana Cláudia no meu final de vida. Recomendo.
"Lembro, então, à familia que o exame pode ser escondido na gaveta, mas a doença e os seus efeitos no corpo, não. É justo não falar sobre a morte?"
"Acredito que todos nós temos uma consciência inconsciente sobre a nossa morte, uma inteligência acima do neo-córtex que nos informa quando ela está a chegar e nos impele a comportamentos que só serão compreendidos depois. O mundo está cheio de histórias de pessoas que, sem saber que estavam prestes a morrer, se despediram das pessoas queridas, se reconciliaram com quem estavam desavindas, deixaram mensagens precisas sobre assuntos até então mal resolvidos. De alguma forma, elas sabiam."
"Eu, que esperava uma reacção de profunda agitação, fui surpreendida com uma despedida lúcida e reconfortante para o paciente. De alguma maneira, ela sabia que ele estava a morrer. Os seus neurónios, desconectados há tantos anos, comunicaram-se de forma misteriosa no cérebro somente para aquele adeus."
"A. ensinou-me que o amor não fica no córtex cerebral: mora noutra região e desfruta de uma conexão perene, ainda que inexplicável. Afectos não são esquecidos, mesmo num quadro de demência. Esta não é uma conclusão médica nem filosófica: é uma conclusão empírica."
" Mas o que mais me impressionava era quando ela olhava para mim ria e dizia: que coisa engraçada, eu tenho absoluta certeza que te amo MUITO, mas não consigo lembrar de quem tu és."
Que livro lindo, terno, cheio de compaixão. Depois de um livro passado num cemitério, achei um passo natural ler sobre relatos reais dos últimos dias de pessoas em cuidados paliativos. Que bom que foi. Podia ter lido num dia, mas quis estender a experiência por mais tempo e fiquei triste quando acabou. Queria mais. A autora, médica da especialidade mostra uma ternura e uma abertura de espírito em relação aos últimos dias dos seus pacientes maravilhosas. Gostei muito do seu testemunho. Gostei muito de saber que os últimos dias de quem sofre com doenças pode ser bem acompanhado e de que há profissionais que ainda têm compaixão por quem seguem. Quero uma doutora Ana na minha vida, caso seja necessário.
Penso ser um livro de leitura obrigatória porque é um assunto pouco falado e pode trazer muita paz de espírito a quem precise.
Um livro com várias histórias contadas de maneira leve na escrita, mas pesada em sentimentos. Simples e direto, traz várias reflexões com diferentes pontos de vista sobre o fim da vida e tenta rebater os estigmas sociais relacionados à morte e ao sofrimento.
É daqueles raros livros que mudam sua perspectiva das coisas, sobretudo da vida. Chorei, me senti abraçado, chorei mais um pouco e queria abraçar a autora. Ana Cláudia Quintana Soares mostra um respeito lindo de se ler com seus pacientes e suas histórias. E as histórias, essas fazem você perceber que não importa fé, religião ou crença, a morte ainda é algo que foge do nosso entendimento. A sabedoria das pessoas que estão prestes a morrer é algo fora das nossas verdades absolutas. É cada coisa linda nesse livro que você para e pensa sobre prioridades e cotidiano. Falar sobre a morte é tão necessário quanto celebrar a vida. Lindo, lindo, lindo. Recomendo 80 mil vezes.
Livro lindo, sensível e extremamente necessário! Muito fala-se em aprender a viver, mas igualmente precisamos aprender a morrer (e a deixar morrer). Junto com o livro Being Mortal, é umas das obras mais profundas para quem quer ter um outro olhar sobre o tão temido momento final. Mas prepare os lenços (e as lágrimas).
Como médica paliativista, a Dra Ana Claudia Quintana Arantes esteve presente nos últimos momentos de muitos de seus pacientes. Entendendo a dimensão e a sacralidade deste momento, ela divide com seus leitores verdadeiras pérolas forjadas na hora da morte. Compartilhando inclusive histórias da própria família, ela mostra a diferença que o protagonismo do paciente faz quando chega o fim e a beleza de se vivenciar essa possibilidade.
Lindoooo tem tipo umas sei lá quantas histórias curtinhas de pacientes da autora (médica especializada em cuidados paliativos) e eu chorei em TODAS, literalmente todas. Ela escreve de forma bem simples e parece ser uma querida, mto humana! Traz histórias dos pacientes mais diversos, começa com um testemunha de Jeová, passar por pacientes com demência, pelos próprios pais, uma amiga, pacientes muito jovens e muito velhos, pacientes ateus e evangélicos, paciente morador de rua e assim por diante. TODOS MORREM e você VAI CHORAR! Mas eh um choro leve, um choro carinhoso, uma lágrima que desce bonita, uma lágrima com cheiro de flores aroma de por do sol.
"Quando as pernas deixarem de andar, caminharemos pelas memórias. Quando as pernas deixarem de andar e os olhos deixarem de ver, caminharemos pelas memórias e estas serão nítidas. Quando as pernas deixarem de andar e os olhos deixarem de ver e os ouvidos deixarem de ouvir, caminharemos pelas memórias e estas serão nítidas e vozes esquecidas contarão tudo de novo"
Foi uma leitura difícil, pelo fato de muitas histórias serem sobre câncer (tema altamente sensível pra mim, perdi meu melhor amigo para o câncer)
O fato dos temas serem delicados pra mim não tira o fato de que o livro é lindo. Lindo de ver os cuidados paliativos na prática com empatia, conexão com paciente e amor.
Vendo os pacientes realizando seus últimos desejos em vida, a entrega deles pra morte... É um livro que me gerou muita reflexão.
Um livro para ler cada história devagar com ensinamentos importantes baseados na experiência desta excelente médica. Inspirador para toda a população. É necessário desmistificar o processo de morte como sendo um percurso natural e que pode ser bem vivida
Desde o início que se perceciona que este é um livro sobre o amor ao próximo, a empatia, a compaixão. Um livro sobre a celebração da vida e a aceitação da morte.
De escrita fácil, mas muito triste e impactante, tornando-se, por isso, uma leitura difícil e perturbadora. Fiquei sempre muito emocionada de cada vez que terminava uma história e me colocava no papel do doente e da família.
Estabeleci como meta uma ou duas histórias diárias para não me pesar tanto no pensamento, sou daquelas pessoas que não se emocionam facilmente, mas, quando acontece, fico a reviver certas situações mesmo sem as ter vivido.
Muito duro, mas muito bonito, percebemos aqui a importância dos cuidados paliativos a doentes terminais. Um livro que traz também para cima da mesa o debate sobre a eutanásia e o suicídio assistido.
Pergunto-me sempre se as histórias são totalmente verdadeiras, se não contêm uma pontinha de ficção para as tornar ainda mais marcantes.
Como é referido na sinopse, a inevitabilidade da morte é um momento que nos torna a todos iguais. Reflitamos sobre isso e tentemos ser pessoas melhores na nossa vida, no nosso quotidiano.
VÉI P*P!!!!! (desculpa pelo palavrão, mas que livro é esse???????) NÃO CONSEGUI PARAR DE CHORAR!!!!!
lindo lindo lindo!!!!! Uma história mais bonita do que a outra!! A última frase do livro fica como reflexão: “É justo não falar sobre a morte?”
Ana Claudia Quintana Arantes, se você estiver lendo essa review, saiba que amei muito este livro, sua escrita é fascinante e super gostosa de acompanhar!! Chorei horrores e, inclusive, marquei uma terapia pra lidar com o que esse livro provocou em mim, então, entre em contato para arcar com a sessão 😝😝😝 brincadeiras a parte, deveria ter um aviso na capa!!!! beijos 😘🫶🏻 (já coloquei os próximos na minha lista
Que livro delicioso! Fala de vida intensamente vivida até o último sopro. Fala de amor. Amor pelo cônjuge, pelos filhos, pelos pais, pelos amigos, pelos pacientes, pelo Ser Humano. Amor a Deus, ou ao que se tenha fé, ou nas convicções sem fé. Fala de respeito. Respeito à verdade, sobretudo, até o fim da vida. Nada como falar em viver e morrer com significado como no dia de hoje. Dia da Paixão de Cristo. Dia de Dor. Mas uma dor que nos deu esperança de algo melhor. A morte faz parte da vida.
Conheci Ana Cláudia no seu livro anterior, mas foi com esse que ela se torna uma das minhas escritoras preferidas. Tocante, humano, lindo de viver e de morrer. Uma jóia disponível em língua portuguesa que todos nós deveríamos ler e reler e reler e reler...
Histórias lindas! Todo mundo deveria ler. Uma perspectiva linda sobre a morte e como serão nossos momentos finais nesse planeta. Mesmo com as mais diversas doenças as pessoas encontram um finais que são lições de vida.
de histórias lindas de morrer e até de viver, esse livro vem como um furacão desmontando por inteiro o meu coração. chorei, chorei e chorei, mais uma vez.
fala sobre a nossa passagem nesse tempo-espaço e para além dele. é sobre amar, perdoar e se libertar. é sobre mim, você, a fé, a vida e a medicina.
é tudo isso que me fez sentir bem dentro mim. tudo isso e mais um pouco, que ainda não vivi.
Hm… n sei mt bem oq dizer. Acho q esse livro é importante pra pessoas que não valorizam os cuidados paliativos. A vida (e a morte) é repleta de milagres, basta a gente estar atento pra enxerga-los. 3,5 ⭐️
Meu Deus Ana! Você é um oásis! Indo pro livro três! Obrigada pela companhia, pelas lições… se eu pudesse, seria um pedacinho de você! Para multiplicar o bem que você faz a esse mundo! Você tem uma admiradora! Obrigada pela sensibilidade, pela sabedoria, pela dedicação! Você não é desse mundo!
Um excelente livro que aborda um tema complexo, de como viver a morte para aqueles que a estão a vivenciar, sem rodeios, mas com respeito. Escrito por quem sabe bem do que fala. Uma das melhores especialistas na área dos cuidados paliativos.
Um livro inspirador e cheio de reflexões. Vale demais a leitura! Ressignificar a morte dentro da minha jornada tem sido muito mais fácil com as palavras da Ana. Serei eternamente grata.
"E, olhando esse brilho nos olhos dela, que emitiam mais luz do que o sol na janela, eu entendo como a morte e a felicidade podem estar juntas na mesma frase e isso fazer todo o sentido do mundo."
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sobre cuidar em paliativos sobre estar lá para o outro no seu final, tornando-o bonito e pacífico uma prova de que, na vida e na morte, pessoas precisam de pessoas
Histórias lindas de morrer nos ensina que a vida é o meio entre o nascimento e a morte. E a morte é um dia para ser vivido em sua plenitude. Com histórias incríveis sobre a sua experiência com cuidados paliativos, Ana Claudia descreve com muita sensibilidade seus relatos fazendo com o leitor se conecte profundamente com suas histórias.
Acho que vou chorar muito e sempre que eu ler Ana Claudia Quintana. Que livro bonito sobre a boa morte, a morte bela, o se despedir da vida com dignidade.