Para além da questão existencialista, há musicalidade nos contos de Luigi. Com ritmo e forma própria quando ele escreve sobre a infância, quando escreve sobre a vida que passa durante os domingos e até quando se encontra com o demônio [...] Na maior parte dos contos, escritores dão vida aos personagens principais. Essa, talvez, seja a forma do autor olhar para o com os olhos de quem vê a si próprio retratando o que acontece em um documento do Word em branco. O criador em frente à criatura. Victor Simião A segunda questão é a inquietação do autor, mostrada pelas vozes dos narradores dos contos, em relação a nossa passagem pela será que vivemos apenas para cumprirmos nossas obrigações, objetivos profissionais e não vivemos realmente para aproveitarmos a vida, aproveitar cada minuto? Estela Santos Uma vez, ao participar de um concurso de uma grande instituição, recebi um feedback “seu conto não ganhou porque tem uma linguagem muito chula, meio pornográfica”. Hoje, anos depois, não mudei de pensamento – ainda gosto de linguagens chulas, meio pornográficas, que em “Criador e Criatura”, reinam como trunfo máximo. Usando e abusando de palavrões, detalhando cenas de sexo explícito, os narradores fazem criações belíssimas como “Meu pau latejava de lirismo.” P*ta que pariu. Coisa linda do car*lho. Bruna Kalil Othero Hoje, os contos de Luigi são cheios de ironia, críticas à sociedade e tratam de temas como vida, morte e amor. Para ele, é essencial que o artista reflita sobre a sociedade em que vive. Além disso, o lirismo contido em cada linha que escreve é capaz de encantar o leitor. Larissa Bezerra