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As Descontinuidades da Criação

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"Parece-nos indispensável marcar bem a intolerância em relação à evolução dos evolucionistas que tira o mais do menos, que faz passar da potência ao ato sem nada que esteja em ato, o que consiste precisamente em ser um processo auto-criador que torna subrepticiamente aceitável a criação ex-nihilo sem um deus todo poderoso, desde que essa criação se torne infinistesimal e suficientemente lenta para que as inteligências tardas não percebam o mecanismo do absurdo, e fiquem, de tantos em tantos metros, ou de tantos em tatos séculos, diante de uma situação de fato. é preciso denunciar a absoluta inaceitabilidade do evolucionismo dos racionalistas e dos empiristas". Gustavo Corção

128 pages, Paperback

Published January 1, 2018

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About the author

Gustavo Corção

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Gustavo Corção foi um escritor e pensador católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil.
Sua obra é influenciada pelo Distributismo, a apologia católica do escritor inglês G.K. Chesterton, influência extensamente explicada no seu ensaio Três Alqueires e uma Vaca. Entretanto, uma outra influência sobre o seu pensamento veio do filósofo Jacques Maritain.
Formado engenheiro, Corção só obteve notoriedade no campo das idéias aos 48 anos, ao publicar o livro A Descoberta do Outro, narrativa autobiográfica de sua conversão ao catolicismo (influenciado por Alceu Amoroso Lima). Como engenheiro, era um apaixonado pela eletrônica. Foi durante anos professor dessa disciplina na Escola técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia. O amor à eletrônica e à música sacra levou-o a ser um estudioso e intérprete de órgão Hammond. Este instrumento musical tornou-se uma de suas paixões, tanto pela engenhosidade de sua construção como por sua sonoridade.
Sua produção literária e seu estilo foram considerados por muitos na mesma altura da de Machado de Assis, autor que o inspirou a produzir e publicar uma antologia (de Assis).
Sobre Gustavo Corção, Raquel de Queiroz afirmou em 1971: “A maioria dos brasileiros conhecem duas faces de Gustavo Corção. Uma, a do escritor exímio, a usar como ninguém a língua portuguesa, o autor que, vivo ainda, graças a Deus, é um indiscutível clássico da literatura nacional. [...] A segunda face é a do anjo combatente, de gládio na mão, a castigar os impostores que vivem a gritar o nome de Deus e da Sua Igreja, não para os louvar, antes para apregoar na feira inocente-útil do ‘progressismo’.
O pensamento de Gustavo Corção caracteriza-se por uma postura política conservadora, inimiga do catolicismo liberal e favorável ao diálogo com a esquerda, representado por Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, e Dom Hélder Câmara, e pela defesa do tradicionalismo litúrgico e doutrinário, o que o colocou em posição de antagonismo em relação à Igreja que emergiu do Concílio Vaticano II; concílio convocado pelo Papa João XXIII e encerrado pelo Papa Paulo VI.
Corção apoiou a derrubada do governo de João Goulart pelo movimento encabeçado pelos militares, em 1964, pois entendia que esse governo abria as portas para o comunismo e, consequentemente, para a influência soviética no Brasil, implicando no fim da democracia e das liberdades individuais, incluindo a liberdade de possuir uma fé religiosa.
Suas polêmicas com católicos menos conservadores e com as esquerdas, ocorriam em grandes jornais como O Globo, Rio de Janeiro e O Estado de São Paulo.

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Profile Image for João Victor.
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March 6, 2022
De forma magistral Corção expõe as incoerências filosóficas da ciência moderna e suas falhas no seu campo teórico. Puxando desde a probabilidade proveniente de um empirismo exacerbado que depois foram de encontro a todo o alicerce da física clássica de fundo racionalista. Nessa dialética quem saiu perdendo foi a ciência mesma, desprovida de bons alicerces epistemológicos como as Causas Aristotélicas, fica condenada no confronto Empirista-racionalista a navegar sem rumo como capitães cegos pelos seus modelos inerentemente defeituosos, e assim, naufragando suas naus em tempestades de falsas conclusões.
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