O que acontece quando você pode jurar que o mal ainda está à espreita, quando sua visão periférica captura uma sombra e você se sente observado, quando as piores pessoas que você já conheceu estão finalmente soltas e ainda obcecadas por você?
Eu Vejo Kate: A Lua do Assassino, encerra a duologia de Katherine Dwyer e Ryan Owen num ritmo intenso, com viravoltas perturbadoras e novos fantasmas.
“Eu Vejo Kate 2 é uma aula sobre como construir personagens. É uma aula sobre ciência forense. E é uma baita história de suspense, daquelas que te envolvem com uma qualidade de escrita que eu raramente vi neste gênero no Brasil. O livro de Claudia Lemes me envolveu de tal modo que eu sofri junto, investiguei junto. E, da forma mais delicada e emocionante, ele destruiu meu psicológico. Uma sequência que deve ser emendada logo que você terminar Eu Vejo Kate.” - Victor Bonini, autor de O Casamento e Quando Ela Desaparecer
Confesso que fiquei um pouco chateada com o final, não queria que a Kate morresse. Mas, depois de ler o posfácio, eu entendi. Que livro incrível. Viva a literatura nacional!
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Fã da escrita da Lemes, adorei o encerramento! Eu estava tão conectada com a história, que visualizei um terceiro livro até os 45 minutos do segundo tempo. Muito rainha, Cláudia. Obrigada por finalizar dessa forma completa!!!
Esta duologia é perfeita. Tem personagens cheios de camadas e reviravoltas que deixam o leitor naquela ansiedade doida. Não sabemos bem o que esperar dos personagens pois mesmo os “mocinhos” tem aquele lado mal que todos temos.
Outro diferencial foi a narrativa ser feita pelos personagens, em especial os mortos. Se no livro 1 tínhamos a narrativa do serial killer, aqui temos a Sarah, irmã de Kate assim como dos outros personagens da trama.
Os fatos acontecem 5 anos após os trágicos acontecimentos que marcaram Kate para sempre. A personagem fez uma ampla reciclagem para aprender a se defender. Mas o seu psicológico não voltou ao normal, e isso afeta não apenas sua vida, como a de seu filho e de Ryan.
As coisas se complicam ainda mais quando seu sobrinho e seu ex-cunhado são soltos. E para colocar um ponto final nesta doença, ela decide ser a caçadora, antes mesmo de se tornar oficialmente a caça, mesmo que isso já estivesse intrínseco no desenrolar dos fatos.
O final foi impactante e a frase “às vezes não adianta mandar um anjo para combater o demônio: você tem que mandar um semelhante” resume o que foi esta duologia. Onde a tradicional luta entre o bem e o mal foi trocada para o mal contra o mal.
Como falei logo no início, a duologia é ótima e vale muito a pena a leitura, mas infelizmente não é para qualquer um, visto as cenas dos crimes e agressões, ainda mais quando sabemos que os crimes já foram cometidos na vida real, como a autora alerta no início do livro. Aliás, levem a sério os alertas da autora.
Caso você não tenha problemas de gatilhos, e goste deste gênero, leia!
Esse ano, decidi reler Eu vejo Kate para poder ler sua continuação. Que experiência ler os dois livros em seguida! Essa continuação tem o mesmo ritmo alucinado e é tão violenta quanto o livro anterior, mas não o supera. É uma competição injusta. Acho difícil um livro do mesmo gênero surpreender tanto quanto Kate 1. Aqui, também temos a narração de uma pessoa morta: Amanda, a irmã de Kate, confessa seus sentimentos mais íntimos enquanto acompanha o embate final entre Kate e o sobrinho psicopata. Mas, embora cumpra a mesma função enquanto personagem, Amanda não tem o mesmo "carisma" de Nathan. O cinismo dele faz falta. Os acontecimentos desse livro são chocantes a princípio, mas conhecendo bem os personagens - e principalmente por lido logo após a releitura do volume anterior - em pouco tempo eu consegui entender o que estava acontecendo e imaginar para onde a história se encaminharia. Somente as páginas finais me surpreenderam. Essa previsibilidade, porém, não é de todo ruim, porque mostra o quanto os personagens foram bem construídos e como, anos depois e numa segunda história, permanecem fiéis a sua essência. O destino de Kate, no final, me chocou bastante. Como leitora, eu torcia pela vitória dos mocinhos. Mas também entendo que não restava muita coisa para ela depois do que tinha vivido. Foi um desfecho adequado, apesar de muito triste.
A escrita da Claudia: perfeita. Maravilhosa. Incrível, como sempre. Que jornada de tirar o fôlego. Você não consegue parar de ler enquanto não vê o fim do livro chegar. Mas é por esse fim não ter me agradado tanto, que não dei a nota máxima pro livro. Ainda assim, leria tudo de novo, porque a Claudia sempre consegue me surpreender. Mesmo quando o final não é o que eu esperava. Que escritora incrível…
"Eu Vejo Kate - Volume 2" nos trás uma protagonista que sofreu e sobreviveu a momentos que nenhum ser humano deveria passar; e isso a tornou uma pessoa mais precavida e capaz de tudo para a proteger aqueles que ama. Porém a sensação de estar sempre a beira de algum acontecimento ruim, também serviram para lhe deixar mais ansiosa e angustiada. Kate vive numa gangorra de emoções e nunca sabe qual lado irá vencer quando se vê frente a novos desafios. Quando pessoas e acontecimentos do passado voltam a bater à sua porta, ela percebe que para algumas coisas não importa o quanto nos preparemos, elas sempre nos pegarão de surpresa. Eu achei que este segundo volume talvez pudesse perder um pouco do ritmo e da ação do primeiro livros, no entanto, não foi isso que aconteceu. Cinco anos se passaram e os personagens estão mais maduros, porém, a história do livro é igualmente boa. Não há pontas soltas. A autora conduz os leitores numa sucessão de situações que nos movem por cada capítulo sem sequer perceber que viramos a página. É um ótimo thriller!! E eu virei fã de carteirinha da autora!