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Portugal, uma retrospectiva #19

1385 : nasce uma nova dinastia

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O ano de 1385 marca nesta colecção a entrada numa Idade Média que foi sempre um particular desafio historiográfico. Desde logo porque é difícil na nossa consciência colectiva conseguir identificar a Idade Média por entre a grande massa de «medievalismos», de imagens mais ou menos fantasiosas, que sobre esta época a posteridade foi agregando. A Idade Média é — talvez surpreendentemente para alguns — um terreno de enorme experimentalismo político, social e religioso. Em Portugal, por exemplo, 1385 reveste-se de um carácter especial. Ano de uma crise dinástica que poderia ter resultado na absorção do reino ou, como sucedeu, numa transição bem-sucedida (do nosso ponto de vista) para uma segunda dinastia portuguesa, 1385 foi encarado como desenlace de uma «revolução» (1383-1385) na qual o povo, e em particular o povo urbano de Lisboa, emergiu como actor histórico, sobretudo pela pena genial de Fernão Lopes. Todavia, de tanto ser carregado com sentidos políticos e patrióticos ao longo dos séculos, perde-se de 1385 a noção de que a sociedade portuguesa de então era radicalmente diversa da que viria a formar-se depois, já para não falar da moderna.
Entre os anos de viragem da história de Portugal, 1385 reveste-se de um carácter especial. Neste volume, Maria de Lurdes Rosa escreve sobre um reino em convulsão, um novo rei e uma batalha decisiva. Judite Freitas dedica-se às cortes (re)fundadoras de Coimbra. Mário Farelo olha para a vida urbana de Lisboa a partir das suas procissões. António Castro Henriques descreve o “Ano Económico”. Saúl António Gomes escreve sobre os judeus portugueses e, finalmente, Iria Gonçalves reconstitui a vida de uma camponesa em terras senhoriais a que deu o nome de Maria Domingues.

116 pages, Paperback

First published January 1, 2019

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About the author

ANTÓNIO CASTRO HENRIQUES nasceu em 1976. É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1998) e Mestre em História Medieval (2003), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a dissertação O rei e a terra do Barroso. Montanha, periferia e poder régio (séculos XII-XIV). Doutorou-se em História (2008), pela University of York, com a tese State Finance, War and Redistribution in Portugal, 1249-1527. É Professor Auxiliar no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG-UL), investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS-UL) e do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade. Foi Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (2009-2022). Tem como principais áreas de investigação a história económica e política, a história fiscal europeia e portuguesa, a história do crédito público e privado e aplicações da estatística à história. Foi membro de diferentes projetos de investigação entre os quais Dívida Soberana e Crédito Privado em Portugal (1669-1797) (2018-2022), Prices, Wages and Rents in Portugal: 14th-20th centuries (2012-2015), entre outros.

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Profile Image for José Luís  Fernandes.
87 reviews47 followers
February 5, 2023
Volume geralmente bom - com destaque para os de Castro Henriques, Saul Gomes e Iria Gonçalves -, embora fosse conveniente referenciar as fontes usadas de forma mais sistemática em alguns dos artigos e o artigo da Judite de Freitas desaponta em vários sentidos, a começar pela repetição de vários mitos como o da táctica do quadrado.
862 reviews
December 12, 2019
Espero um dia, quando for grande, escrever um livro assim. Estimulante, problematiza as questões que parecem resolvidas sobre a história portuguesa nesse ano tão mítico de 1385. O leitor é convidado a fazer o percurso dos historiadores, explorando com ele as fontes disponíveis, discutindo as várias explicações e interpretações possíveis. E prova que ler um livro de história é muito melhor do que ler um romance histórico quando o que queremos é aliar o rigor a uma leitura entusiasmante e agradável.
"(...)Na verdade, explicar isto [a metodologia e o recurso às fontes] ao leitor deve ser encarado como um dever ético do historiador". P.17.
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