Esta edição traz um Caderno Especial com a trajetória de Mario Filho, assinada pelo neto e jornalista Mario Neto, com fotos e perfis de alguns dos primeiros craques negros e mulatos do futebol brasileiro, com o texto assinado pelo historiador Gilberto Agostino. Este Caderno chega ao final com a história da imagem da capa, do artista plástico Rebolo, que também foi jogador de futebol, e que mostra pioneiramente na arte brasileira uma cena de jogadores em o negro driblando o próprio Rebolo, que se auto-retrata. Bem cuidada, com apuro nos detalhes - ao ponto de trazer reconstituído, como no original, o prefácio de Gilberto Freyre à primeira edição (de 1947), no qual havia lapsos - (supressões de palavras em dois parágrafos) desde a segunda edição (de 1964), a 4ª Edição traz ao público todo o percurso da obra. Assim, nada foi retirado em relação às edições além do prefácio de Gilberto Freyre, o texto das orelhas da segunda edição, de Édison Carneiro, o das orelhas da terceira edição (1994), de João Máximo, e mesmo a apresentação do editor da terceira edição podem nela ser encontrados.
Mário Rodrigues Filho, better known as Mário Filho was a Brazilian journalist and brother of Nelson Rodrigues. Born in the capital of Pernambuco state, Mário Filho moved to Rio while still a child, in 1916. His father, Mário Rodrigues, owned the newspaper "A Manhã" ("The Morning"). The younger Mário began at his father's paper in 1926 as a sports reporter, pursuing a relatively undeveloped form of journalism.
Obra imprescindível da literatura e sociologia brasileira. Mário Filho, junto com seu irmão Nelson Ridrigues, são responsáveis pelo fenômeno do futebol entranhado à sociedade brasileira. Casos como o de Francisco Carregal pelo Bangu, ou o time do Vasco de 1923 (primeiro clube campeão a ter negros e mulatos na equipe) são contextualizados com maestria por Mário Filho.