Tomando como ponto de partida a cidade do Rio de Janeiro e a demolição de seus cortiços, passando pelas polêmicas entre infeccionistas e contagionistas em torno da transmissão da febre amarela e pela resistência das comunidades negras à vacina antivariólica, Sidney Chalhoub escreveu uma "história na encruzilhada de muitas histórias". De forma apaixonante e extremamente bem-humorada, Cidade febril reinterpreta esses e outros conflitos à luz da história social. O resultado é uma obra riquíssima, que mapeia a formação das políticas de saúde pública no Brasil, as quais, longe de se limitarem ao século XIX, até hoje influem em nosso cotidiano com força assustadora. Prêmio Jabuti 1997 de Melhor Ensaio.
Sidney Chalhoub (Rio de Janeiro, 1957) é um historiador e professor universitário brasileiro. Atualmente é também Diretor Associado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Foi premiado em 1997 com um Jabuti, um dos principais do gênero no Brasil, na categoria Ensaio pelo livro Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial. Seus estudos sobre escravidão, cotidiano e trabalho têm importância reconhecida, motivos pelos quais é um dos principais historiadores brasileiros.