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O novo conservadorismo brasileiro
Este livro trata do paralelo entre a ascensão do neoconservadorismo nos Estados Unidos no fim da década de 1970 e o surgimento do novo conservadorismo no Brasil a partir de meados de 2015 – que culmina com a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Neoconservadorismo ou nova direita se refere originalmente à coalizão contrária às políticas de bem-estar social e ao avanço de feministas e de LGBTs, que reuniu parcela majoritária do evangelismo, elementos da direita secular do Partido Republicano e intelectuais para a eleição de Ronald Reagan em 1980. O neoconservadorismo – fundado na tríade militarismo, absolutismo do livre mercado e família tradicional – forneceu o berço ideológico que viabilizou o neoliberalismo no mundo, no laboratório chileno de Pinochet, com os Chicago boys. A retomada da ortodoxia econômica entre nós é possibilitada com o resgate do mesmo ideário, expresso no combate à “ideologia de gênero”, na Escola Sem Partido, no Estatuto da Família, no fim do Estatuto do Desarmamento, no estabelecimento de teto de gastos públicos com a preservação de juros, na proposta de mudança da embaixada para Jerusalém e na crítica ao “marxismo cultural globalista”.
248 pages, Paperback
Published January 1, 2019
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Community Reviews
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November 8, 2022
Embora este livro sobre o novo conservadorismo brasileiro, de Marina Basso Lacerda, ilumine muito sobre o bolsonarismo e como as novas direitas atuam no Brasil, não é um livro gostoso de ser lido. A estrutura de capítulos funciona, mas o que torna sua leitura de um jeito oblíquo de ser apreciada é a forma jurídica demais com que os conteúdos dos capítulos são cerzidos, com muitas e enormes citações diretas de parlamentares se pronunciando no legislativo. Além de muitos projetos de lei sendo citados, mas que não são sumarizados ao fim e ao cabo. Prova disso é que quando chegamos no final do livro, os capítulos ficam muito mais palatáveis e interessantes, em sua estrutura e estilo de texto. Acredito que isso seja uma influência e uma marca de estilo vinda de quem vem do campo jurídico, acostumado com essa linguagem "das leis" que não são de fácil entendimento para o leitor comum ou mesmo o leitor acadêmico de outras áreas do conhecimento.
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