Dos Evangelhos à aurora da psicanálise, passando pelas lendas medievais e os quadros da Renascença, a imagem de Salomé agiganta-se e forma-se o mito, enriquecido por aluviões do imaginário dos homens. O banquete de Herodes transforma-se no cenário onde se representa a tentação do sacrilégio, o medo do desejo, a ideia do feminino e os próprios desafios da arte.
Por algum motivo, a figura de Salomé sempre despertou um fascínio em mim que me leva a estar especialmente atenta a todas as representações que desta figura mítica se fizeram... este livro enquadra-se numa tentativa de perceber melhor o mito e o porquê desta sedução que ela acorda em mim.